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Oath: Crônicas de Império e Exílio: mesa montada vista de cima
Imagem: Leder Games

Oath: Crônicas de Império e Exílio

Nota BGG

2021 (edição brasileira em 2022) · Cole Wehrle

Melhor para: campanha com grupo fixo

Um império de mil anos que depende da agenda de quatro adultos.

Recomendado com ressalva: só com grupo fixo

  • 1–6Jogadores
  • 45–150 minDuração
  • 14+ na caixa da MeepleBR; 10+ na ficha do BGG, com a enquete dos jogadores apontando 14+Idade
  • 4,1 / 5Peso BGG

Oath: Crônicas de Império e Exílio é o jogo de Cole Wehrle, com arte de Kyle Ferrin, em que um império de fantasia passa de partida em partida, e quem venceu ontem governa hoje. Levou o Golden Geek de inovação de 2021. A ideia é genial e a gente assina embaixo. O detalhe é a peça que a MeepleBR não pôs na caixa: os mesmos quatro amigos, toda semana, por meses. Essa peça não tem reposição.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 13 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Legado sem rasgar carta
  • Turno simples, cabeça cheia
  • Lados que trocam no meio

Atenção

  • A peça que não vem na caixa
  • Quem perde escolhe o rei
  • O dado que encerra impérios
Peso BGG4,1/5
a partir de R$ 790,41 · consulta em 02/11/2026

1 vitória em prêmios, incluindo Golden Geek 2021 · Inovação

Para quem: tem um grupo fixo de quatro que joga toda semana; gosta de negociar, prometer e trair na mesma rodada.

Como funciona Oath: Crônicas de Império e Exílio

Dispute o trono de um império que lembra quem venceu a partida anterior.

  1. 1

    Gaste seu suprimento

    Cada ação custa suprimento: viajar, buscar cartas, reunir tropas, negociar, recuperar relíquias ou atacar. Tropas no mapa reduzem o que você recupera.

  2. 2

    Jogue habitantes

    Use as cartas como conselheiros pessoais ou jogue-as num local, onde mudam as regras daquele lugar para todos os jogadores.

  3. 3

    Escolha seu lado

    Exilados podem aceitar a cidadania do Chanceler e virar Cidadãos, ou continuar sozinhos atrás de uma carta de Visão secreta.

  4. 4

    Dispute o juramento

    Cumpra o objetivo do Juramento da partida para tomar o título de Guardião, ou cumpra sua Visão para vencer por outro caminho.

  5. 5

    Escreva a crônica

    A partir da quinta rodada, um dado pode encerrar o jogo. O vencedor vira Chanceler e redesenha o mundo da próxima partida.

Ler as regras completas

Oath se passa numa terra de fantasia dividida em três regiões, com oito locais no mapa de neoprene. Um jogador é o Chanceler, que governa o império e começa com vários locais. Os outros começam como Exilados, que querem derrubá-lo. Ao longo da partida, um Exilado pode aceitar a cidadania oferecida pelo Chanceler e virar Cidadão, aliado do império.

Todos usam as mesmas ações: viajar entre locais, buscar cartas no baralho, reunir tropas, negociar influência e segredos (as duas moedas do jogo), recuperar relíquias e estandartes e fazer campanha militar contra inimigos. Cada ação gasta suprimento, e quanto mais tropas você tem espalhadas pelo mapa, menos suprimento recupera no fim do turno.

As cartas de habitantes, quase 200, dão poderes próprios: podem ficar com você como conselheiros ou ser jogadas num local, onde mudam as regras para todo mundo. As cartas de Visão, escondidas no baralho, dão a um Exilado um objetivo secreto alternativo, como dominar mais locais ou guardar mais relíquias.

Cada papel vence de um jeito. O Chanceler vence se ainda tiver o título de Guardião do Juramento no fim; o objetivo do Juramento muda de partida para partida. Um Exilado vence tomando esse título e segurando-o como Usurpador, ou cumprindo sua Visão. Um Cidadão vence se cumprir o Juramento melhor que o Chanceler e virar seu Sucessor.

