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Splendor Duel: cartas e componentes
Imagem: Space Cowboys

Splendor Duel

Nota BGG

2022 · Marc André e Bruno Cathala

Melhor para: jogar a dois

Ninguém pediu. Agora ninguém quer devolver.

Recomendado

  • 2Jogadores
  • cerca de 30 minDuração
  • 10+Idade
  • 2,0 / 5Peso BGG

Splendor Duel é a versão para dois do Splendor, feita pelo mesmo Marc André com Bruno Cathala, coautor de 7 Wonders Duel. Venceu o Golden Geek de 2022 na categoria jogo para dois. Dois críticos americanos escreveram, com outras palavras, que ele não precisava existir. A gente concorda. E recomenda mesmo assim, porque o filho que ninguém encomendou saiu mais esperto que o pai. São 30 minutos, cartas e fichas, e nenhuma pausa para respirar.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 12 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Três jeitos de ganhar
  • A grade obriga a escolher
  • Briga de verdade

Atenção

  • Ninguém repõe as fichas
  • Mais regra que o original
  • Dois, e acabou
Peso BGG2,0/5
R$ 185,07 a R$ 229,99 · consulta em 02/11/2026

1 vitória em prêmios, incluindo Golden Geek 2022 · 2 jogadores

Para quem: joga a dois quase toda semana e quer partida de 30 minutos; achou o Splendor original morno a dois.

Como funciona Splendor Duel

Pegue fichas em linha num tabuleiro compartilhado, compre cartas que viram desconto e corra para uma de três metas antes do rival.

  1. 1

    Escolha as opções

    Antes da ação, gaste pergaminhos para tirar fichas do tabuleiro ou reabasteça a grade, sabendo que o rival ganha um pergaminho.

  2. 2

    Pegue em linha

    Tire até três fichas vizinhas em fileira, coluna ou diagonal. Três iguais ou as duas pérolas dão um pergaminho ao adversário.

  3. 3

    Compre ou reserve

    Compre uma carta da pirâmide pagando em fichas, ou reserve uma e leve um ouro, que vale como qualquer cor.

  4. 4

    Use os efeitos

    As cartas dão desconto permanente de uma cor e pode trazer coroas, um turno extra ou o roubo de uma ficha.

  5. 5

    Bata uma meta

    Vence quem chegar antes a 20 pontos, a 10 coroas ou a 10 pontos em cartas de uma única cor.

Ler as regras completas

Splendor Duel é um jogo só para duas pessoas. Cada jogador é um joalheiro que compra cartas de joia com fichas de gema, e vence quem atingir primeiro uma de três metas: 20 pontos de prestígio, 10 coroas, ou 10 pontos de prestígio em cartas de uma mesma cor.

As fichas ficam num tabuleiro em grade, colocadas a partir da sacola em espiral, do centro para fora. São cinco cores de gema, duas pérolas, mais raras, e três ouros, que valem como qualquer cor. As cartas ficam numa pirâmide de três níveis: as de baixo são baratas, as de cima valem mais pontos.

No seu turno, você faz uma ação obrigatória: pegar até três fichas vizinhas em linha reta (fileira, coluna ou diagonal), sem ouro; reservar uma carta e pegar um ouro; ou comprar uma carta, pagando o custo em fichas. Em geral, cada carta comprada dá um bônus permanente, um desconto daquela cor nas compras seguintes. Ao fim do turno, ninguém fica com mais de 10 fichas.

Antes da ação, há duas opções. Gastar pergaminhos de privilégio, que dão uma ficha do tabuleiro cada um, ou reabastecer o tabuleiro com o que está na sacola. Reabastecer dá um pergaminho ao adversário, e o mesmo acontece quando você pega três fichas iguais ou as duas pérolas. Só existem três pergaminhos: se acabarem, você toma um do rival.

Muitas cartas têm efeitos: jogar outra vez, ganhar um pergaminho, pegar uma ficha da cor da carta, roubar uma ficha do adversário ou copiar a cor de um bônus que você já tem. Algumas trazem coroas. Ao chegar à terceira e à sexta coroa, você escolhe uma das quatro cartas reais, que dão pontos e um efeito. As metas de vitória são conferidas na hora, e a partida acaba assim que alguém atinge uma delas.

Como é jogar Splendor Duel

“Bem mais competitivo, de forma direta, que o próprio Splendor.”

Keith Law, AV Club (tradução livre)

O começo parece Splendor. Pega ficha, compra carta, ganha desconto. Aí você olha o tabuleiro e percebe que o rival está olhando a mesma diagonal. Toda ficha que você pega é ficha que ele não pega, e todo turno vira uma conta de dois lados: o que eu preciso e o que ele precisa mais.

