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Brass: Birmingham: mesa montada vista de cima
Imagem: Roxley Games

Brass: Birmingham

Nota BGG

2018 · Martin Wallace, Gavan Brown e Matt Tolman

Melhor para: estrategistas

O número 1 do mundo é um mercado em que cada favor que você pega vira lucro do concorrente.

Recomendado com ressalva: preço acima de R$ 800

  • 2–4Jogadores
  • 60–120 minDuração
  • 14+Idade
  • 3,9 / 5Peso BGG

Brass: Birmingham é um eurogame de economia na Revolução Industrial inglesa, de Martin Wallace, Gavan Brown e Matt Tolman, que venceu o Golden Geek de estratégia de 2018 e hoje é o número 1 do BoardGameGeek. A gente entende o posto. É o único mercado em que usar o carvão do concorrente de graça deixa o concorrente mais rico. Para quem aguenta duas horas de planilha a vapor, é obrigatório. Para quem esperava um jogo de trem, é uma aula de logística.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 16 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Concorrência que depende do concorrente
  • Seis ações, decisões sem fim
  • Duas eras, dois jogos

Atenção

  • Fácil de jogar, difícil de explicar
  • Duas horas, se tudo correr bem
  • Paralisia de análise
Peso BGG3,9/5
a partir de R$ 836,91 no Pix · consulta em 01/11/2026

1 vitória em prêmios, incluindo Golden Geek 2018 · Estratégia

Para quem: joga eurogame pesado e quer conhecer o que está no topo do ranking; gosta de ganhar usando o que o outro construiu.

Como funciona Brass: Birmingham

Monte indústrias e rotas na Inglaterra da Revolução Industrial e pontue duas vezes, usando o carvão e a cerveja dos rivais.

  1. 1

    Descarte para agir

    Faça duas ações no turno, cada uma paga com uma carta da mão: a de local vale para a cidade nomeada, a de indústria vale dentro da sua rede.

  2. 2

    Construa e ligue

    Ponha indústrias nas cidades e ligue-as com canais, na primeira era, ou trilhos, na segunda. O carvão só chega por ligação.

  3. 3

    Use o recurso alheio

    Carvão, ferro e cerveja de qualquer jogador saem de graça. Quando a última unidade sai, a peça vira e o dono ganha renda.

  4. 4

    Venda com cerveja

    Tecelagens, manufaturas e olarias viram ao vender para um mercador conectado, gastando a cerveja indicada na peça.

  5. 5

    Pontue duas vezes

    No fim de cada era, ligações e indústrias viradas dão pontos. Depois dos canais, saem as indústrias de nível 1 e todas as ligações.

Ler as regras completas

De 2 a 4 jogadores são empresários nas Midlands inglesas entre 1770 e 1870. O objetivo é ter mais pontos de vitória ao fim de duas eras: a dos canais e a das ferrovias. Dinheiro não vale ponto; serve para construir e só desempata depois da renda.

Cada jogador tem 8 cartas na mão, de local (uma cidade) ou de indústria. No turno, você faz duas ações, e cada uma custa o descarte de uma carta; na primeira rodada do jogo, só uma. As ações são construir indústria, construir ligação (canal ou trilho), desenvolver (tirar peças fracas do seu tabuleiro gastando ferro), vender, pegar empréstimo (£30, com perda de três níveis de renda) e explorar (descartar 3 cartas para pegar dois coringas). Na rodada seguinte, começa quem gastou menos dinheiro.

As indústrias são minas de carvão, siderúrgicas, cervejarias, tecelagens de algodão, manufaturas e olarias. O carvão precisa chegar pela rede de ligações; o ferro não exige conexão; a cerveja da cervejaria de outro jogador exige. Usar o recurso de qualquer jogador é de graça, e quando a última unidade de uma peça é consumida, ela vira, e o dono ganha renda. Tecelagens, manufaturas e olarias viram ao vender para um mercador conectado, gastando cerveja.

