Resumo em 30 segundos
Destaques
- Um mar aberto de verdade
- Palavras-chave como memória
- Combate que é quebra-cabeça
Atenção
- Achar uma cópia
- Pede a mesa de jantar
- Manual com lacunas
2 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2021 · Arte
Para quem: sente falta dos livros-jogo e tem uma mesa sobrando; joga sozinho ou sempre com a mesma dupla.
Como funciona Sleeping Gods
Navegue por um atlas de ilhas, leia o livro de história e cace totens antes que o tempo acabe.
- 1
Ação de bordo
O capitão da vez põe o marcador numa das cinco salas do navio, diferente da anterior, e ganha fichas de comando e o bônus dela.
- 2
Carta de evento
Compre e resolva a carta do topo do baralho de eventos. Ela não pode ser ignorada: pode trazer escolha, desafio ou dano.
- 3
Duas ações
Viaje pelo atlas, explore um local marcado, compre no mercado ou visite um porto para curar, descansar e consertar o navio.
- 4
Leia o livro
Explorar leva a um parágrafo numerado do livro de história. Faça a escolha, encare o desafio ou o combate e siga para o próximo número.
- 5
Teste e sorte
Some a perícia dos tripulantes que participam, que ganham cansaço, e vire a carta do topo do baralho de habilidades para somar a sorte.
Ler as regras completas
É 1929. O navio a vapor da capitã Sofi Odessa atravessa uma tempestade e reaparece num mar desconhecido, cheio de ilhas e criaturas. O objetivo da campanha é encontrar o maior número possível de totens, os artefatos ligados aos deuses adormecidos do título. Quantos totens o grupo acha define o final da história.
No seu turno, o capitão da vez faz quatro coisas: escolhe uma sala do navio para a ação de bordo, sem repetir a do turno anterior; compra e resolve uma carta de evento; faz duas ações entre viajar, explorar, ir ao mercado ou ir ao porto; e passa o marcador de capitão para a esquerda.
O mapa é um atlas de 26 páginas. Explorar um local marcado leva a um parágrafo numerado do livro de história, onde o grupo faz escolhas, enfrenta desafios ou combates. As cartas de missão trazem palavras-chave, que funcionam como a memória do jogo: abrem caminhos e mudam o que acontece quando vocês voltam a um lugar.
Os desafios usam cinco perícias: força, astúcia, sagacidade, percepção e ofício. Quem participa soma sua perícia, ganha 1 de cansaço e o grupo vira a carta do topo do baralho de habilidades, a sorte, para somar o número dela. No combate, cada inimigo é uma carta com uma grade de casas com corações: o ataque precisa igualar ou superar a defesa, o dano cobre casas vizinhas e o inimigo que sobrevive contra-ataca.
O baralho de eventos é percorrido três vezes, e ao fim de cada volta um parágrafo fixo do livro avança a história. Perder todos os tripulantes ou chegar a 11 de dano no navio é uma derrota; no modo normal, o grupo se recupera num porto, com perda de tempo. No fim, há pontos por cartas de aventura, totens, missões, níveis e moedas. O diário de bordo salva a partida entre as sessões.
Como é jogar Sleeping Gods
“O jogo de exploração definitivo.”
Meeple Mountain (tradução livre)

Um turno típico tem cara de capítulo. A capitã escolhe a sala de máquinas, o evento pede um teste de percepção, o grupo gasta as duas ações para chegar a uma ilha marcada e alguém abre o livro. A escolha de agora pode depender de uma palavra-chave conquistada dez horas atrás, e é aí que o jogo ganha a mesa. Literalmente.
Continuar lendo
Cada missão nova é uma carta, cada item é uma carta, cada tripulante tem um tabuleiro, e a Board Game Quest lista a fome de espaço entre os defeitos. Na terceira sessão, o atlas divide espaço com a fruteira e alguém janta em pé. O combate prende o grupo longe do livro por 15 a 20 minutos, segundo Dale Yu, do Opinionated Gamers, e na volta ninguém lembra por que foi àquela ilha. Para isso existe o diário de bordo. Para o jantar, não existe nada.