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Um exemplo. Restam quatro fichas na grade, e você precisa de uma pérola. Dá para reabastecer, mas o rival ganha um pergaminho. Dá para pegar três azuis em diagonal, mas ele ganha outro. Dá para reservar uma carta, levar o ouro e torcer. Você escolhe o ouro. Ele compra a carta de turno extra e leva a pérola com o seu ouro ainda na mão. Trinta minutos disso e vocês jogam de novo, só para provar que foi sorte.

Não foi sorte. É informação aberta, como lembra a resenha do Cheddarface: não há segredo nem surpresa, e quem perde sabe exatamente onde errou. É a parte boa. É também a parte que dói.

O que funciona muito bem

  • Três jeitos de ganhar

    Por quê?

    Vinte pontos, dez coroas ou dez pontos numa cor só. Para Dale Yu, do Opinionated Gamers, as três metas sustentam estratégias diferentes, e a Tabletop Gaming lembra que elas deixam o adversário adivinhando. Na prática, você precisa vigiar as três barras do rival enquanto corre na sua.

  • A grade obriga a escolher

    Por quê?

    Pegar fichas em linha, num tabuleiro reabastecido em espiral, empurra cada jogador para cores que ele não planejava, segundo a Tabletop Gaming. A Zatu chamou a grade de astuta: ela impede que você dependa só das cartas que já tem e transforma a coleta numa disputa de posição.

  • Briga de verdade

    Por quê?

    Para Keith Law, da AV Club, o Duel é bem mais competitivo que o original, e bloquear o rival virou estratégia. Os pergaminhos, o roubo de ficha e o turno extra fazem cada jogada mexer no plano do outro. A Tabletop Gaming chamou os privilégios de algo que muda o jogo.

  • Pérolas e tensão no fim

    Por quê?

    Só existem duas pérolas, e as cartas mais caras pedem pérola. O Cheddarface chama a adição de esperta, porque mantém o fim imprevisível, e a Meeple Mountain a vê como fonte de tensão entre os jogadores. Quem pega as duas de uma vez ainda dá um pergaminho ao rival.

  • Converte quem achava Splendor chato

    Por quê?

    Larry Levy, do Opinionated Gamers, acha o Splendor original entediante e gosta muito do Duel, que considera mais variado e mais bem amarrado. Charlie Pettit, da Tabletop Gaming, prefere o Duel ao original. Num derivado, é o elogio mais difícil de conseguir.

  • Caixa pequena, fichas pesadas

    Por quê?

    Keith Law elogia a caixa menor que a do original, que tinha muito ar dentro. O Cheddarface destaca as fichas pesadas e lisas, e a Zatu deu nota 4 de 5 para os componentes. Cabe numa mochila e monta em poucos minutos.

Pontos de atenção

  • Ninguém repõe as fichas Moderada

    Por quê?

    Reabastecer dá um pergaminho ao rival, então os dois adiam o quanto podem. A Meeple Mountain descreve o tabuleiro como um deserto com uma seleção mirrada de gemas e diz que isso deixa a partida mais lenta. É a forminha de gelo da república: todo mundo quer gelo, ninguém enche a forminha.

  • Mais regra que o original Moderada

    Por quê?

    Keith Law, da AV Club, achou o Duel bem mais complicado que o Splendor, e a regra de pegar fichas em linha, a menos intuitiva. A Meeple Mountain também o achou menos ágil. O original se ensinava em cinco frases. Este pede uma folha inteira de exceções, e o vizinho vai perguntar de novo sobre as pérolas.

  • Dois, e acabou Moderada

    Por quê?

    Não há variante para três. A Meeple Mountain lembra que, com a mesa cheia de quatro, o Splendor original continua sendo a escolha, e a Tabletop Gaming lamenta não existir versão para mais gente. Se o seu grupo cresce no fim de semana, a caixa fica na estante esperando a segunda-feira.

  • Só duas pérolas Leve

    Por quê?

    A Zatu achou a falta de pérolas frustrante, porque nenhuma carta substitui pérola como bônus. Na prática, há partidas em que uma carta cara fica parada na pirâmide porque as duas pérolas estão na mão do rival. A tensão é boa até o terceiro turno em que você não consegue comprar nada.

  • Dez coroas, em teoria Leve

    Por quê?

    A meta das coroas existe no manual. Para a Meeple Mountain, chegar a dez sempre pareceu uma montanha alta demais para escalar. Ela funciona melhor como ameaça, que obriga o rival a pegar carta de coroa para não deixar você chegar lá, do que como caminho real.

  • Pergaminhos menos poderosos do que parecem Leve

    Por quê?

    Para a Zatu, os privilégios às vezes decepcionam: uma ficha a mais por pergaminho raramente decide a partida. A Tabletop Gaming pensa o contrário. A gente fica no meio: o pergaminho vale mais pelo que você nega ao rival do que pelo que você ganha.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Disputa direta5
  • Facilidade de ensinar4
  • Partida curta5
  • Profundidade estratégica4
  • Componentes e visual4
  • Variedade entre partidas3

Com quantos jogar

  • 2 jogadores (Ótimo): É a única contagem, e o jogo foi desenhado para ela: venceu o Golden Geek de jogo para dois em 2022.
  • 3 ou mais (Fraco): Não existe variante. A Meeple Mountain indica o Splendor original para mesas de quatro.

