Resumo em 30 segundos
Destaques
- Concorrência que depende do concorrente
- Seis ações, decisões sem fim
- Duas eras, dois jogos
Atenção
- Fácil de jogar, difícil de explicar
- Duas horas, se tudo correr bem
- Paralisia de análise
1 vitória em prêmios, incluindo Golden Geek 2018 · Estratégia
Para quem: joga eurogame pesado e quer conhecer o que está no topo do ranking; gosta de ganhar usando o que o outro construiu.
Como funciona Brass: Birmingham
Monte indústrias e rotas na Inglaterra da Revolução Industrial e pontue duas vezes, usando o carvão e a cerveja dos rivais.
- 1
Descarte para agir
Faça duas ações no turno, cada uma paga com uma carta da mão: a de local vale para a cidade nomeada, a de indústria vale dentro da sua rede.
- 2
Construa e ligue
Ponha indústrias nas cidades e ligue-as com canais, na primeira era, ou trilhos, na segunda. O carvão só chega por ligação.
- 3
Use o recurso alheio
Carvão, ferro e cerveja de qualquer jogador saem de graça. Quando a última unidade sai, a peça vira e o dono ganha renda.
- 4
Venda com cerveja
Tecelagens, manufaturas e olarias viram ao vender para um mercador conectado, gastando a cerveja indicada na peça.
- 5
Pontue duas vezes
No fim de cada era, ligações e indústrias viradas dão pontos. Depois dos canais, saem as indústrias de nível 1 e todas as ligações.
Ler as regras completas
De 2 a 4 jogadores são empresários nas Midlands inglesas entre 1770 e 1870. O objetivo é ter mais pontos de vitória ao fim de duas eras: a dos canais e a das ferrovias. Dinheiro não vale ponto; serve para construir e só desempata depois da renda.
Cada jogador tem 8 cartas na mão, de local (uma cidade) ou de indústria. No turno, você faz duas ações, e cada uma custa o descarte de uma carta; na primeira rodada do jogo, só uma. As ações são construir indústria, construir ligação (canal ou trilho), desenvolver (tirar peças fracas do seu tabuleiro gastando ferro), vender, pegar empréstimo (£30, com perda de três níveis de renda) e explorar (descartar 3 cartas para pegar dois coringas). Na rodada seguinte, começa quem gastou menos dinheiro.
As indústrias são minas de carvão, siderúrgicas, cervejarias, tecelagens de algodão, manufaturas e olarias. O carvão precisa chegar pela rede de ligações; o ferro não exige conexão; a cerveja da cervejaria de outro jogador exige. Usar o recurso de qualquer jogador é de graça, e quando a última unidade de uma peça é consumida, ela vira, e o dono ganha renda. Tecelagens, manufaturas e olarias viram ao vender para um mercador conectado, gastando cerveja.
No fim da era dos canais, todos pontuam ligações e indústrias viradas; depois saem do tabuleiro todos os canais e as indústrias de nível 1. Na era das ferrovias, um trilho custa £5 e um carvão; dois trilhos na mesma ação custam £15, dois carvões e uma cerveja. Cada era tem 10 rodadas com 2 jogadores, 9 com 3 e 8 com 4.
A partida termina com a pontuação da era das ferrovias: cada ligação vale um ponto por ícone nas cidades vizinhas, e cada indústria virada vale o número impresso nela. Vence quem tiver mais pontos; no empate, decide a maior renda e depois o dinheiro.
Como é jogar Brass: Birmingham
“Os fãs acham que este é o melhor jogo de tabuleiro de estratégia já feito, e tenho de admitir que eles têm certa razão.”
GamesRadar+ (tradução livre)

Vamos ser honestos sobre a primeira hora: alguém vai tentar levar carvão para uma cidade que não está ligada a nada. A Punchboard avisa que a diferença entre rede e conexão é mais difícil de ensinar do que deveria. Depois o clique vem, e o jogo vira outro.
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Um turno típico: você tem uma tecelagem em Birmingham e quer vendê-la a um mercador ligado por canal. Falta cerveja. A cervejaria conectada mais perto é da Ana. Você usa o último barril dela de graça, vende o algodão e sobe a sua renda. A peça da Ana vira, e ela sobe a renda também e ainda marca pontos no fim da era. Você acabou de explorar o mercado e pagou o décimo terceiro da concorrente.
