@eliteboardgamers Grupo do WhatsApp
The Quacks of Quedlinburg: partida em andamento
Imagem: CMYK · edição dos EUA (CMYK)

The Quacks of Quedlinburg

Nota BGG

2018 · Wolfgang Warsch

Melhor para: primeiro jogo moderno

Explodiu? Ainda compra. Está perdendo? Ganha vantagem. Nenhum cassino de verdade sobreviveria a essas regras.

Recomendado com ressalva: só importado, em inglês

  • 2–4Jogadores
  • 45 minDuração
  • 10+Idade
  • 1,9 / 5Peso BGG

The Quacks of Quedlinburg é um jogo de poções em que você tira ingredientes de um saco até parar ou explodir o caldeirão, de 2 a 4 jogadores, em cerca de 45 minutos. Venceu o Kennerspiel des Jahres e o Golden Geek de família de 2018. Na prática, é um cassino com regras estranhas: quem está perdendo ganha vantagem na rodada seguinte, e quem explode ainda leva algo para casa. A gente adora. O problema é que ele só chega aqui importado.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 13 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Cada ficha é um acontecimento
  • Explodir não tira você da partida
  • Ratos que seguram o líder

Atenção

  • Edição brasileira: lugar nenhum
  • O saco não aceita argumento
  • Os ricos ficam mais ricos, diz um lado
Peso BGG1,9/5
de R$ 436,90 a R$ 513,90 · consulta em 02/11/2026

2 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2018 · Família

Para quem: gosta de ouvir a mesa inteira prender a respiração; joga com família e amigos que não aguentam três horas de regra.

Como funciona The Quacks of Quedlinburg

Tire ingredientes do saco até parar ou explodir, e compre fichas melhores para a próxima poção.

  1. 1

    Leia a vidente

    No começo da rodada, revele uma carta da vidente. Ela muda uma regra ou dá um bônus a todos os jogadores naquela rodada.

  2. 2

    Conte os ratos

    Quem está atrás no placar conta as caudas de rato até o líder e começa a poção essa quantidade de casas mais à frente.

  3. 3

    Tire do saco

    Todos tiram fichas do próprio saco ao mesmo tempo e as põem no caldeirão, avançando o número de casas que cada ficha indica.

  4. 4

    Cuidado com o branco

    Se as fichas brancas somarem mais de 7, o caldeirão explode. Pare antes, ou use o frasco para devolver uma branca ao saco.

  5. 5

    Pontue e compre

    A casa seguinte à última ficha dá pontos e dinheiro para comprar até duas fichas novas. Quem explodiu escolhe só uma das duas coisas.

Ler as regras completas

Cada jogador é um charlatão numa feira de nove dias na cidade alemã de Quedlinburg, preparando poções num caldeirão próprio. Vence quem tiver mais pontos de vitória depois de nove rodadas. Todos começam com o mesmo saco de fichas de ingredientes, a maioria brancas, com valores de 1 a 3. As brancas são as perigosas.

A rodada começa com uma carta da vidente, que muda uma regra ou dá um bônus a todos. Depois vêm os ratos: quem está atrás no placar conta as caudas de rato impressas na trilha entre ele e o líder e começa a poção essa mesma quantidade de casas à frente.

Então todos tiram fichas do próprio saco ao mesmo tempo, uma de cada vez, e as colocam no caldeirão, avançando quantas casas a ficha indicar. Você pode parar quando quiser. Se as brancas somarem mais de 7, o caldeirão explode e você para na hora. O frasco permite devolver ao saco uma branca recém-tirada, desde que ela não tenha feito o caldeirão explodir; depois de usado, só volta a funcionar se for recarregado com rubis.

Na apuração, a casa logo depois da última ficha mostra pontos, dinheiro e, às vezes, um rubi. Quem chegou mais longe sem explodir rola o dado de bônus. Quem não explodiu marca os pontos e usa o dinheiro para comprar até duas fichas de cores diferentes; quem explodiu escolhe só uma das duas coisas. Dois rubis recarregam o frasco ou adiantam a gota, a casa onde a sua poção começa.

O que cada cor faz depende do livro de ingredientes escolhido na preparação: há vários por cor, e a caixa sugere combinações para as primeiras partidas. Na nona rodada, cada 5 moedas viram 1 ponto e cada par de rubis também. Em caso de empate, vence quem colocou a ficha mais longe na última poção.