É para você se…

  • Joga a dois quase toda semana e quer partida de 30 minutos
  • Achou o Splendor original morno a dois
  • Gosta de atrapalhar o outro sem parecer que atrapalhou
  • Já gasta tempo demais escolhendo entre 7 Wonders Duel e outra coisa
  • Prefere perder sabendo exatamente onde errou

Pense duas vezes se…

  • Reúne três ou mais pessoas na maioria das noites
  • Quer um Splendor tão simples quanto o primeiro
  • Detesta olhar o tabuleiro esvaziar e ninguém repor
  • Joga para relaxar, não para negar pérola ao parceiro
  • Já tem 7 Wonders Duel e não aguenta outro duelo
Dica para a primeira partida

A explicação é curta, mas duas regras confundem: o rival ganha um pergaminho quando você reabastece, pega três fichas iguais ou as duas pérolas, e as metas são conferidas na hora, no meio do turno. Deixe as três metas à vista e, na primeira partida, mire nos 20 pontos: a meta das coroas raramente fecha, segundo a Meeple Mountain. A partida dura cerca de 30 minutos, e a segunda costuma vir logo em seguida.

Edição nacional e preço

R$ 185,07 a R$ 229,99

Lojas consultadas em 02/11/2026 · menor preço no Pix segundo o ComparaJogos (11 ofertas); R$ 229,99 na loja da Asmodee, em estoque

Splendor Duel: caixa do jogo
Imagem: Space Cowboys

A edição brasileira é da Asmodee (antiga Galápagos), e o jogo não depende de idioma, segundo o ComparaJogos. Em 02/11/2026, o ComparaJogos listava 11 ofertas de cópia nova, a menor por R$ 185,07 no Pix. Na loja da própria Asmodee, o jogo custava R$ 229,99 e aparecia em estoque. A classificação é de 10 anos ou mais.

Expansões e versões

A primeira expansão, The Counterfeiters (Os Falsificadores), traz cartas de falsificador, fichas roxas de vidro e oito cartas reais novas. Dale Yu, do Opinionated Gamers, prefere a simplicidade do jogo base. Em 02/11/2026, o ComparaJogos listava a expansão como indisponível no Brasil. A versão digital está na Board Game Arena; um aplicativo oficial do Duel não foi confirmado nas fontes consultadas.

Se você gosta de Splendor Duel…

Veredito: Splendor Duel vale a pena?

Recomendado

Splendor Duel é o jogo que não precisava existir e ficou melhor que o original. Keith Law disse que o derivado não era necessário; a Meeple Mountain, que ele não precisava existir. Os dois têm razão. E os dois gostaram. O Duel pegou um jogo que a dois era uma corrida paralela e o transformou numa briga por cada ficha: grade em linha, pérolas escassas, pergaminho para o rival a cada favor. O Golden Geek de jogo para dois de 2022 foi merecido. O que pesa: mais regra que o Splendor, um tabuleiro que ninguém quer repor e nenhuma variante para três. A partir de R$ 185,07, compre se você joga a dois toda semana. Ninguém pediu esse jogo. Agora ninguém quer devolver.

Ninguém pediu. Agora ninguém quer devolver.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Splendor Duel?

    Nosso selo: Recomendado. Splendor Duel é o jogo que não precisava existir e ficou melhor que o original. Keith Law disse que o derivado não era necessário; a Meeple Mountain, que ele não precisava existir.

    Para quantos jogadores é Splendor Duel e quanto tempo dura?

    Splendor Duel é para 2 jogadores, com duração anunciada de cerca de 30 minutos (Space Cowboys). Na nossa avaliação, funciona melhor com: 2 jogadores.

    Splendor Duel tem edição em português?

    A edição brasileira é da Asmodee (antiga Galápagos), e o jogo não depende de idioma, segundo o ComparaJogos.

    Quanto custa Splendor Duel no Brasil?

    Em 02/11/2026, R$ 185,07 a R$ 229,99 (menor preço no Pix segundo o ComparaJogos (11 ofertas); R$ 229,99 na loja da Asmodee, em estoque).

    Para quem é Splendor Duel?

    Para quem joga a dois quase toda semana e quer partida de 30 minutos; gosta de atrapalhar o outro sem parecer que atrapalhou; prefere perder sabendo exatamente onde errou.

    Splendor Duel ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2022 (2 jogadores).

    Quais jogos são parecidos com Splendor Duel?

    Na resenha comparamos Splendor Duel com 7 Wonders Duel, Azul e Sky Team. 7 Wonders Duel: Também de Bruno Cathala e também para dois: cartas numa pirâmide compartilhada e três formas de vencer.

    Fontes (12)

    Consulta às fontes em 02/11/2026.

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