Mesmo assim, a gente volta. A graça está em ver uma decisão de três semanas atrás reaparecer num parágrafo que ninguém esperava.
O que funciona muito bem
Um mar aberto de verdade
Por quê?São 26 páginas de mapas ligados e mais de 250 entradas no livro, e quem decide a rota é o grupo, não um roteiro. Para a Meeple Mountain, é o jogo de exploração definitivo: depois de pelo menos 40 horas, o crítico ainda nem tinha navegado para o leste do ponto de partida.
Palavras-chave como memória
Por quê?As cartas de missão guardam o que vocês fizeram, e um mesmo local muda de texto quando vocês voltam com uma palavra-chave. O Tabletop Games Blog chama de mágico ver uma decisão antiga repercutir no mundo, e é isso que transforma um livro numerado em história própria.
Combate que é quebra-cabeça
Por quê?Cada inimigo é uma grade de casas com corações, e o dano se espalha para as casas vizinhas. Cobrir as casas com ponto de sinergia passa uma ficha de sinergia para outro tripulante. A Meeple Mountain achou o sistema muito esperto e diferente de tudo, e Dale Yu diz que saber usar essas fichas muitas vezes separa a vida da morte.
A arte de Laukat
Por quê?Ryan Laukat desenhou o jogo inteiro, do atlas às cartas, e o resultado venceu o Golden Geek 2021 de arte. O Tabletop Games Blog destaca que o estilo dele, fácil de reconhecer, combina com a jogabilidade, do atlas às cartas de tripulação.
Falhar não trava a história
Por quê?Errar um teste custa vida, dano no navio ou um estado como veneno, mas a história quase sempre segue. A Board Game Quest destaca isso: o grupo não fica preso numa ilha por causa de uma carta ruim, e o preço da falha vira parte do relato.
Pausa em qualquer turno
Por quê?O diário de bordo registra posição do navio, dano, mão de cartas e comando. Para o Tabletop Games Blog, dá para parar depois de qualquer turno completo e voltar exatamente do mesmo ponto, o que torna viável uma campanha de 10 a 20 horas em noites curtas.
Pontos de atenção
Achar uma cópia Grave
Por quê?A edição da Conclave saiu em novembro de 2023 e, em 31/10/2026, o ComparaJogos não listava nenhuma oferta do jogo novo. O prêmio de temático continua na caixa. A caixa é que não está na prateleira. Na busca, a loja oficial da Conclave aparece com R$ 699,90, sem estoque confirmado.
Pede a mesa de jantar Moderada
Por quê?Atlas aberto, tabuleiro do navio, tabuleiros de tripulação, missões, aventuras e mercado: a Board Game Quest chama o jogo de devorador de mesa e pede um jeito melhor de controlar as missões. O tamanho do mundo é a maior virtude. O tamanho da toalha também.
Manual com lacunas Moderada
Por quê?O guia de início rápido termina no meio da partida e o livro de regras não explica tudo, segundo Dale Yu; o Tabletop Games Blog consultou o livro de regras o tempo todo na primeira partida. A Board Game Quest precisou de erratas, e um totem com texto desatualizado quase quebrou o jogo. Mapa do tesouro bom é o que não exige fórum.
Combate que esfria a história Moderada
Por quê?Para Dale Yu, a luta é a parte que mais demora: o grupo passa 15 a 20 minutos longe do livro e perde o fio. O combate é bom. Só que a história estava num suspense, e o suspense não espera.
Grupo fixo ou nada Moderada
Por quê?O Tabletop Games Blog prefere o mesmo grupo em todas as sessões, e Dale Yu recomenda o menor número possível de sessões para não esquecer detalhes. Para um jogo de 10 a 20 horas, isso pede um compromisso que muito casamento não tem.
A faxina do fim de rodada Leve
Por quê?Ao fim de cada volta no baralho de eventos, as cartas de habilidade equipadas são descartadas. A Board Game Quest põe essa limpeza entre os defeitos: o grupo monta uma tripulação forte e vê parte dela voltar ao zero.