A partida dura até oito rodadas. A partir da quinta, o Chanceler rola um dado no fim de cada rodada, e a chance de o jogo acabar ali cresce a cada vez. Terminada a partida, o vencedor muda o mundo da próxima: o mapa de locais é guardado como ficou, seis cartas de habitantes são trocadas e o novo Chanceler é quem ganhou. É a crônica, que segue sem fim definido.

Como é jogar Oath: Crônicas de Império e Exílio

“É abstrato e, mesmo assim, brilha de tema.”

Tabletop Gaming (tradução livre)

Nas primeiras rodadas todo mundo explora, compra cartas e finge que não está de olho no Chanceler. Ele está com uma placa nas costas, e a Punchboard o compara a um AT-AT cercado de naves rebeldes. Aí vem a jogada que define Oath: o Chanceler chama um Exilado de lado e oferece cidadania em troca de uma relíquia. Aliança fechada. Duas rodadas depois, o novo Cidadão está a um passo de virar Sucessor e herdar o trono de quem o convidou. É a política como ela é, só que com tropas de madeira.

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Nas rodadas finais, segundo a Tabletop Gaming, todo mundo chega perto de vencer e alguém arranca a vitória da mão do outro. E a parte boa nem é essa. Numa partida da revista, um jogador fundou uma religião e montou uma teocracia; nenhuma carta mandava isso. Agora a parte que o folheto omite: essa história só pesa se as mesmas pessoas voltarem na semana seguinte para lembrar dela. Sem isso, a dinastia vira um causo que só você lembra.

O que funciona muito bem

  • Legado sem rasgar carta

    Por quê?

    Oath lembra das partidas anteriores sem adesivo, envelope lacrado ou carta destruída: o mapa fica como terminou, os habitantes do vencedor voltam e os dos perdedores somem. A Tabletop Gaming chama de jogo sobre legado, não jogo de legado, e o Golden Geek de inovação de 2021 premiou exatamente isso. A caixa pode ser zerada a qualquer momento.

  • Turno simples, cabeça cheia

    Por quê?

    As ações são poucas e estão impressas no tabuleiro de cada jogador. O peso vem das escolhas: cada tropa no mapa custa suprimento no turno seguinte. Para a Punchboard, com um conjunto tão simples de ações e só três papéis, Oath não tinha o direito de mexer com o cérebro do jeito que mexe.

  • Lados que trocam no meio

    Por quê?

    Exilado vira Cidadão, Cidadão pode ser banido e voltar a Exilado, e um aliado de hoje pode herdar o trono amanhã. O pesquisador Gábor Zoltán Kiss, no Hungarian Journal of English and American Studies, descreve a troca de papel como o clímax emocional da partida e a ameaça dela como fonte de tensão constante.

  • Um final que aperta

    Por quê?

    O dado do Chanceler, rolado a partir da quinta rodada, poderia soar como sorte pura. A Tabletop Gaming diz que soa assim e funciona muito bem: cria tensão crescente no ato final, porque ninguém sabe se ainda haverá mais uma rodada para virar o jogo.

  • Arte e mesa de Kyle Ferrin

    Por quê?

    Mais de 200 cartas com ilustração própria, mapa de neoprene costurado, peças de madeira e 17 dados com faces em relevo. A Game Informer descreve a arte como algo entre o desenho animado e um manuscrito medieval iluminado, e o jogo ficou em terceiro no Golden Geek de arte.

  • Livro que ensina jogando

    Por quê?

    Um livro de jogo conduz a primeira partida a quatro passo a passo, com as cartas já na ordem dos exemplos. A Game Informer aprovou o tutorial, e a Punchboard o acha melhor que o passo a passo de Root, que já era elogiado.

Pontos de atenção

  • A peça que não vem na caixa Grave

    Por quê?

