Resumo em 30 segundos
Destaques
- Cada ficha é um acontecimento
- Explodir não tira você da partida
- Ratos que seguram o líder
Atenção
- Edição brasileira: lugar nenhum
- O saco não aceita argumento
- Os ricos ficam mais ricos, diz um lado
2 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2018 · Família
Para quem: gosta de ouvir a mesa inteira prender a respiração; joga com família e amigos que não aguentam três horas de regra.
Como funciona The Quacks of Quedlinburg
Tire ingredientes do saco até parar ou explodir, e compre fichas melhores para a próxima poção.
- 1
Leia a vidente
No começo da rodada, revele uma carta da vidente. Ela muda uma regra ou dá um bônus a todos os jogadores naquela rodada.
- 2
Conte os ratos
Quem está atrás no placar conta as caudas de rato até o líder e começa a poção essa quantidade de casas mais à frente.
- 3
Tire do saco
Todos tiram fichas do próprio saco ao mesmo tempo e as põem no caldeirão, avançando o número de casas que cada ficha indica.
- 4
Cuidado com o branco
Se as fichas brancas somarem mais de 7, o caldeirão explode. Pare antes, ou use o frasco para devolver uma branca ao saco.
- 5
Pontue e compre
A casa seguinte à última ficha dá pontos e dinheiro para comprar até duas fichas novas. Quem explodiu escolhe só uma das duas coisas.
Ler as regras completas
Cada jogador é um charlatão numa feira de nove dias na cidade alemã de Quedlinburg, preparando poções num caldeirão próprio. Vence quem tiver mais pontos de vitória depois de nove rodadas. Todos começam com o mesmo saco de fichas de ingredientes, a maioria brancas, com valores de 1 a 3. As brancas são as perigosas.
A rodada começa com uma carta da vidente, que muda uma regra ou dá um bônus a todos. Depois vêm os ratos: quem está atrás no placar conta as caudas de rato impressas na trilha entre ele e o líder e começa a poção essa mesma quantidade de casas à frente.
Então todos tiram fichas do próprio saco ao mesmo tempo, uma de cada vez, e as colocam no caldeirão, avançando quantas casas a ficha indicar. Você pode parar quando quiser. Se as brancas somarem mais de 7, o caldeirão explode e você para na hora. O frasco permite devolver ao saco uma branca recém-tirada, desde que ela não tenha feito o caldeirão explodir; depois de usado, só volta a funcionar se for recarregado com rubis.
Na apuração, a casa logo depois da última ficha mostra pontos, dinheiro e, às vezes, um rubi. Quem chegou mais longe sem explodir rola o dado de bônus. Quem não explodiu marca os pontos e usa o dinheiro para comprar até duas fichas de cores diferentes; quem explodiu escolhe só uma das duas coisas. Dois rubis recarregam o frasco ou adiantam a gota, a casa onde a sua poção começa.
O que cada cor faz depende do livro de ingredientes escolhido na preparação: há vários por cor, e a caixa sugere combinações para as primeiras partidas. Na nona rodada, cada 5 moedas viram 1 ponto e cada par de rubis também. Em caso de empate, vence quem colocou a ficha mais longe na última poção.
Como é jogar The Quacks of Quedlinburg
“Um puro jogo de azar? Não.”
Júri do Spiel des Jahres (tradução livre)

Vamos começar pela cena que vende o jogo. Rodada quatro. No seu caldeirão há uma branca de 3 e duas de 2: soma 7. No saco, sobraram as quatro brancas de 1 do começo e as coloridas que você comprou com sacrifício. Qualquer branca agora explode tudo. A mesa inteira já parou de tirar e está olhando para você. Ninguém fala. Você enfia a mão no saco. É exatamente a mesma decisão que leva gente ao cassino, só que aqui o prêmio é uma ficha de abóbora.
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O curioso é o que acontece depois. Explodiu? Você ainda escolhe entre pontos e compras. Ficou para trás? Na rodada seguinte os ratos te dão casas de vantagem. Nenhum cassino de verdade funciona assim, e é por isso que ninguém sai da mesa emburrado. O Shut Up & Sit Down chamou o jogo de um antro de apostas particular, e o júri do Kennerspiel fez questão de perguntar se era só um jogo de azar. Respondeu que não. A gente concorda, com uma ressalva: a ficha que salva a sua poção também vem do saco.