No fim da era dos canais, todos pontuam ligações e indústrias viradas; depois saem do tabuleiro todos os canais e as indústrias de nível 1. Na era das ferrovias, um trilho custa £5 e um carvão; dois trilhos na mesma ação custam £15, dois carvões e uma cerveja. Cada era tem 10 rodadas com 2 jogadores, 9 com 3 e 8 com 4.

A partida termina com a pontuação da era das ferrovias: cada ligação vale um ponto por ícone nas cidades vizinhas, e cada indústria virada vale o número impresso nela. Vence quem tiver mais pontos; no empate, decide a maior renda e depois o dinheiro.

Como é jogar Brass: Birmingham

“Os fãs acham que este é o melhor jogo de tabuleiro de estratégia já feito, e tenho de admitir que eles têm certa razão.”

GamesRadar+ (tradução livre)
Brass: Birmingham: cartas e componentes
Imagem: Roxley Games

Vamos ser honestos sobre a primeira hora: alguém vai tentar levar carvão para uma cidade que não está ligada a nada. A Punchboard avisa que a diferença entre rede e conexão é mais difícil de ensinar do que deveria. Depois o clique vem, e o jogo vira outro.

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Um turno típico: você tem uma tecelagem em Birmingham e quer vendê-la a um mercador ligado por canal. Falta cerveja. A cervejaria conectada mais perto é da Ana. Você usa o último barril dela de graça, vende o algodão e sobe a sua renda. A peça da Ana vira, e ela sobe a renda também e ainda marca pontos no fim da era. Você acabou de explorar o mercado e pagou o décimo terceiro da concorrente.

No intervalo, o jogo demole tudo o que era nível 1 e arranca os canais: Revolução Industrial com obra no meio do expediente. E a ordem da rodada premia quem gastou menos. Quem investe joga por último. A gente achou que era um jogo sobre o século 19, mas parece bem atual.

O que funciona muito bem

  • Concorrência que depende do concorrente

    Por quê?

    Para a Punchboard, o coração do jogo é a competição e a codependência ao mesmo tempo: você disputa espaço com os outros e precisa das ligações, do carvão e da cerveja deles. Cada recurso usado de graça vira renda para o dono, então toda jogada boa é também um presente calculado ao rival.

  • Seis ações, decisões sem fim

    Por quê?

    São seis ações e cartas que só dizem onde ou o que construir. A Punchboard resume como muita jogabilidade para um conceito tão simples. O What Board Game diz que o manual é simples e muito bom, e que a curva de aprendizado está mais na estratégia do que nas regras.

  • Duas eras, dois jogos

    Por quê?

    A virada dos canais para as ferrovias tira do tabuleiro as ligações e as indústrias de nível 1 e muda o custo de tudo: trilho pede carvão, trilho duplo pede cerveja. Quem planejou a primeira era pensando na segunda colhe ali. A Zatu, que deu 92%, põe a profundidade estratégica no topo dos pontos fortes.

  • Rejogabilidade de primeiro lugar

    Por quê?

    O BGG tem o jogo em 1º no ranking, com nota 8,6 em 60.796 avaliações, segundo o boardmatch.app. A Punchboard diz que cada partida parece diferente e revela camadas novas, e a Zatu lista a rejogabilidade entre os três pontos fortes. O mapa é o mesmo; as cartas e os rivais mudam tudo.

  • Também funciona a dois

    Por quê?

    Com 2 jogadores, as cartas de algumas cidades saem do baralho e cada era ganha 10 rodadas. A Punchboard diz que o jogo funciona bem a dois, porque as áreas fora de uso deixam a disputa concentrada. A enquete do BGG prefere quatro, mas a dupla não é castigo.

  • Produção caprichada

    Por quê?

    A Zatu elogia a arte coerente com o tema e diz que todos os componentes têm qualidade excepcional. O tabuleiro de Damien Mammoliti e Mr. Cuddington ficou entre os finalistas do Golden Geek de arte de 2018, com Everdell, na disputa vencida por Root, o que para um mapa de olarias e siderúrgicas não é pouco.

Pontos de atenção

  • Fácil de jogar, difícil de explicar Moderada

    Por quê?

