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Radlands: cartas e componentes
Imagem: Roxley Games

Radlands

Nota BGG

2021 · Daniel Piechnick, ex-desenvolvedor de Magic: The Gathering

Melhor para: jogar a dois

Moicano neon por fora, contador por dentro. E quem ganha é o contador.

Recomendado

  • 2Jogadores
  • 20–40 minDuração
  • 14+Idade
  • 2,3 / 5Peso BGG

Radlands é um duelo de cartas para dois, criado por Daniel Piechnick, ex-desenvolvedor de Magic: The Gathering, em que cada jogador defende três acampamentos num deserto pós-apocalíptico. Venceu o Golden Geek de melhor jogo para dois de 2021. A caixa vende Mad Max, com punks de moicano e cores neon. A mesa entrega outra coisa: três fichas de água por turno e uma conta mental de quanto custa cada tiro. É o fim do mundo administrado por um contador. E a gente gosta do contador.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 15 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Três águas, decisões demais
  • Toda carta serve duas vezes
  • 34 acampamentos, outra partida

Atenção

  • A compra também atira
  • O acampamento que veio armado
  • Motor frio
Peso BGG2,3/5
a partir de R$ 172,70 no Pix · consulta em 03/11/2026

1 vitória em prêmios, incluindo Golden Geek 2021 · 2 jogadores

Para quem: joga a dois toda semana e quer revanche em meia hora; sente falta de Magic, mas não da fatura do cartão.

Como funciona Radlands

Gaste três águas por turno para proteger seus acampamentos e derrubar os três do rival.

  1. 1

    Resolva o evento

    O evento no espaço 1 da sua fila acontece e sai do jogo; os outros avançam um espaço na direção dos seus acampamentos.

  2. 2

    Compre e abasteça

    Compre uma carta e pegue três fichas de água. Elas não acumulam: o que sobrar no fim do turno volta ao estoque.

  3. 3

    Baixe sua gente

    Pague a água de cada pessoa e ponha até duas na frente de cada acampamento, para proteger o que está atrás.

  4. 4

    Atire no que está aberto

    Use habilidades de cartas prontas para danificar cartas desprotegidas do rival. Uma carta danificada duas vezes é destruída.

  5. 5

    Plante o próximo golpe

    Baixe eventos na fila, descarte cartas pelos efeitos extras ou guarde o silo. Derrube os três acampamentos rivais para vencer.

Ler as regras completas

Cada jogador lidera uma tribo de sobreviventes e defende três acampamentos. Na preparação, cada um recebe seis cartas de acampamento, fica com três e as coloca lado a lado. A soma dos números impressos nesses acampamentos define quantas cartas você começa na mão. Vence quem destruir os três acampamentos do rival.

A água é o único recurso. No começo do turno, você resolve o evento que estiver no espaço 1 da sua fila, compra uma carta e recebe três fichas de água; quem começa a partida recebe só uma no primeiro turno. Depois, faz quantas ações conseguir pagar, em qualquer ordem. A água que sobra volta ao estoque.

As ações são baixar uma pessoa pagando o custo dela, baixar um evento na fila, usar a habilidade de uma carta pronta, comprar uma carta por duas águas, descartar uma carta da mão para ganhar o efeito do ícone de descarte e pegar o Silo de Água por uma água, que depois pode ser descartado como água extra.

Cada acampamento forma uma coluna com até duas pessoas na frente. Carta com outra à frente está protegida, e o dano comum só acerta cartas desprotegidas. O primeiro dano deita a carta; o segundo a destrói. Pessoa recém-baixada entra não pronta e só usa a habilidade no turno seguinte. Punks são cartas viradas para baixo, sem habilidade, que servem de escudo.

Eventos entram na fila de três espaços conforme o ícone de bomba e avançam um espaço por turno até serem resolvidos. Cada jogador tem uma carta de Invasores, acionada por ícones de ataque: quando ela chega ao fim da fila, o rival escolhe um acampamento próprio para danificar, mesmo protegido. Se o baralho acabar pela segunda vez, a partida termina empatada.

Como é jogar Radlands

“Consegue ser ao mesmo tempo oscilante e equilibrado.”

Slashfilm (tradução livre)
Radlands: cartas e componentes
Imagem: Roxley Games

A arte anuncia motoqueiros em chamas. A primeira decisão de verdade da partida é se você gasta duas das suas três águas para comprar uma carta. Só isso. O mundo acabou e você está fazendo o orçamento do mês.

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Um turno típico: o rival tem uma pessoa desprotegida na coluna da esquerda. Você pode baixar um punk para cobrir o seu acampamento mais fraco, usar a habilidade de dano de uma pessoa pronta ou guardar água para o evento que vai explodir daqui a dois turnos. Dá para fazer duas dessas coisas. Às vezes, uma e meia. A Board Game Quest compara a partida a xadrez, e o Slashfilm chama de jogo de atrasos estratégicos. É o Mad Max mais paciente já impresso: ninguém acelera a caminhonete antes de conferir o extrato.