No intervalo, o jogo demole tudo o que era nível 1 e arranca os canais: Revolução Industrial com obra no meio do expediente. E a ordem da rodada premia quem gastou menos. Quem investe joga por último. A gente achou que era um jogo sobre o século 19, mas parece bem atual.
O que funciona muito bem
Concorrência que depende do concorrente
Por quê?Para a Punchboard, o coração do jogo é a competição e a codependência ao mesmo tempo: você disputa espaço com os outros e precisa das ligações, do carvão e da cerveja deles. Cada recurso usado de graça vira renda para o dono, então toda jogada boa é também um presente calculado ao rival.
Seis ações, decisões sem fim
Por quê?São seis ações e cartas que só dizem onde ou o que construir. A Punchboard resume como muita jogabilidade para um conceito tão simples. O What Board Game diz que o manual é simples e muito bom, e que a curva de aprendizado está mais na estratégia do que nas regras.
Duas eras, dois jogos
Por quê?A virada dos canais para as ferrovias tira do tabuleiro as ligações e as indústrias de nível 1 e muda o custo de tudo: trilho pede carvão, trilho duplo pede cerveja. Quem planejou a primeira era pensando na segunda colhe ali. A Zatu, que deu 92%, põe a profundidade estratégica no topo dos pontos fortes.
Rejogabilidade de primeiro lugar
Por quê?O BGG tem o jogo em 1º no ranking, com nota 8,6 em 60.796 avaliações, segundo o boardmatch.app. A Punchboard diz que cada partida parece diferente e revela camadas novas, e a Zatu lista a rejogabilidade entre os três pontos fortes. O mapa é o mesmo; as cartas e os rivais mudam tudo.
Também funciona a dois
Por quê?Com 2 jogadores, as cartas de algumas cidades saem do baralho e cada era ganha 10 rodadas. A Punchboard diz que o jogo funciona bem a dois, porque as áreas fora de uso deixam a disputa concentrada. A enquete do BGG prefere quatro, mas a dupla não é castigo.
Produção caprichada
Por quê?A Zatu elogia a arte coerente com o tema e diz que todos os componentes têm qualidade excepcional. O tabuleiro de Damien Mammoliti e Mr. Cuddington ficou entre os finalistas do Golden Geek de arte de 2018, com Everdell, na disputa vencida por Root, o que para um mapa de olarias e siderúrgicas não é pouco.
Pontos de atenção
Fácil de jogar, difícil de explicar Moderada
Por quê?A Punchboard diz que o conceito é mais difícil de ensinar do que deveria, e a Zatu põe a sensação inicial de regras complicadas no primeiro contra. Na prática, alguém explica o carvão com calma, e no turno seguinte outra pessoa pergunta do carvão. O ferro, que não precisa de ligação, é a pegadinha que sobra.
Duas horas, se tudo correr bem Moderada
Por quê?A Roxley anuncia de 60 a 120 minutos. O What Board Game conta uma noite de cerca de quatro horas, com conversa incluída, em que só deu tempo de Brass, e a Zatu fala em experiência longa e árdua. A caixa calcula a partida. A mesa calcula a partida mais o jogador que está pensando desde o café.
Paralisia de análise Moderada
Por quê?A Zatu lista a paralisia de análise entre os contras, e o What Board Game admite que ela vem mais de não entender a estratégia do que do excesso de opções. Ou seja, o remédio para a demora é jogar mais vezes. Poucos jogos conseguem vender o problema e a cura na mesma caixa.
O tema é carvão e cerveja Moderada
Por quê?A própria Punchboard lista o tema industrial como possível motivo de rejeição. Não há dragão nem bicho fofo: há olarias, siderúrgicas e um mercador em Gloucester. Se a sua mesa precisa de um castelo para se animar, o número 1 do mundo vai parecer uma reunião de compras de insumos.