Legenda para o Instagram
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Para quem é
Perfil do jogo
Com quantos jogar
- Sozinho (Ótimo): Ficou em 2º lugar no Golden Geek 2021 de solo. Você controla a tripulação inteira e lê o livro no seu ritmo, sem esperar ninguém.
- 2 jogadores (Ótimo): A contagem mais votada como melhor na enquete do BGG. Lorna, do Opinionated Gamers, diz que funciona muito bem em dupla.
- 3 ou 4 jogadores (Bom): Funciona, e Dale Yu jogou a campanha com quatro. Mas os tripulantes se dividem entre mais gente e o combate longo aumenta a espera.
É para você se…
- Sente falta dos livros-jogo e tem uma mesa sobrando
- Joga sozinho ou sempre com a mesma dupla
- Prefere descobrir uma ilha a otimizar pontos
- Aceita perder um combate e seguir viagem
- Consegue deixar o jogo montado de um sábado para o outro
Pense duas vezes se…
- Muda de grupo a cada encontro
- Quer fechar a história numa noite só
- Divide a mesa de jantar com quem janta nela
- Precisa de regra clara sem consultar errata
- Só compra jogo novo e lacrado, para já
Dica para a primeira partida
Comece pelo guia de início rápido, mas saiba que ele termina no meio da partida, como aponta Dale Yu, e o Tabletop Games Blog consultou muito o livro de regras na primeira partida: deixe-o por perto. Separe cerca de dez minutos para montar e desmontar a cada sessão e consulte a referência oficial de regras da Red Raven no Rulepop e a errata antes de começar. Dica prática: prefira sessões longas e poucas; quem fica semanas sem jogar esquece por que estava naquela ilha.
Edição nacional e preço
R$ 699,90 na loja oficial da Conclave (resultado de busca)

A edição em português é da Conclave Editora e foi lançada em novembro de 2023, segundo a Ludopedia; a Conclave também vende as expansões Dungeons e Tides of Ruin. O jogo tem muito texto e exige português para quem não lê inglês com folga. Em 31/10/2026, o ComparaJogos não listava oferta do jogo base novo, e a loja oficial da Conclave aparecia na busca com R$ 699,90, sem estoque confirmado; a Meca dos Jogos tinha a edição nacional sem estoque. A idade indicada é 14+.
Expansões e versões
Tides of Ruin acrescenta um segundo atlas, um livro de história, cartas de aventura, inimigos e eventos; Dungeons é outra expansão, a partir de R$ 46,50 no ComparaJogos em 31/10/2026. Distant Skies (2023) é uma continuação independente, oito anos depois, com avião, trechos a pé, elenco menor e acampamentos no lugar dos três atos; ficou entre os três melhores cooperativos do Golden Geek 2023, e a Ludopedia a lista como anunciada pela Conclave para 2026. Primeval Peril (2023) é uma campanha curta para 1 ou 2 pessoas. Não encontramos versão digital oficial.
Se você gosta de Sleeping Gods…
VantageOutro mundo aberto premiado em que cada ação leva a um parágrafo numerado. Vantage recomeça do zero a cada partida e brilha no solo; Sleeping Gods guarda tudo numa campanha de 10 a 20 horas.Ler a resenha →
GloomhavenCampanha longa com combate tático e personagens que evoluem. É mais pesado e mais focado em masmorras; Sleeping Gods troca a grade de batalha por um mar aberto e muito mais leitura.Ler a resenha →- Arkham Horror: The Card GameCooperativo de campanha com história em capítulos e decisões que pesam depois. Tem mais construção de baralho e menos exploração livre: lá o caminho é a história, aqui é o mapa.
Veredito: Sleeping Gods vale a pena?