    A Punchboard diz que o conceito é mais difícil de ensinar do que deveria, e a Zatu põe a sensação inicial de regras complicadas no primeiro contra. Na prática, alguém explica o carvão com calma, e no turno seguinte outra pessoa pergunta do carvão. O ferro, que não precisa de ligação, é a pegadinha que sobra.

  • Duas horas, se tudo correr bem Moderada

    Por quê?

    A Roxley anuncia de 60 a 120 minutos. O What Board Game conta uma noite de cerca de quatro horas, com conversa incluída, em que só deu tempo de Brass, e a Zatu fala em experiência longa e árdua. A caixa calcula a partida. A mesa calcula a partida mais o jogador que está pensando desde o café.

  • Paralisia de análise Moderada

    Por quê?

    A Zatu lista a paralisia de análise entre os contras, e o What Board Game admite que ela vem mais de não entender a estratégia do que do excesso de opções. Ou seja, o remédio para a demora é jogar mais vezes. Poucos jogos conseguem vender o problema e a cura na mesma caixa.

  • O tema é carvão e cerveja Moderada

    Por quê?

    A própria Punchboard lista o tema industrial como possível motivo de rejeição. Não há dragão nem bicho fofo: há olarias, siderúrgicas e um mercador em Gloucester. Se a sua mesa precisa de um castelo para se animar, o número 1 do mundo vai parecer uma reunião de compras de insumos.

  • Montar e guardar Leve

    Por quê?

    A Zatu põe a preparação e o tempo de guardar entre os contras, e a conta da caixa explica: 180 peças de indústria, 56 ligações, 76 cartas, cubos de carvão e ferro e barris de cerveja para separar por jogador. Um organizador de caixa ajuda, e é vendido à parte.

  • A Deluxe virou a única porta Moderada

    Por quê?

    Em 01/11/2026, as ofertas novas identificadas no ComparaJogos eram da Edição Deluxe, a partir de R$ 836,91 no Pix, além de uma cópia avariada por R$ 743,91. A Roxley vende a versão comum por US$ 79,98. As fichas de cerâmica são lindas. A gente só gostaria de ter tido a opção de não pagar por elas.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Profundidade estratégica5
  • Interação entre jogadores4
  • Facilidade de ensinar1
  • Componentes e visual4
  • Partida curta2
  • Rejogabilidade5

Com quantos jogar

  • 2 jogadores (Bom): Funciona bem, segundo a Punchboard: algumas cidades saem do baralho e cada era tem 10 rodadas, o que mantém a disputa concentrada.
  • 3 jogadores (Bom): Usa quase todo o mapa e tem 9 rodadas por era. A avaliação da crítica para três não foi confirmada nas fontes consultadas.
  • 4 jogadores (Ótimo): A melhor contagem na enquete do BGG, com 757 votos de melhor, segundo o boardmatch.app. Mapa completo, 8 rodadas por era e a maior disputa por cerveja.

É para você se…

  • Joga eurogame pesado e quer conhecer o que está no topo do ranking
  • Gosta de ganhar usando o que o outro construiu
  • Tem um grupo fixo disposto a uma segunda e uma terceira partida
  • Acha logística de carvão mais emocionante que dragão
  • Joga a dois e a quatro com a mesma frequência

Pense duas vezes se…

  • Precisa de fantasia ou bichos na caixa para se animar
  • Tem uma hora livre e amigos que nunca jogaram eurogame
  • Sofre ao ver o rival lucrar com a sua jogada
  • Não pretende passar de R$ 800 num jogo
  • Explica regras em cinco minutos ou desiste
Dica para a primeira partida

Reserve a tarde: a Roxley anuncia até 120 minutos, e o What Board Game relata cerca de quatro horas na estreia, com conversa incluída. Antes do primeiro turno, mostre no tabuleiro montado a diferença entre carvão, que precisa de ligação, e ferro, que não precisa: é o ponto que a Punchboard aponta como o mais difícil de ensinar. Avise também que dinheiro não vale ponto e que, na virada de era, saem os canais e as indústrias de nível 1. Avisado antes, é regra; avisado no intervalo, é briga.

