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Sleeping Gods: mesa montada vista de cima
Imagem: Red Raven Games

Sleeping Gods

Nota BGG

2021

Melhor para: campanha com grupo fixo

O mapa é do tamanho de um oceano. A mesa de jantar, infelizmente, não.

Recomendado com ressalva: difícil de achar no Brasil

  • 1–4Jogadores
  • 90 min por sessão; campanha de 10–20 horasDuração
  • 14+Idade
  • 3,3 / 5Peso BGG

Sleeping Gods, de Ryan Laukat, é uma campanha cooperativa de exploração para 1 a 4 pessoas, com um navio a vapor perdido num mar de ilhas, um atlas de mapas e um livro com mais de 250 entradas de história. Venceu o Golden Geek 2021 de jogo temático e de arte. Na prática, é um livro de aventura que não dá para ler na cama. Ele pede a mesa de jantar, de 10 a 20 horas e um grupo que apareça sempre. Compensa cada sábado, se você achar uma cópia.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 19 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Um mar aberto de verdade
  • Palavras-chave como memória
  • Combate que é quebra-cabeça

Atenção

  • Achar uma cópia
  • Pede a mesa de jantar
  • Manual com lacunas
Peso BGG3,3/5
R$ 699,90 na loja oficial da Conclave (resultado de busca) · consulta em 31/10/2026

2 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2021 · Arte

Para quem: sente falta dos livros-jogo e tem uma mesa sobrando; joga sozinho ou sempre com a mesma dupla.

Como funciona Sleeping Gods

Navegue por um atlas de ilhas, leia o livro de história e cace totens antes que o tempo acabe.

  1. 1

    Ação de bordo

    O capitão da vez põe o marcador numa das cinco salas do navio, diferente da anterior, e ganha fichas de comando e o bônus dela.

  2. 2

    Carta de evento

    Compre e resolva a carta do topo do baralho de eventos. Ela não pode ser ignorada: pode trazer escolha, desafio ou dano.

  3. 3

    Duas ações

    Viaje pelo atlas, explore um local marcado, compre no mercado ou visite um porto para curar, descansar e consertar o navio.

  4. 4

    Leia o livro

    Explorar leva a um parágrafo numerado do livro de história. Faça a escolha, encare o desafio ou o combate e siga para o próximo número.

  5. 5

    Teste e sorte

    Some a perícia dos tripulantes que participam, que ganham cansaço, e vire a carta do topo do baralho de habilidades para somar a sorte.

Ler as regras completas

É 1929. O navio a vapor da capitã Sofi Odessa atravessa uma tempestade e reaparece num mar desconhecido, cheio de ilhas e criaturas. O objetivo da campanha é encontrar o maior número possível de totens, os artefatos ligados aos deuses adormecidos do título. Quantos totens o grupo acha define o final da história.

No seu turno, o capitão da vez faz quatro coisas: escolhe uma sala do navio para a ação de bordo, sem repetir a do turno anterior; compra e resolve uma carta de evento; faz duas ações entre viajar, explorar, ir ao mercado ou ir ao porto; e passa o marcador de capitão para a esquerda.

O mapa é um atlas de 26 páginas. Explorar um local marcado leva a um parágrafo numerado do livro de história, onde o grupo faz escolhas, enfrenta desafios ou combates. As cartas de missão trazem palavras-chave, que funcionam como a memória do jogo: abrem caminhos e mudam o que acontece quando vocês voltam a um lugar.

Os desafios usam cinco perícias: força, astúcia, sagacidade, percepção e ofício. Quem participa soma sua perícia, ganha 1 de cansaço e o grupo vira a carta do topo do baralho de habilidades, a sorte, para somar o número dela. No combate, cada inimigo é uma carta com uma grade de casas com corações: o ataque precisa igualar ou superar a defesa, o dano cobre casas vizinhas e o inimigo que sobrevive contra-ataca.