Montar e guardar Leve
Por quê?A Zatu põe a preparação e o tempo de guardar entre os contras, e a conta da caixa explica: 180 peças de indústria, 56 ligações, 76 cartas, cubos de carvão e ferro e barris de cerveja para separar por jogador. Um organizador de caixa ajuda, e é vendido à parte.
A Deluxe virou a única porta Moderada
Por quê?Em 01/11/2026, as ofertas novas identificadas no ComparaJogos eram da Edição Deluxe, a partir de R$ 836,91 no Pix, além de uma cópia avariada por R$ 743,91. A Roxley vende a versão comum por US$ 79,98. As fichas de cerâmica são lindas. A gente só gostaria de ter tido a opção de não pagar por elas.
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Para quem é
Perfil do jogo
Com quantos jogar
- 2 jogadores (Bom): Funciona bem, segundo a Punchboard: algumas cidades saem do baralho e cada era tem 10 rodadas, o que mantém a disputa concentrada.
- 3 jogadores (Bom): Usa quase todo o mapa e tem 9 rodadas por era. A avaliação da crítica para três não foi confirmada nas fontes consultadas.
- 4 jogadores (Ótimo): A melhor contagem na enquete do BGG, com 757 votos de melhor, segundo o boardmatch.app. Mapa completo, 8 rodadas por era e a maior disputa por cerveja.
É para você se…
- Joga eurogame pesado e quer conhecer o que está no topo do ranking
- Gosta de ganhar usando o que o outro construiu
- Tem um grupo fixo disposto a uma segunda e uma terceira partida
- Acha logística de carvão mais emocionante que dragão
- Joga a dois e a quatro com a mesma frequência
Pense duas vezes se…
- Precisa de fantasia ou bichos na caixa para se animar
- Tem uma hora livre e amigos que nunca jogaram eurogame
- Sofre ao ver o rival lucrar com a sua jogada
- Não pretende passar de R$ 800 num jogo
- Explica regras em cinco minutos ou desiste
Dica para a primeira partida
Reserve a tarde: a Roxley anuncia até 120 minutos, e o What Board Game relata cerca de quatro horas na estreia, com conversa incluída. Antes do primeiro turno, mostre no tabuleiro montado a diferença entre carvão, que precisa de ligação, e ferro, que não precisa: é o ponto que a Punchboard aponta como o mais difícil de ensinar. Avise também que dinheiro não vale ponto e que, na virada de era, saem os canais e as indústrias de nível 1. Avisado antes, é regra; avisado no intervalo, é briga.
Edição nacional e preço
a partir de R$ 836,91 no Pix

A edição em português é da Conclave Editora: a versão padrão chegou em setembro de 2019 e a Deluxe, com fichas de dinheiro de cerâmica, em setembro de 2021, segundo a Ludopedia. O ComparaJogos classifica o jogo como sem dependência de idioma. Em 01/11/2026, ele listava 6 ofertas novas, de R$ 743,91 (cópia avariada) a R$ 969,03 no Pix, identificadas como Deluxe ou sem edição informada, e uma usada por R$ 679. A edição padrão nova não apareceu nas ofertas.
Expansões e versões
Brass: Birmingham é a continuação de Brass: Lancashire, a nova edição do Brass de 2007, e as duas saíram da mesma campanha da Roxley em 2017. Há a Edição Deluxe, com fichas de cerâmica, e a sequência Brass: Pittsburgh, que arrecadou mais de US$ 9,1 milhões no Gamefound em 2026. A versão digital, da Cublo com a Phalanx, saiu na Steam em dezembro de 2021, sem português, e em 01/11/2026 não estava mais à venda lá.
Se você gosta de Brass: Birmingham…
CarnegieOutro eurogame pesado de indústria e rotas no mapa, mas centrado na engrenagem da sua própria empresa. Menos dependência dos rivais que em Brass e mais planejamento solitário.Ler a resenha →
Ark NovaTambém mora no topo do BGG e também pede duas horas ou mais, só que a interação é indireta. Quem prefere montar o próprio zoológico a disputar a cerveja do vizinho fica melhor lá.Ler a resenha →
Great Western TrailUma estrada que todos percorrem e entregas para pontuar: a mesma sensação de construir algo que os outros vão atravessar, com gado no lugar do carvão.Ler a resenha →
Veredito: Brass: Birmingham vale a pena?