Recomendado com ressalva: difícil de achar no BrasilSleeping Gods é um livro de aventura que não dá para ler na cama. Ele pede a mesa de jantar, de 10 a 20 horas e a mesma turma toda semana. Em troca, entrega o melhor mar aberto que a gente já viu numa caixa: um atlas em que cada ilha esconde um parágrafo, palavras-chave que lembram o que vocês fizeram e um combate que é quebra-cabeça. Os prêmios de temático e de arte do Golden Geek 2021 não foram por simpatia. O problema é chegar até ele: a edição da Conclave saiu em 2023 e, em 31/10/2026, não aparecia nova no ComparaJogos. Se achar, compre e libere a mesa. Se não achar, a crítica diz que Distant Skies é ainda melhor. Ele também não chegou. Os deuses dormem; a reimpressão, pelo jeito, também.
O mapa é do tamanho de um oceano. A mesa de jantar, infelizmente, não.
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Perguntas frequentes
Vale a pena comprar Sleeping Gods?
Nosso selo: Recomendado com ressalva. Sleeping Gods é um livro de aventura que não dá para ler na cama. Ele pede a mesa de jantar, de 10 a 20 horas e a mesma turma toda semana. Ressalva: difícil de achar no Brasil.
Para quantos jogadores é Sleeping Gods e quanto tempo dura?
Sleeping Gods é para 1 a 4 jogadores, com duração anunciada de 90 minutos por sessão; campanha de 10 a 20 horas. Na nossa avaliação, funciona melhor com: sozinho, 2 jogadores.
Sleeping Gods tem edição em português?
A edição em português é da Conclave Editora e foi lançada em novembro de 2023, segundo a Ludopedia; a Conclave também vende as expansões Dungeons e Tides of Ruin.
Quanto custa Sleeping Gods no Brasil?
Em 31/10/2026, R$ 699,90 na loja oficial da Conclave (resultado de busca) (sem estoque confirmado; nenhuma oferta do jogo novo no ComparaJogos na mesma data).
Para quem é Sleeping Gods?
Para quem sente falta dos livros-jogo e tem uma mesa sobrando; joga sozinho ou sempre com a mesma dupla; prefere descobrir uma ilha a otimizar pontos.
Sleeping Gods ganhou prêmios?
Sim: venceu Golden Geek 2021 (Arte), Golden Geek 2021 (Temático).
Quais jogos são parecidos com Sleeping Gods?
Na resenha comparamos Sleeping Gods com Vantage, Gloomhaven e Arkham Horror: The Card Game. Vantage: Outro mundo aberto premiado em que cada ação leva a um parágrafo numerado.
Fontes (19)
- Red Raven Games – Sleeping Gods ficha, duração, campanha, Tides of Ruin, fotos
- Sleeping Gods – referência oficial de regras (Rulepop) regras, turno, combate, fim de jogo
- Board Game Quest – Sleeping Gods review crítica, espaço na mesa, erratas, fim de rodada
- Meeple Mountain – Sleeping Gods crítica, entradas de história, combate
- Opinionated Gamers – Dale Yu review of Sleeping Gods crítica, sessões, combate, jogadores
- Tabletop Games Blog – Sleeping Gods crítica, palavras-chave, regras, grupo fixo
- Tabletop Gaming – Golden Geek 2021 prêmios de 2021
- BoardGameWire – Golden Geek 2023 prêmio de Distant Skies
- Tabletop Gaming – Sleeping Gods: Distant Skies Distant Skies, diferenças
- Space-Biff! – Sleeping Gods: Distant Skies Distant Skies, diferenças
- BoardMatch – Sleeping Gods nota, avaliações, peso e enquete do BGG
- BoardMatch – Sleeping Gods: Distant Skies dados do BGG de Distant Skies
- BoardMatch – Sleeping Gods: Primeval Peril Primeval Peril
- Ludopedia – Sleeping Gods edição nacional, lançamento
- Ludopedia – Sleeping Gods: Distant Skies Distant Skies no Brasil
- Conclave Editora – Sleeping Gods preço na loja oficial (resultado de busca em 31/10/2026; a página bloqueia acesso automatizado)
- ComparaJogos – Sleeping Gods ofertas no Brasil
- ComparaJogos – Sleeping Gods: Dungeons preço da expansão
- Meca dos Jogos – Sleeping Gods componentes, idioma e estoque da edição nacional (sem estoque em 01/11/2026)
Consulta às fontes em 31/10/2026.