O baralho de eventos é percorrido três vezes, e ao fim de cada volta um parágrafo fixo do livro avança a história. Perder todos os tripulantes ou chegar a 11 de dano no navio é uma derrota; no modo normal, o grupo se recupera num porto, com perda de tempo. No fim, há pontos por cartas de aventura, totens, missões, níveis e moedas. O diário de bordo salva a partida entre as sessões.

Como é jogar Sleeping Gods

“O jogo de exploração definitivo.”

Meeple Mountain (tradução livre)
Sleeping Gods: cartas e componentes
Imagem: Red Raven Games

Um turno típico tem cara de capítulo. A capitã escolhe a sala de máquinas, o evento pede um teste de percepção, o grupo gasta as duas ações para chegar a uma ilha marcada e alguém abre o livro. A escolha de agora pode depender de uma palavra-chave conquistada dez horas atrás, e é aí que o jogo ganha a mesa. Literalmente.

Continuar lendo

Cada missão nova é uma carta, cada item é uma carta, cada tripulante tem um tabuleiro, e a Board Game Quest lista a fome de espaço entre os defeitos. Na terceira sessão, o atlas divide espaço com a fruteira e alguém janta em pé. O combate prende o grupo longe do livro por 15 a 20 minutos, segundo Dale Yu, do Opinionated Gamers, e na volta ninguém lembra por que foi àquela ilha. Para isso existe o diário de bordo. Para o jantar, não existe nada.

Mesmo assim, a gente volta. A graça está em ver uma decisão de três semanas atrás reaparecer num parágrafo que ninguém esperava.

O que funciona muito bem

  • Um mar aberto de verdade

    Por quê?

    São 26 páginas de mapas ligados e mais de 250 entradas no livro, e quem decide a rota é o grupo, não um roteiro. Para a Meeple Mountain, é o jogo de exploração definitivo: depois de pelo menos 40 horas, o crítico ainda nem tinha navegado para o leste do ponto de partida.

  • Palavras-chave como memória

    Por quê?

    As cartas de missão guardam o que vocês fizeram, e um mesmo local muda de texto quando vocês voltam com uma palavra-chave. O Tabletop Games Blog chama de mágico ver uma decisão antiga repercutir no mundo, e é isso que transforma um livro numerado em história própria.

  • Combate que é quebra-cabeça

    Por quê?

    Cada inimigo é uma grade de casas com corações, e o dano se espalha para as casas vizinhas. Cobrir as casas com ponto de sinergia passa uma ficha de sinergia para outro tripulante. A Meeple Mountain achou o sistema muito esperto e diferente de tudo, e Dale Yu diz que saber usar essas fichas muitas vezes separa a vida da morte.

  • A arte de Laukat

    Por quê?

    Ryan Laukat desenhou o jogo inteiro, do atlas às cartas, e o resultado venceu o Golden Geek 2021 de arte. O Tabletop Games Blog destaca que o estilo dele, fácil de reconhecer, combina com a jogabilidade, do atlas às cartas de tripulação.

  • Falhar não trava a história

    Por quê?

    Errar um teste custa vida, dano no navio ou um estado como veneno, mas a história quase sempre segue. A Board Game Quest destaca isso: o grupo não fica preso numa ilha por causa de uma carta ruim, e o preço da falha vira parte do relato.

  • Pausa em qualquer turno

    Por quê?

    O diário de bordo registra posição do navio, dano, mão de cartas e comando. Para o Tabletop Games Blog, dá para parar depois de qualquer turno completo e voltar exatamente do mesmo ponto, o que torna viável uma campanha de 10 a 20 horas em noites curtas.

Pontos de atenção

  • Achar uma cópia Grave

    Por quê?

    A edição da Conclave saiu em novembro de 2023 e, em 31/10/2026, o ComparaJogos não listava nenhuma oferta do jogo novo. O prêmio de temático continua na caixa. A caixa é que não está na prateleira. Na busca, a loja oficial da Conclave aparece com R$ 699,90, sem estoque confirmado.