O que funciona muito bem
Cada ficha é um acontecimento
Por quê?Tirar uma ficha leva dois segundos e mexe com a mesa inteira, porque todos estão fazendo a mesma conta de cabeça. O júri do Spiel des Jahres fala em fogos de artifício de emoções, com alegria alheia, comemoração e lamento se alternando. James Nathan, do Opinionated Gamers, que tem reservas ao jogo, admite que não dá para negar a graça de cada puxada do saco.
Explodir não tira você da partida
Por quê?Quem explode perde metade da apuração, não a rodada inteira: ainda escolhe entre marcar pontos ou comprar ingredientes. Para a Wargamer, que deu nota 9, o jogo é notavelmente generoso, com mecanismos de recuperação que impedem alguém de ficar para trás demais. Uma rodada ruim dói, mas não decide a noite.
Ratos que seguram o líder
Por quê?As caudas de rato na trilha de pontos dão a quem está atrás uma vantagem de saída na rodada seguinte, proporcional à distância. Ashley Gariepy, da Meeple Mountain, conta que as partidas do grupo dela costumam terminar com placares entre 40 e quase 60 pontos, e que o mecanismo funciona muito bem para conter o líder disparado.
Livros que mudam o jogo
Por quê?Cada cor de ingrediente tem mais de um livro de regras, e a combinação escolhida na preparação muda o que comprar e quando parar. A Wargamer aponta essa variedade, somada às cartas da vidente e ao lado avançado do caldeirão, como o que mantém as partidas diferentes entre si.
Todo mundo joga ao mesmo tempo
Por quê?Não há espera de turno: todos tiram fichas juntos e só a apuração é feita em ordem. Dale Yu, do Opinionated Gamers, que jogou oito vezes em três semanas antes de o jogo vencer o Kennerspiel, relata partidas de menos de uma hora com a tiragem simultânea.
Expansão que melhora o caldeirão
Por quê?The Herb Witches acrescenta um quinto jogador, três poderes de bruxa de uso único, novos livros e ingredientes. Andrew Holmes, da Meeple Mountain, diz que as duas expansões são acréscimos muito divertidos a um jogo que já era excelente, e prefere esta, que ganha profundidade com as partidas.
Pontos de atenção
Edição brasileira: lugar nenhum Grave
Por quê?Desde o Kennerspiel de 2018, e até 02/11/2026, não encontramos edição nacional. O que se vende aqui é a caixa americana da CMYK, em inglês, e o ComparaJogos classifica o texto como moderado, com consulta. Os livros e as cartas da vidente têm regra escrita. Existe tradução para colar, vendida à parte. É o kit faça você mesmo de um jogo premiado.
O saco não aceita argumento Moderada
Por quê?A Wargamer avisa que o jogo depende muito de sorte e que explosões seguidas no começo frustram. Doug G., do Opinionated Gamers, marcou não é para mim. Você pode planejar a compra perfeita por três rodadas e ver quatro brancas saírem em sequência. A estratégia existe. Ela só não tem a última palavra.
Os ricos ficam mais ricos, diz um lado Moderada
Por quê?A crítica se divide justamente na tese do jogo. Para Ashley Gariepy, os ratos seguram o líder. Para David McMillan, também da Meeple Mountain, o rico só fica mais rico, e isso tira a vontade de jogar de novo. James Nathan, do Opinionated Gamers, também não se convenceu de que a recuperação basta. A gente acha que os dois lados viram partidas reais.
45 minutos, diz a caixa Leve
Por quê?Chris Wray, do Opinionated Gamers, que adora o jogo, afirma que, do jeito que as regras mandam, não dá para terminar em 45 minutos com três jogadores ou mais. Dale Yu fecha abaixo de uma hora. A diferença está no quanto a mesa demora para comprar. E todo grupo tem alguém que lê o livro de ingredientes inteiro antes de gastar quatro moedas.