Edição nacional e preço

a partir de R$ 836,91 no Pix

Lojas consultadas em 01/11/2026 · menor preço de exemplar novo sem avaria no ComparaJogos, na Edição Deluxe; cópia avariada por R$ 743,91 e usada por R$ 679. A loja da Conclave não abriu para consulta.

Brass: Birmingham: caixa do jogo
Imagem: Roxley Games

A edição em português é da Conclave Editora: a versão padrão chegou em setembro de 2019 e a Deluxe, com fichas de dinheiro de cerâmica, em setembro de 2021, segundo a Ludopedia. O ComparaJogos classifica o jogo como sem dependência de idioma. Em 01/11/2026, ele listava 6 ofertas novas, de R$ 743,91 (cópia avariada) a R$ 969,03 no Pix, identificadas como Deluxe ou sem edição informada, e uma usada por R$ 679. A edição padrão nova não apareceu nas ofertas.

Expansões e versões

Brass: Birmingham é a continuação de Brass: Lancashire, a nova edição do Brass de 2007, e as duas saíram da mesma campanha da Roxley em 2017. Há a Edição Deluxe, com fichas de cerâmica, e a sequência Brass: Pittsburgh, que arrecadou mais de US$ 9,1 milhões no Gamefound em 2026. A versão digital, da Cublo com a Phalanx, saiu na Steam em dezembro de 2021, sem português, e em 01/11/2026 não estava mais à venda lá.

Se você gosta de Brass: Birmingham…

Veredito: Brass: Birmingham vale a pena?

Recomendado com ressalva: preço acima de R$ 800

Brass: Birmingham é o capitalismo como ele nunca foi: explorar o concorrente deixa o concorrente mais rico. E é exatamente por isso que o número 1 do BGG merece o posto. Seis ações, cartas que só dizem onde construir, e cada barril de cerveja alheia que você usa é renda que você entrega. O Golden Geek de estratégia de 2018 foi justo. O que pesa: a explicação trava no carvão, a partida passa de duas horas e, em 01/11/2026, a cópia nova sem avaria começava em R$ 836,91, só na Edição Deluxe. Com grupo fixo e paciência para a segunda partida, compre. Só não chame ninguém dizendo que é um jogo de trem.

O número 1 do mundo é um mercado em que cada favor que você pega vira lucro do concorrente.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Brass: Birmingham?

    Nosso selo: Recomendado com ressalva. Brass: Birmingham é o capitalismo como ele nunca foi: explorar o concorrente deixa o concorrente mais rico. E é exatamente por isso que o número 1 do BGG merece o posto. Ressalva: preço acima de R$ 800.

    Para quantos jogadores é Brass: Birmingham e quanto tempo dura?

    Brass: Birmingham é para 2 a 4 jogadores, com duração anunciada de 60 a 120 minutos (Roxley). Na nossa avaliação, funciona melhor com: 4 jogadores.

    Brass: Birmingham tem edição em português?

    A edição em português é da Conclave Editora: a versão padrão chegou em setembro de 2019 e a Deluxe, com fichas de dinheiro de cerâmica, em setembro de 2021, segundo a Ludopedia.

    Quanto custa Brass: Birmingham no Brasil?

    Em 01/11/2026, a partir de R$ 836,91 no Pix (menor preço de exemplar novo sem avaria no ComparaJogos, na Edição Deluxe; cópia avariada por R$ 743,91 e usada por R$ 679. A loja da Conclave não abriu para consulta.).

    Para quem é Brass: Birmingham?

    Para quem joga eurogame pesado e quer conhecer o que está no topo do ranking; gosta de ganhar usando o que o outro construiu; tem um grupo fixo disposto a uma segunda e uma terceira partida.

    Brass: Birmingham ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2018 (Estratégia).

    Quais jogos são parecidos com Brass: Birmingham?

    Na resenha comparamos Brass: Birmingham com Carnegie, Ark Nova e Great Western Trail. Carnegie: Outro eurogame pesado de indústria e rotas no mapa, mas centrado na engrenagem da sua própria empresa.

    Fontes (16)

    Consulta às fontes em 01/11/2026.

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