  • Pede a mesa de jantar Moderada

    Por quê?

    Atlas aberto, tabuleiro do navio, tabuleiros de tripulação, missões, aventuras e mercado: a Board Game Quest chama o jogo de devorador de mesa e pede um jeito melhor de controlar as missões. O tamanho do mundo é a maior virtude. O tamanho da toalha também.

  • Manual com lacunas Moderada

    Por quê?

    O guia de início rápido termina no meio da partida e o livro de regras não explica tudo, segundo Dale Yu; o Tabletop Games Blog consultou o livro de regras o tempo todo na primeira partida. A Board Game Quest precisou de erratas, e um totem com texto desatualizado quase quebrou o jogo. Mapa do tesouro bom é o que não exige fórum.

  • Combate que esfria a história Moderada

    Por quê?

    Para Dale Yu, a luta é a parte que mais demora: o grupo passa 15 a 20 minutos longe do livro e perde o fio. O combate é bom. Só que a história estava num suspense, e o suspense não espera.

  • Grupo fixo ou nada Moderada

    Por quê?

    O Tabletop Games Blog prefere o mesmo grupo em todas as sessões, e Dale Yu recomenda o menor número possível de sessões para não esquecer detalhes. Para um jogo de 10 a 20 horas, isso pede um compromisso que muito casamento não tem.

  • A faxina do fim de rodada Leve

    Por quê?

    Ao fim de cada volta no baralho de eventos, as cartas de habilidade equipadas são descartadas. A Board Game Quest põe essa limpeza entre os defeitos: o grupo monta uma tripulação forte e vê parte dela voltar ao zero.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Sensação de exploração5
  • Arte e produção5
  • Modo solo4
  • Facilidade de ensinar2
  • Partida curta1
  • Espaço na mesa1

Com quantos jogar

  • Sozinho (Ótimo): Ficou em 2º lugar no Golden Geek 2021 de solo. Você controla a tripulação inteira e lê o livro no seu ritmo, sem esperar ninguém.
  • 2 jogadores (Ótimo): A contagem mais votada como melhor na enquete do BGG. Lorna, do Opinionated Gamers, diz que funciona muito bem em dupla.
  • 3 ou 4 jogadores (Bom): Funciona, e Dale Yu jogou a campanha com quatro. Mas os tripulantes se dividem entre mais gente e o combate longo aumenta a espera.

É para você se…

  • Sente falta dos livros-jogo e tem uma mesa sobrando
  • Joga sozinho ou sempre com a mesma dupla
  • Prefere descobrir uma ilha a otimizar pontos
  • Aceita perder um combate e seguir viagem
  • Consegue deixar o jogo montado de um sábado para o outro

Pense duas vezes se…

  • Muda de grupo a cada encontro
  • Quer fechar a história numa noite só
  • Divide a mesa de jantar com quem janta nela
  • Precisa de regra clara sem consultar errata
  • Só compra jogo novo e lacrado, para já
Dica para a primeira partida

Comece pelo guia de início rápido, mas saiba que ele termina no meio da partida, como aponta Dale Yu, e o Tabletop Games Blog consultou muito o livro de regras na primeira partida: deixe-o por perto. Separe cerca de dez minutos para montar e desmontar a cada sessão e consulte a referência oficial de regras da Red Raven no Rulepop e a errata antes de começar. Dica prática: prefira sessões longas e poucas; quem fica semanas sem jogar esquece por que estava naquela ilha.