A vidente não olha o calendário Leve
Por quê?As cartas da vidente saem embaralhadas, e algumas não servem para nada no começo ou no fim da partida, como reclama Ashley Gariepy, da Meeple Mountain. Ela sugere organizar os efeitos por rodada. É a única vidente do mundo que erra o futuro por falta de ordem.
O manual dos livros Leve
Por quê?A mesma crítica da Meeple Mountain diz que a explicação dos conjuntos de ingredientes nem sempre é clara, e que o grupo dela recorreu ao fórum do BoardGameGeek para tirar dúvidas. Com a caixa em inglês, a dúvida vem com uma camada extra de tradução.
Legenda para o Instagram
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Para quem é
Perfil do jogo
Com quantos jogar
- 2 jogadores (Bom): Funciona, mas não é a contagem mais votada como a melhor no BGG. Para duplas existe The Duel, uma versão própria para dois.
- 3 jogadores (Bom): Boa contagem; Chris Wray, do Opinionated Gamers, lembra que a partir de três os 45 minutos da caixa não se cumprem.
- 4 jogadores (Ótimo): A contagem com mais votos de melhor na enquete do BGG, segundo o boardmatch. A tiragem simultânea evita espera.
- 5 jogadores (Bom): Só com a expansão The Herb Witches, que a CMYK inclui na versão All-In.
É para você se…
- Gosta de ouvir a mesa inteira prender a respiração
- Joga com família e amigos que não aguentam três horas de regra
- Prefere perder explodindo a ganhar calculando
- Lê inglês ou não se importa de colar tradução
- Tem um grupo de quatro que topa revanche na hora
Pense duas vezes se…
- Fica de mau humor quando o dado decide por você
- Quer controle total sobre cada ponto do placar
- Precisa de caixa em português, sem adesivo
- Joga quase sempre a dois
- Acha que prêmio de especialista exige três horas de planilha
Dica para a primeira partida
Na estreia, use a combinação de livros que a própria caixa recomenda para a primeira partida e o lado simples do caldeirão; o lado avançado fica para depois. O que mais confunde é a apuração, que tem ordem fixa: dado de bônus, efeitos dos ingredientes, rubi, pontos e compras. Deixe essa sequência à vista. Peça a cada jogador que anuncie em voz alta quando parar ou explodir, e reserve mais que os 45 minutos da caixa se forem três ou quatro pessoas.
Edição nacional e preço
de R$ 436,90 a R$ 513,90

Não encontramos edição nacional até 02/11/2026: a Ludopedia não registra edição brasileira, e o nome Os Charlatães de Quedlinburg não aparece em editora ou loja consultada. O que se vende no Brasil é a edição americana da CMYK, em inglês. Em 02/11/2026, o ComparaJogos listava três ofertas novas, de R$ 436,90 no Pix a R$ 513,90. Os livros de ingredientes e as cartas da vidente têm texto; uma tradução para colar é vendida à parte, por R$ 78,20 no Pix.
Expansões e versões
The Herb Witches (2019; The Witches na CMYK) leva o jogo a cinco jogadores e traz poderes de bruxa e novos ingredientes; The Alchemists (2020) acrescenta pacientes e uma trilha de essência. A CMYK relançou o jogo base em 2025 como Quacks, com arte nova de Ryogo Toyoda, em três versões: Standard (US$ 39,99), Deluxe (US$ 59,99) e All-In (US$ 99,99, com as duas expansões). Há ainda The Duel, para dois, e o infantil Quacks & Co. Versão digital oficial: não confirmada nas fontes consultadas.
Se você gosta de The Quacks of Quedlinburg…
Flip 7O mesmo arriscar a sorte, sem saco nem loja: vira-se carta até estourar. Mais curto e mais leve; Quacks entra quando o grupo quer apostar e também planejar o que comprar para a próxima rodada.Ler a resenha →
The MindDo mesmo Wolfgang Warsch e da mesma safra de 2018: ficou em 3º no Golden Geek de família vencido por Quacks. Cooperativo e silencioso, o oposto de um caldeirão explodindo na mesa.Ler a resenha →
AzulVenceu o Spiel des Jahres no ano em que Quacks levou o Kennerspiel. Também tira peças de um saco, mas tudo o que importa é escolhido à vista, sem torcer pela próxima ficha.Ler a resenha →
Veredito: The Quacks of Quedlinburg vale a pena?