E aí vem a recompensa. Quando o plano fecha, fecha de uma vez: o evento plantado três turnos atrás explode, a coluna do rival fica aberta e o segundo dano derruba o acampamento. A Meeple Mountain fala em partidas de 20 a 30 minutos, então quem perdeu pede revanche antes de alguém guardar os discos.

O que funciona muito bem

  • Três águas, decisões demais

    Por quê?

    A economia é apertada de propósito: três fichas por turno, comprar carta custa duas, e nada acumula. Para a Board Game Quest, isso obriga a procurar o uso mais eficiente de cada ficha. Na prática, um turno bom é aquele em que você gastou a última água no último segundo, sem desperdiçar nenhuma.

  • Toda carta serve duas vezes

    Por quê?

    Cada carta entra na mesa, a pessoa na coluna e o evento na fila, ou é descartada pelo efeito do ícone de descarte, como água extra, compra de carta, um punk ou um ataque. A mão ruim quase nunca é inútil: aquela pessoa cara demais para baixar vira o dano que faltava para deitar um acampamento.

  • 34 acampamentos, outra partida

    Por quê?

    Cada jogador escolhe três de seis acampamentos sorteados, e são 34 na caixa-base. A Meeple Mountain diz que a graça está em descobrir combinações novas de acampamentos, e o Slashfilm conta os 34 como motivo para o jogo seguir fresco sem expansão.

  • Ícones que se leem rápido

    Por quê?

    A Meeple Mountain elogia a iconografia de pouco esforço: custo em gota de água, dano em ícone, efeito de descarte no rodapé. Depois de duas ou três partidas, dá para ler a mesa do rival de relance, sem pegar carta por carta, o que mantém o ritmo de meia hora.

  • Neon no fim do mundo

    Por quê?

    A arte de Manny Trembley e Damien Mammoliti troca o marrom de deserto por rosa e roxo. O Slashfilm chama de uma mudança bem-vinda diante dos tons apagados de tantos jogos pós-apocalípticos, e a Board Game Quest diz que a arte é estelar.

  • Caixa fechada, sem reforço

    Por quê?

    Vem de um ex-desenvolvedor de Magic, mas não pede pacote de cartas para continuar competitivo. A Board Game Quest destaca que tudo está na caixa, e o Slashfilm chama de jogo independente de verdade. Você compra uma vez e as duas pessoas jogam com o mesmo baralho.

Pontos de atenção

  • A compra também atira Moderada

    Por quê?

    A Board Game Quest conta que comprou evento quatro turnos seguidos e ficou com os acampamentos sem defesa. A Meeple Mountain chama o jogo de oscilante. Ou seja: você faz a conta perfeita de água, e o baralho decide que hoje você é o figurante. Estratégia, sim. Com uma pitada de loteria.

  • O acampamento que veio armado Moderada

    Por quê?

    A Meeple Mountain relata que, nas primeiras partidas, o acampamento Mercenary parecia tornar o jogo impossível de vencer para o outro lado. O problema diminuiu quando os dois aprenderam a responder. Quem estreia contra ele não sabe disso. Quem estreia contra ele só sabe que perdeu.

  • Motor frio Leve

    Por quê?

    A Tabletop Games Blog diz que a partida começa devagar, e a Board Game Quest acha o ritmo um pouco mais lento que o de outros duelos. Os primeiros turnos são gente baixando punk e guardando água. É o apocalipse em fase de planejamento. Ninguém filma essa parte do Mad Max.

  • Bomba com relógio próprio Leve

    Por quê?

    Evento entra na fila e explode turnos depois. Para a Tabletop Games Blog, evento mal calculado é só mais um desperdício da sua água preciosa. O rival vê a bomba chegando, tira a pessoa da frente, e você pagou caro para assistir a uma explosão num terreno vazio.

  • Sede no final Moderada

    Por quê?

    O Slashfilm avisa que administrar o baralho também é um desafio, porque cada compra extra custa água, e que dá para terminar sangrando água nas últimas rodadas. Quem gastou tudo cedo chega ao fim com três fichas, uma mão vazia e a sensação de ter assinado um mau contrato.

  • Fichas com prazo de validade Leve

    Por quê?

    A Meeple Mountain notou desgaste nos marcadores de água da edição de luxo depois de oito partidas. Para um jogo feito para revanche, oito partidas é uma semana de uso. O jogo dura mais que as fichas.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Tensão por decisão5
  • Interação direta5
  • Facilidade de ensinar4
  • Partida curta4
  • Variedade entre partidas4
  • Controle sobre a sorte3

Com quantos jogar

  • 2 jogadores (Ótimo): É a única contagem do jogo, e a enquete do BGG confirma que é a melhor. Cada carta jogada responde à do rival, sem espera.
  • Sozinho (Fraco): A Roxley anuncia o jogo só para dois; não encontramos modo solo oficial nas fontes consultadas.
  • 3 ou mais (Fraco): Não há regra para mais de dois jogadores. Com três pessoas em casa, alguém assiste ou joga outra coisa.