    A Punchboard diz que o grupo fixo é o fator que faz ou quebra Oath, e a Game Informer concorda que o jogo dá enorme vantagem a quem já jogou. Traduzindo: o mesmo grupo, partida após partida, por meses. Você não compra um jogo. Você compra um compromisso com quatro pessoas que nunca conseguem marcar churrasco.

  • Quem perde escolhe o rei Moderada

    Por quê?

    O jogo inclui de propósito a decisão do vencedor por quem já perdeu: no fim, muitas vezes um jogador sem chance decide quem ganha, em acertos informais. É fiel ao tema e é exatamente o que irrita metade das mesas. Se o seu grupo guarda rancor de partida de banco imobiliário, faça as contas.

  • O dado que encerra impérios Moderada

    Por quê?

    Jogadores criticam o fim decidido no dado; Cole Wehrle defende que a incerteza incentiva risco. Os dois lados têm razão, e a gente acha bonito na teoria. Na prática, duas horas de conspiração podem acabar num seis, e o Chanceler vai jurar que foi estratégia.

  • Manual de consulta permanente Moderada

    Por quê?

    A Game Informer avisa que, mesmo com o livro de jogo, você vai precisar abrir o livro de regras para entender o que está acontecendo. O blog Irate Pooka acha o turno simples e a campanha militar complicada, e conta que o desmonte entre partidas tem muitos passos. O jogo lembra de tudo. Você precisa lembrar também.

  • Solo de fluxograma Moderada

    Por quê?

    O Príncipe Autômato decide as ações num fluxograma que a Game Informer achou confuso de seguir, e a Gamereactor também reclamou dele. Pior: o solo dispensa justamente a história compartilhada, que é o motivo de existir de Oath. É um jogo de conspiração em que você conspira com uma tabela.

  • Estoque raro e caro Leve

    Por quê?

    Em 02/11/2026, o ComparaJogos listava só duas ofertas novas, de R$ 790,41 no Pix a R$ 1.267. A expansão New Foundations aparece lá como indisponível. Quem quer entrar agora paga caro por uma edição de 2022 com pouca reposição.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Interação e negociação5
  • Componentes e arte5
  • Partidas ligadas entre si5
  • Facilidade de ensinar1
  • Modo solo2
  • Partida curta2

Com quantos jogar

  • Sozinho (Fraco): Funciona contra o Príncipe Autômato, mas a Game Informer e a Gamereactor acharam o fluxograma confuso, e sem outras pessoas a crônica perde o sentido.
  • 2 jogadores (Bom): Também usa o Príncipe Autômato; a Tabletop Gaming diz que é o melhor uso dele, mas que o jogo rende mais de três pessoas em diante.
  • 3 jogadores (Bom): A Tabletop Gaming aponta três ou mais como a contagem mais satisfatória; já dá para formar alianças e traições de verdade.
  • 4 jogadores (Ótimo): Melhor contagem na enquete do BGG, e a Punchboard diz que o jogo foi feito para pelo menos quatro. O livro de jogo ensina justamente uma partida a quatro.

É para você se…

  • Tem um grupo fixo de quatro que joga toda semana
  • Gosta de negociar, prometer e trair na mesma rodada
  • Quer uma história que nenhum livro escreveu
  • Já jogou Root e quer o próximo degrau de Cole Wehrle
  • Acha que perder com estilo também conta

Pense duas vezes se…

  • Monta o grupo da semana pelo aplicativo de mensagens
  • Quer pontuação clara e um vencedor indiscutível
  • Fica chateado quando o perdedor escolhe o campeão
  • Joga mais sozinho do que com gente
  • Precisa de um jogo que se explique em quinze minutos
Dica para a primeira partida

Use o livro de jogo: ele conduz uma partida a quatro, com as cartas já empilhadas na ordem dos exemplos, então não embaralhe nada antes. A Punchboard sugere aprender junto com o grupo que vai seguir a crônica, para ninguém começar com vantagem. O que confunde são as condições de vitória, diferentes para Chanceler, Exilado e Cidadão; deixe a referência de cada papel à vista. Conte com uma primeira partida longa: a Game Informer diz que só com todos sabendo as regras ela cai para menos de duas horas.