Recomendado com ressalva: só importado, em inglêsThe Quacks of Quedlinburg é o único cassino em que a casa banca quem está perdendo. Explodiu? Ainda compra. Ficou para trás? Os ratos te empurram para a frente. Isso transforma o arriscar a sorte mais tenso da prateleira num jogo em que ninguém desiste na quinta rodada, e o Kennerspiel e o Golden Geek de família de 2018 foram merecidos. O que pesa: a sorte manda mais do que o prêmio de especialista sugere, a crítica discute se o líder dispara, e oito anos depois não encontramos edição brasileira. Por cerca de R$ 437, importado e em inglês, compre se a sua mesa lê o idioma ou topa colar tradução. Se não, espere uma editora acordar. O caldeirão aguenta; a paciência, a gente não garante.
Explodiu? Ainda compra. Está perdendo? Ganha vantagem. Nenhum cassino de verdade sobreviveria a essas regras.
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Perguntas frequentes
Vale a pena comprar The Quacks of Quedlinburg?
Nosso selo: Recomendado com ressalva. The Quacks of Quedlinburg é o único cassino em que a casa banca quem está perdendo. Explodiu? Ressalva: só importado, em inglês.
Para quantos jogadores é The Quacks of Quedlinburg e quanto tempo dura?
The Quacks of Quedlinburg é para 2 a 4 (5 com a expansão The Herb Witches) jogadores, com duração anunciada de 45 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: 4 jogadores.
The Quacks of Quedlinburg tem edição em português?
Não encontramos edição nacional até 02/11/2026: a Ludopedia não registra edição brasileira, e o nome Os Charlatães de Quedlinburg não aparece em editora ou loja consultada.
Quanto custa The Quacks of Quedlinburg no Brasil?
Em 02/11/2026, de R$ 436,90 a R$ 513,90 (edição importada da CMYK, em inglês; menor preço no Pix, segundo o ComparaJogos; não encontramos edição nacional).
Para quem é The Quacks of Quedlinburg?
Para quem gosta de ouvir a mesa inteira prender a respiração; joga com família e amigos que não aguentam três horas de regra; prefere perder explodindo a ganhar calculando.
The Quacks of Quedlinburg ganhou prêmios?
Sim: venceu Golden Geek 2018 (Família), Kennerspiel des Jahres 2018.
Quais jogos são parecidos com The Quacks of Quedlinburg?
Na resenha comparamos The Quacks of Quedlinburg com Flip 7, The Mind e Azul. Flip 7: O mesmo arriscar a sorte, sem saco nem loja: vira-se carta até estourar.
Fontes (13)
- CMYK – Quacks edições, preços nos EUA, ficha, arte, fotos da edição dos EUA
- Spiel des Jahres – Die Quacksalber von Quedlinburg Kennerspiel 2018, justificativa do júri
- Brettspielbox – Golden Geek Awards 2018 Golden Geek de família 2018
- Wikipedia – The Quacks of Quedlinburg editoras, regras, prêmios
- boardmatch.app – Quacks (dados do BGG) nota, avaliações, peso, melhor contagem
- Opinionated Gamers – Dale Yu: Die Quacksalber von Quedlinburg regras, duração, opiniões
- Meeple Mountain – The Quacks of Quedlinburg crítica, ratos, vidente, manual
- Meeple Mountain – First Take Friday (David McMillan) crítica, ricos ficam mais ricos
- Meeple Mountain – expansões de Quacks The Herb Witches e The Alchemists
- Wargamer – Quacks of Quedlinburg review crítica, nota, sorte
- Shut Up & Sit Down – Review: Quacks of Quedlinburg crítica
- ComparaJogos – Quacks preço no Brasil, idioma, tradução para colar
- Ludopedia – Quacks edição nacional (via busca)
Consulta às fontes em 02/11/2026.