É para você se…

  • Joga a dois toda semana e quer revanche em meia hora
  • Sente falta de Magic, mas não da fatura do cartão
  • Acha graça em contar cada ficha de recurso
  • Gosta de armar a jogada três turnos antes
  • Topa perder para uma compra azarada e pedir outra

Pense duas vezes se…

  • Reúne três ou mais pessoas na mesa
  • Quer montar baralho entre partidas
  • Odeia ver o próprio acampamento ser derrubado
  • Espera turnos explosivos desde o primeiro minuto
  • Não perdoa o baralho quando ele decide a partida
Dica para a primeira partida

O tempo de explicação não foi confirmado nas fontes consultadas; a Tabletop Games Blog diz que preparar e jogar leva menos de uma hora, e a Meeple Mountain diz que a iconografia se aprende rápido. O que confunde no começo é a proteção: o dano comum só acerta carta sem ninguém na frente. Dica prática: nos primeiros turnos, use punks baratos para fechar as colunas e guarde a água das habilidades para quando o rival deixar um acampamento aberto.

Edição nacional e preço

a partir de R$ 172,70 no Pix

Lojas consultadas em 03/11/2026 · menor preço de jogo novo em lojas brasileiras segundo o ComparaJogos; R$ 229,99 na loja da Asmodee

Radlands: caixa do jogo
Imagem: Roxley Games

A edição em português é da Asmodee, lançada em 2023, segundo o ComparaJogos, que classifica a dependência de idioma como texto moderado. Em 03/11/2026, a loja da Asmodee vendia o jogo-base por R$ 229,99, em estoque, e o ComparaJogos listava 16 ofertas, a menor por R$ 172,70 no Pix. A idade da edição brasileira não foi confirmada nas fontes consultadas; a Roxley indica 14+.

Expansões e versões

A expansão Cult of Chrome traz 32 acampamentos novos, segundo a Roxley; em 03/11/2026, a Asmodee vendia por R$ 99,99 e o ComparaJogos achava a partir de R$ 87,33 no Pix. Lá fora, a Roxley vende o jogo com a expansão nas edições Essentials (US$ 24,98), Deluxe (US$ 45) e Collector's (US$ 70). A Asmodee lista o tapete Hazmat por R$ 149,99, esgotado. Versão digital oficial não confirmada nas fontes consultadas.

Se você gosta de Radlands…

Veredito: Radlands vale a pena?

Recomendado

Radlands é o fim do mundo administrado por um contador, e é por isso que funciona. A arte grita Mad Max; as regras sussurram orçamento. Três águas por turno, duas pessoas por coluna, um dano para deitar e outro para derrubar: cada ficha gasta dói, e a Board Game Quest tem razão quando fala em xadrez. O Golden Geek de jogo para dois de 2021 foi merecido. O que pesa: a compra às vezes decide a partida, o começo é lento e alguns acampamentos parecem fortes demais até você aprender a responder. A partir de R$ 172,70 no Pix, com edição da Asmodee em português, compre se você joga a dois. Punk de verdade economiza água.

Moicano neon por fora, contador por dentro. E quem ganha é o contador.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Radlands?

    Nosso selo: Recomendado. Radlands é o fim do mundo administrado por um contador, e é por isso que funciona. A arte grita Mad Max; as regras sussurram orçamento.

    Para quantos jogadores é Radlands e quanto tempo dura?

    Radlands é para 2 jogadores, com duração anunciada de 20 a 40 minutos (Roxley). Na nossa avaliação, funciona melhor com: 2 jogadores.

    Radlands tem edição em português?

    A edição em português é da Asmodee, lançada em 2023, segundo o ComparaJogos, que classifica a dependência de idioma como texto moderado.

    Quanto custa Radlands no Brasil?

    Em 03/11/2026, a partir de R$ 172,70 no Pix (menor preço de jogo novo em lojas brasileiras segundo o ComparaJogos; R$ 229,99 na loja da Asmodee).

    Para quem é Radlands?

    Para quem joga a dois toda semana e quer revanche em meia hora; sente falta de Magic, mas não da fatura do cartão; gosta de armar a jogada três turnos antes.

    Radlands ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2021 (2 jogadores).

    Quais jogos são parecidos com Radlands?

    Na resenha comparamos Radlands com Splendor Duel, Sky Team e Challengers!. Splendor Duel: Outro vencedor do Golden Geek de jogo para dois, um ano depois.

    Fontes (15)

    Consulta às fontes em 03/11/2026.

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