Como é jogar The Quacks of Quedlinburg

“Um puro jogo de azar? Não.”

Júri do Spiel des Jahres (tradução livre)
The Quacks of Quedlinburg: cartas e componentes
Imagem: CMYK · edição dos EUA (CMYK)

Vamos começar pela cena que vende o jogo. Rodada quatro. No seu caldeirão há uma branca de 3 e duas de 2: soma 7. No saco, sobraram as quatro brancas de 1 do começo e as coloridas que você comprou com sacrifício. Qualquer branca agora explode tudo. A mesa inteira já parou de tirar e está olhando para você. Ninguém fala. Você enfia a mão no saco. É exatamente a mesma decisão que leva gente ao cassino, só que aqui o prêmio é uma ficha de abóbora.

Continuar lendo

O curioso é o que acontece depois. Explodiu? Você ainda escolhe entre pontos e compras. Ficou para trás? Na rodada seguinte os ratos te dão casas de vantagem. Nenhum cassino de verdade funciona assim, e é por isso que ninguém sai da mesa emburrado. O Shut Up & Sit Down chamou o jogo de um antro de apostas particular, e o júri do Kennerspiel fez questão de perguntar se era só um jogo de azar. Respondeu que não. A gente concorda, com uma ressalva: a ficha que salva a sua poção também vem do saco.

O que funciona muito bem

  • Cada ficha é um acontecimento

    Por quê?

    Tirar uma ficha leva dois segundos e mexe com a mesa inteira, porque todos estão fazendo a mesma conta de cabeça. O júri do Spiel des Jahres fala em fogos de artifício de emoções, com alegria alheia, comemoração e lamento se alternando. James Nathan, do Opinionated Gamers, que tem reservas ao jogo, admite que não dá para negar a graça de cada puxada do saco.

  • Explodir não tira você da partida

    Por quê?

    Quem explode perde metade da apuração, não a rodada inteira: ainda escolhe entre marcar pontos ou comprar ingredientes. Para a Wargamer, que deu nota 9, o jogo é notavelmente generoso, com mecanismos de recuperação que impedem alguém de ficar para trás demais. Uma rodada ruim dói, mas não decide a noite.

  • Ratos que seguram o líder

    Por quê?

    As caudas de rato na trilha de pontos dão a quem está atrás uma vantagem de saída na rodada seguinte, proporcional à distância. Ashley Gariepy, da Meeple Mountain, conta que as partidas do grupo dela costumam terminar com placares entre 40 e quase 60 pontos, e que o mecanismo funciona muito bem para conter o líder disparado.

  • Livros que mudam o jogo

    Por quê?

    Cada cor de ingrediente tem mais de um livro de regras, e a combinação escolhida na preparação muda o que comprar e quando parar. A Wargamer aponta essa variedade, somada às cartas da vidente e ao lado avançado do caldeirão, como o que mantém as partidas diferentes entre si.

  • Todo mundo joga ao mesmo tempo

    Por quê?

    Não há espera de turno: todos tiram fichas juntos e só a apuração é feita em ordem. Dale Yu, do Opinionated Gamers, que jogou oito vezes em três semanas antes de o jogo vencer o Kennerspiel, relata partidas de menos de uma hora com a tiragem simultânea.

  • Expansão que melhora o caldeirão

    Por quê?

    The Herb Witches acrescenta um quinto jogador, três poderes de bruxa de uso único, novos livros e ingredientes. Andrew Holmes, da Meeple Mountain, diz que as duas expansões são acréscimos muito divertidos a um jogo que já era excelente, e prefere esta, que ganha profundidade com as partidas.

Pontos de atenção

  • Edição brasileira: lugar nenhum Grave

    Por quê?

    Desde o Kennerspiel de 2018, e até 02/11/2026, não encontramos edição nacional. O que se vende aqui é a caixa americana da CMYK, em inglês, e o ComparaJogos classifica o texto como moderado, com consulta. Os livros e as cartas da vidente têm regra escrita. Existe tradução para colar, vendida à parte. É o kit faça você mesmo de um jogo premiado.

  • O saco não aceita argumento Moderada

    Por quê?