Edição nacional e preço

R$ 699,90 na loja oficial da Conclave (resultado de busca)

Lojas consultadas em 31/10/2026 · sem estoque confirmado; nenhuma oferta do jogo novo no ComparaJogos na mesma data

Sleeping Gods: caixa do jogo
Imagem: Red Raven Games

A edição em português é da Conclave Editora e foi lançada em novembro de 2023, segundo a Ludopedia; a Conclave também vende as expansões Dungeons e Tides of Ruin. O jogo tem muito texto e exige português para quem não lê inglês com folga. Em 31/10/2026, o ComparaJogos não listava oferta do jogo base novo, e a loja oficial da Conclave aparecia na busca com R$ 699,90, sem estoque confirmado; a Meca dos Jogos tinha a edição nacional sem estoque. A idade indicada é 14+.

Expansões e versões

Tides of Ruin acrescenta um segundo atlas, um livro de história, cartas de aventura, inimigos e eventos; Dungeons é outra expansão, a partir de R$ 46,50 no ComparaJogos em 31/10/2026. Distant Skies (2023) é uma continuação independente, oito anos depois, com avião, trechos a pé, elenco menor e acampamentos no lugar dos três atos; ficou entre os três melhores cooperativos do Golden Geek 2023, e a Ludopedia a lista como anunciada pela Conclave para 2026. Primeval Peril (2023) é uma campanha curta para 1 ou 2 pessoas. Não encontramos versão digital oficial.

Se você gosta de Sleeping Gods…

Veredito: Sleeping Gods vale a pena?

Recomendado com ressalva: difícil de achar no Brasil

Sleeping Gods é um livro de aventura que não dá para ler na cama. Ele pede a mesa de jantar, de 10 a 20 horas e a mesma turma toda semana. Em troca, entrega o melhor mar aberto que a gente já viu numa caixa: um atlas em que cada ilha esconde um parágrafo, palavras-chave que lembram o que vocês fizeram e um combate que é quebra-cabeça. Os prêmios de temático e de arte do Golden Geek 2021 não foram por simpatia. O problema é chegar até ele: a edição da Conclave saiu em 2023 e, em 31/10/2026, não aparecia nova no ComparaJogos. Se achar, compre e libere a mesa. Se não achar, a crítica diz que Distant Skies é ainda melhor. Ele também não chegou. Os deuses dormem; a reimpressão, pelo jeito, também.

O mapa é do tamanho de um oceano. A mesa de jantar, infelizmente, não.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Sleeping Gods?

    Nosso selo: Recomendado com ressalva. Sleeping Gods é um livro de aventura que não dá para ler na cama. Ele pede a mesa de jantar, de 10 a 20 horas e a mesma turma toda semana. Ressalva: difícil de achar no Brasil.

    Para quantos jogadores é Sleeping Gods e quanto tempo dura?

    Sleeping Gods é para 1 a 4 jogadores, com duração anunciada de 90 minutos por sessão; campanha de 10 a 20 horas. Na nossa avaliação, funciona melhor com: sozinho, 2 jogadores.

    Sleeping Gods tem edição em português?

    A edição em português é da Conclave Editora e foi lançada em novembro de 2023, segundo a Ludopedia; a Conclave também vende as expansões Dungeons e Tides of Ruin.

    Quanto custa Sleeping Gods no Brasil?

    Em 31/10/2026, R$ 699,90 na loja oficial da Conclave (resultado de busca) (sem estoque confirmado; nenhuma oferta do jogo novo no ComparaJogos na mesma data).

    Para quem é Sleeping Gods?

    Para quem sente falta dos livros-jogo e tem uma mesa sobrando; joga sozinho ou sempre com a mesma dupla; prefere descobrir uma ilha a otimizar pontos.

    Sleeping Gods ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2021 (Arte), Golden Geek 2021 (Temático).

    Quais jogos são parecidos com Sleeping Gods?

    Na resenha comparamos Sleeping Gods com Vantage, Gloomhaven e Arkham Horror: The Card Game. Vantage: Outro mundo aberto premiado em que cada ação leva a um parágrafo numerado.

    Fontes (19)

    Consulta às fontes em 31/10/2026.

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