Edição nacional e preço

a partir de R$ 790,41

Lojas consultadas em 02/11/2026 · menor preço no Pix entre as duas ofertas novas em lojas brasileiras, segundo o ComparaJogos; estoque escasso

A edição em português é da MeepleBR, lançada em 2022, com caixa de 14+, 1 a 6 jogadores e 45 a 150 minutos. O jogo tem muito texto nas cartas, então a versão em português faz diferença. Em 02/11/2026, o ComparaJogos mostrava só duas ofertas novas, a menor por R$ 790,41 no Pix e a maior por R$ 1.267. A MeepleBR não vende direto: a página do jogo manda para revendedores.

Expansões e versões

A expansão Oath: New Foundations, financiada no Kickstarter em 2024 com mais de US$ 900 mil, muda a forma como as regras evoluem entre partidas e exige o jogo base; ela está com a Buried Giant Studios, empresa que Cole Wehrle e Kyle Ferrin fundaram em 2026 e que comprou da Leder os direitos de Oath. Não encontramos edição brasileira da expansão até 02/11/2026. A campanha original vendeu à parte moedas de metal e fichas de resina. Não encontramos versão digital oficial nas fontes consultadas.

Se você gosta de Oath: Crônicas de Império e Exílio…

Veredito: Oath: Crônicas de Império e Exílio vale a pena?

Recomendado com ressalva: só com grupo fixo

A peça mais cara de Oath não vem na caixa. É o grupo. O jogo em si é o que o Golden Geek de inovação disse: um legado que não rasga nada, um turno de poucas ações que dá nó na cabeça e um mundo que lembra quem mandou nele. A Tabletop Gaming deu o selo Must-Play, e a gente entende. O que pesa: o perdedor muitas vezes escolhe o rei, um dado pode encerrar o império, o manual vira companhia e o solo é uma tabela. E a crônica só tem graça se as mesmas quatro pessoas voltarem semana após semana. Se você tem esse grupo, compre, mesmo a partir de R$ 790,41. Se não tem, Oath vira um ótimo jogo de uma noite só. Impérios caem. Grupos de jogo caem antes.

Um império de mil anos que depende da agenda de quatro adultos.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Oath: Crônicas de Império e Exílio?

    Nosso selo: Recomendado com ressalva. A peça mais cara de Oath não vem na caixa. É o grupo. Ressalva: só com grupo fixo.

    Para quantos jogadores é Oath: Crônicas de Império e Exílio e quanto tempo dura?

    Oath: Crônicas de Império e Exílio é para 1 a 6 (solo e partidas a 2 contra o Príncipe Autômato) jogadores, com duração anunciada de 45 a 150 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: 4 jogadores.

    Oath: Crônicas de Império e Exílio tem edição em português?

    A edição em português é da MeepleBR, lançada em 2022, com caixa de 14+, 1 a 6 jogadores e 45 a 150 minutos.

    Quanto custa Oath: Crônicas de Império e Exílio no Brasil?

    Em 02/11/2026, a partir de R$ 790,41 (menor preço no Pix entre as duas ofertas novas em lojas brasileiras, segundo o ComparaJogos; estoque escasso).

    Para quem é Oath: Crônicas de Império e Exílio?

    Para quem tem um grupo fixo de quatro que joga toda semana; gosta de negociar, prometer e trair na mesma rodada; quer uma história que nenhum livro escreveu.

    Oath: Crônicas de Império e Exílio ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2021 (Inovação).

    Quais jogos são parecidos com Oath: Crônicas de Império e Exílio?

    Na resenha comparamos Oath: Crônicas de Império e Exílio com Root, Pandemic Legacy e Sleeping Gods. Root: Mesmo autor, mesma arte de Kyle Ferrin e o mesmo gosto por conflito e negociação.

    Fontes (13)

    Consulta às fontes em 02/11/2026.

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