    A Wargamer avisa que o jogo depende muito de sorte e que explosões seguidas no começo frustram. Doug G., do Opinionated Gamers, marcou não é para mim. Você pode planejar a compra perfeita por três rodadas e ver quatro brancas saírem em sequência. A estratégia existe. Ela só não tem a última palavra.

  • Os ricos ficam mais ricos, diz um lado Moderada

    Por quê?

    A crítica se divide justamente na tese do jogo. Para Ashley Gariepy, os ratos seguram o líder. Para David McMillan, também da Meeple Mountain, o rico só fica mais rico, e isso tira a vontade de jogar de novo. James Nathan, do Opinionated Gamers, também não se convenceu de que a recuperação basta. A gente acha que os dois lados viram partidas reais.

  • 45 minutos, diz a caixa Leve

    Por quê?

    Chris Wray, do Opinionated Gamers, que adora o jogo, afirma que, do jeito que as regras mandam, não dá para terminar em 45 minutos com três jogadores ou mais. Dale Yu fecha abaixo de uma hora. A diferença está no quanto a mesa demora para comprar. E todo grupo tem alguém que lê o livro de ingredientes inteiro antes de gastar quatro moedas.

  • A vidente não olha o calendário Leve

    Por quê?

    As cartas da vidente saem embaralhadas, e algumas não servem para nada no começo ou no fim da partida, como reclama Ashley Gariepy, da Meeple Mountain. Ela sugere organizar os efeitos por rodada. É a única vidente do mundo que erra o futuro por falta de ordem.

  • O manual dos livros Leve

    Por quê?

    A mesma crítica da Meeple Mountain diz que a explicação dos conjuntos de ingredientes nem sempre é clara, e que o grupo dela recorreu ao fórum do BoardGameGeek para tirar dúvidas. Com a caixa em inglês, a dúvida vem com uma camada extra de tradução.

Entre no grupo do WhatsAppConverse sobre The Quacks of Quedlinburg e receba as próximas resenhas

Legenda para o Instagram

Para quem é

Perfil do jogo

  • Tensão a cada ficha5
  • Facilidade de ensinar4
  • Variedade entre partidas4
  • Partida curta3
  • Controle sobre a sorte2
  • Interação entre jogadores2

Com quantos jogar

  • 2 jogadores (Bom): Funciona, mas não é a contagem mais votada como a melhor no BGG. Para duplas existe The Duel, uma versão própria para dois.
  • 3 jogadores (Bom): Boa contagem; Chris Wray, do Opinionated Gamers, lembra que a partir de três os 45 minutos da caixa não se cumprem.
  • 4 jogadores (Ótimo): A contagem com mais votos de melhor na enquete do BGG, segundo o boardmatch. A tiragem simultânea evita espera.
  • 5 jogadores (Bom): Só com a expansão The Herb Witches, que a CMYK inclui na versão All-In.

É para você se…

  • Gosta de ouvir a mesa inteira prender a respiração
  • Joga com família e amigos que não aguentam três horas de regra
  • Prefere perder explodindo a ganhar calculando
  • Lê inglês ou não se importa de colar tradução
  • Tem um grupo de quatro que topa revanche na hora

Pense duas vezes se…

  • Fica de mau humor quando o dado decide por você
  • Quer controle total sobre cada ponto do placar
  • Precisa de caixa em português, sem adesivo
  • Joga quase sempre a dois
  • Acha que prêmio de especialista exige três horas de planilha
Dica para a primeira partida

Na estreia, use a combinação de livros que a própria caixa recomenda para a primeira partida e o lado simples do caldeirão; o lado avançado fica para depois. O que mais confunde é a apuração, que tem ordem fixa: dado de bônus, efeitos dos ingredientes, rubi, pontos e compras. Deixe essa sequência à vista. Peça a cada jogador que anuncie em voz alta quando parar ou explodir, e reserve mais que os 45 minutos da caixa se forem três ou quatro pessoas.

Edição nacional e preço

de R$ 436,90 a R$ 513,90

Lojas consultadas em 02/11/2026 · edição importada da CMYK, em inglês; menor preço no Pix, segundo o ComparaJogos; não encontramos edição nacional

The Quacks of Quedlinburg: caixa do jogo
Imagem: CMYK · edição dos EUA (CMYK)

Não encontramos edição nacional até 02/11/2026: a Ludopedia não registra edição brasileira, e o nome Os Charlatães de Quedlinburg não aparece em editora ou loja consultada. O que se vende no Brasil é a edição americana da CMYK, em inglês. Em 02/11/2026, o ComparaJogos listava três ofertas novas, de R$ 436,90 no Pix a R$ 513,90. Os livros de ingredientes e as cartas da vidente têm texto; uma tradução para colar é vendida à parte, por R$ 78,20 no Pix.