Recomendado com ressalva: preço acima de R$ 800Brass: Birmingham é o capitalismo como ele nunca foi: explorar o concorrente deixa o concorrente mais rico. E é exatamente por isso que o número 1 do BGG merece o posto. Seis ações, cartas que só dizem onde construir, e cada barril de cerveja alheia que você usa é renda que você entrega. O Golden Geek de estratégia de 2018 foi justo. O que pesa: a explicação trava no carvão, a partida passa de duas horas e, em 01/11/2026, a cópia nova sem avaria começava em R$ 836,91, só na Edição Deluxe. Com grupo fixo e paciência para a segunda partida, compre. Só não chame ninguém dizendo que é um jogo de trem.
O número 1 do mundo é um mercado em que cada favor que você pega vira lucro do concorrente.
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Perguntas frequentes
Vale a pena comprar Brass: Birmingham?
Nosso selo: Recomendado com ressalva. Brass: Birmingham é o capitalismo como ele nunca foi: explorar o concorrente deixa o concorrente mais rico. E é exatamente por isso que o número 1 do BGG merece o posto. Ressalva: preço acima de R$ 800.
Para quantos jogadores é Brass: Birmingham e quanto tempo dura?
Brass: Birmingham é para 2 a 4 jogadores, com duração anunciada de 60 a 120 minutos (Roxley). Na nossa avaliação, funciona melhor com: 4 jogadores.
Brass: Birmingham tem edição em português?
A edição em português é da Conclave Editora: a versão padrão chegou em setembro de 2019 e a Deluxe, com fichas de dinheiro de cerâmica, em setembro de 2021, segundo a Ludopedia.
Quanto custa Brass: Birmingham no Brasil?
Em 01/11/2026, a partir de R$ 836,91 no Pix (menor preço de exemplar novo sem avaria no ComparaJogos, na Edição Deluxe; cópia avariada por R$ 743,91 e usada por R$ 679. A loja da Conclave não abriu para consulta.).
Para quem é Brass: Birmingham?
Para quem joga eurogame pesado e quer conhecer o que está no topo do ranking; gosta de ganhar usando o que o outro construiu; tem um grupo fixo disposto a uma segunda e uma terceira partida.
Brass: Birmingham ganhou prêmios?
Sim: venceu Golden Geek 2018 (Estratégia).
Quais jogos são parecidos com Brass: Birmingham?
Na resenha comparamos Brass: Birmingham com Carnegie, Ark Nova e Great Western Trail. Carnegie: Outro eurogame pesado de indústria e rotas no mapa, mas centrado na engrenagem da sua própria empresa.
Fontes (16)
- Roxley Games – Brass: Birmingham (fotos oficiais) ficha, componentes, duração, idade, preço nos EUA, fotos
- Brass: Birmingham – resumo de regras regras, ações, eras, pontuação
- Brettspielbox – 13th Annual Golden Geek Awards Winners 2018 prêmios
- LiveWire Calgary – Roxley nos Golden Geek Awards prêmios
- boardmatch.app – Brass: Birmingham nota, avaliações, peso, ranking e enquete do BGG
- BoardGameWire – Brass: Birmingham ganha sequência 1º lugar no BGG, campanha de 2017
- BoardGameWire – Gavan Brown e Brass: Pittsburgh sequência, financiamento
- Wikipedia – Brass (board game) histórico, Lancashire, prêmios
- Punchboard – Brass: Birmingham review crítica, ensino, interação, dois jogadores, tema
- Zatu – Brass: Birmingham review crítica, nota 92%, prós e contras
- What Board Game – Brass: Birmingham review crítica, duração, paralisia de análise
- GamesRadar+ – Brass: Birmingham review citação
- Tábula Quadrada – Tabulaview #34 edição da Conclave, crítica nacional
- Ludopedia – Brass: Birmingham edição nacional, nota (via busca)
- ComparaJogos – Brass: Birmingham preço no Brasil, idioma
- Steam – Brass: Birmingham versão digital, idiomas
Consulta às fontes em 01/11/2026.