Expansões e versões

The Herb Witches (2019; The Witches na CMYK) leva o jogo a cinco jogadores e traz poderes de bruxa e novos ingredientes; The Alchemists (2020) acrescenta pacientes e uma trilha de essência. A CMYK relançou o jogo base em 2025 como Quacks, com arte nova de Ryogo Toyoda, em três versões: Standard (US$ 39,99), Deluxe (US$ 59,99) e All-In (US$ 99,99, com as duas expansões). Há ainda The Duel, para dois, e o infantil Quacks & Co. Versão digital oficial: não confirmada nas fontes consultadas.

Se você gosta de The Quacks of Quedlinburg…

Veredito: The Quacks of Quedlinburg vale a pena?

Recomendado com ressalva: só importado, em inglês

The Quacks of Quedlinburg é o único cassino em que a casa banca quem está perdendo. Explodiu? Ainda compra. Ficou para trás? Os ratos te empurram para a frente. Isso transforma o arriscar a sorte mais tenso da prateleira num jogo em que ninguém desiste na quinta rodada, e o Kennerspiel e o Golden Geek de família de 2018 foram merecidos. O que pesa: a sorte manda mais do que o prêmio de especialista sugere, a crítica discute se o líder dispara, e oito anos depois não encontramos edição brasileira. Por cerca de R$ 437, importado e em inglês, compre se a sua mesa lê o idioma ou topa colar tradução. Se não, espere uma editora acordar. O caldeirão aguenta; a paciência, a gente não garante.

Explodiu? Ainda compra. Está perdendo? Ganha vantagem. Nenhum cassino de verdade sobreviveria a essas regras.

Conhece alguém que joga The Quacks of Quedlinburg?

Mande esta resenha para a turma.

Gostou? Deixe um coração.

Comentários

    Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a comentar.

    Todo comentário passa por moderação antes de aparecer. O e-mail não é publicado. Como moderamos

    Continue lendo

    Outras resenhas da Elite Boardgamers.

    Ver todas as 50 resenhas

    Gostou da resenha?

    A Elite Boardgamers publica resenhas de jogos premiados todos os dias. Entre no grupo para conversar sobre jogos e siga no Instagram.

    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar The Quacks of Quedlinburg?

    Nosso selo: Recomendado com ressalva. The Quacks of Quedlinburg é o único cassino em que a casa banca quem está perdendo. Explodiu? Ressalva: só importado, em inglês.

    Para quantos jogadores é The Quacks of Quedlinburg e quanto tempo dura?

    The Quacks of Quedlinburg é para 2 a 4 (5 com a expansão The Herb Witches) jogadores, com duração anunciada de 45 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: 4 jogadores.

    The Quacks of Quedlinburg tem edição em português?

    Não encontramos edição nacional até 02/11/2026: a Ludopedia não registra edição brasileira, e o nome Os Charlatães de Quedlinburg não aparece em editora ou loja consultada.

    Quanto custa The Quacks of Quedlinburg no Brasil?

    Em 02/11/2026, de R$ 436,90 a R$ 513,90 (edição importada da CMYK, em inglês; menor preço no Pix, segundo o ComparaJogos; não encontramos edição nacional).

    Para quem é The Quacks of Quedlinburg?

    Para quem gosta de ouvir a mesa inteira prender a respiração; joga com família e amigos que não aguentam três horas de regra; prefere perder explodindo a ganhar calculando.

    The Quacks of Quedlinburg ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2018 (Família), Kennerspiel des Jahres 2018.

    Quais jogos são parecidos com The Quacks of Quedlinburg?

    Na resenha comparamos The Quacks of Quedlinburg com Flip 7, The Mind e Azul. Flip 7: O mesmo arriscar a sorte, sem saco nem loja: vira-se carta até estourar.

    Fontes (13)

    Consulta às fontes em 02/11/2026.

    Comentários
    Compartilhar

    Grupo