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Vantage: mesa montada vista de cima
Imagem: Stonemaier Games

Vantage

Nota BGG

2025 · Jamey Stegmaier

Melhor para: jogar sozinho

Não é um jogo ruim. É um ótimo jogo solo com cinco cadeiras sobrando.

Recomendado com ressalva: só de 1 a 3 jogadores

  • 1–6Jogadores
  • 120–180 minDuração
  • 14+Idade
  • 2,3 / 5Peso BGG

Vantage é a obra de oito anos de Jamey Stegmaier, o autor de Scythe: um cooperativo de mundo aberto com quase 800 locais, num planeta desconhecido. Venceu o Golden Geek de mais inovador. E é inovador mesmo. Ninguém tinha feito um cooperativo em que os jogadores quase não cooperam. Isso não é uma crítica. Bom, é um pouco. Custa perto de R$ 900, e não, isso não é piada.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 14 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Você nunca falha
  • Um mundo de verdade aberto
  • Solo que não pede robô

Atenção

  • Cooperativo, tecnicamente
  • Até seis jogadores, diz a caixa
  • A terceira hora
Peso BGG2,3/5
a partir de R$ 873,63 · consulta em 29/10/2026

3 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2025 · Inovação

Para quem: joga sozinho e quer um planeta inteiro só para si; prefere descobrir a vencer.

Como funciona Vantage

Explore um planeta carta a carta, sempre conseguindo o que tenta, mas pagando caro por isso.

  1. 1

    Escolha onde agir

    Use uma ação do local onde você está, a ação de uma carta sua ou parta numa das quatro direções do mapa.

  2. 2

    Leia só o custo

    O número da ação leva a um parágrafo do livro de história. Você vê quanto vai custar, mas ainda não o que acontece.

  3. 3

    Role e encaixe

    Role dados de desafio conforme o custo e encaixe cada um nas cartas da sua grade. Fichas de habilidade baratearam antes.

  4. 4

    Pague o preço

    Dado que não coube tira tempo, moral ou vida. A ação sempre dá certo: o que muda é quanto ela custou.

  5. 5

    Siga a história

    Leia o resultado, ganhe itens ou pessoas e decida com o grupo se vale perseguir a missão, um destino ou os dois.

Ler as regras completas

Os jogadores estavam numa nave que caiu num planeta desconhecido, e cada um acorda num ponto diferente do mapa, longe dos outros. Não há tabuleiro de mapa: cada lugar é uma carta numerada, e só quem está nela pode ver a ilustração. O resto da mesa ouve a descrição.

No seu turno, você escolhe uma ação: uma das ações do local onde está, a ação de uma carta que tem ou partir numa direção. O número da ação manda para um parágrafo num dos oito livros de história, onde você lê o custo, mas não o resultado.

A regra central é que toda ação dá certo. O desafio é o preço. Você rola dados de desafio conforme o custo e encaixa cada dado nos espaços das cartas da sua grade 3x3. Dado que não cabe vira perda de tempo, moral ou vida. Fichas de habilidade, suas ou doadas por outros jogadores, reduzem o custo antes da rolagem.

Depois de pagar, você lê o resultado: um item, uma pessoa, um ferimento, uma nova direção ou um 'continue', que dá mais uma ação. Cada local só pode ser usado uma vez, então andar é obrigatório. Quem está no mesmo lugar pode trocar itens e mostrar a carta; quem está longe ajuda doando fichas ou pondo dados nas cartas do outro, com permissão.

O grupo tem uma missão em comum por partida e pode descobrir destinos pelo caminho. Cumprir a missão permite encerrar ou seguir atrás de um destino; cumprir os dois é a vitória épica. A partida também acaba se o tempo, a moral ou a vida de alguém chegar a zero duas vezes. Não é campanha: cada partida começa do zero.

Como é jogar Vantage

“Vantage é um triunfo.”

Meeple Mountain (tradução livre)
Vantage: partida em andamento
Imagem: Stonemaier Games

Vamos ser honestos: a primeira hora é maravilhosa. Você sobe uma encosta, encontra uma criatura e o jogo garante que tudo o que você tenta dá certo. É a única coisa na sua vida que funciona assim. Aproveite.

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Depois, a parte que ninguém coloca na caixa. Cada jogador está num canto do planeta e a regra proíbe mostrar a carta, então o Carlos descreve uma ilustração que ninguém vê. Ele não é bom nisso. Ninguém é. Ele fala de um cogumelo há quatro minutos. Você poderia estar fazendo qualquer coisa. Mas você pagou R$ 900, então você escuta o cogumelo. A Board Game Quest recomenda de 1 a 3 jogadores, e a Meeple Mountain, 2 ou no máximo 3. Não porque odeiam amigos. Porque já jogaram com eles.

O que funciona muito bem

  • Você nunca falha

    Por quê?

    É a melhor ideia do jogo. Toda ação acontece; os dados só decidem quanto ela custa em tempo, moral e vida. A Board Game Quest destaca isso como a grande virada: acaba a frustração de perder o turno numa rolagem ruim, e cada decisão passa a ser sobre o preço que você aceita pagar.

  • Um mundo de verdade aberto

    Por quê?

    Quase 800 locais ligados entre si e mais de 900 cartas a descobrir. A AV Club admite não ter visto nem um quarto do conteúdo, e a Board Game Quest elogia a rejogabilidade: cada partida começa num ponto diferente, com missão diferente, e o planeta muda de cara.

  • Solo que não pede robô

    Por quê?

    Sem Automa nem regra extra: você controla o seu personagem e o jogo flui sem esperar ninguém. Não por acaso venceu o Golden Geek de melhor solo, e Dale Y., do Opinionated Gamers, diz que o solo flui sem esforço e que com mais gente a espera pesa.

  • Narrativa que deixa espaço

    Por quê?

    Os parágrafos são curtos e evocativos, e a imaginação completa o resto. A Meeple Mountain elogia exatamente essa economia: o jogo sugere em vez de narrar tudo, e a história que você conta depois é sua, não do livro.

  • Preparação de dois minutos

    Por quê?

    Para uma caixa desse tamanho, montar a mesa é quase instantâneo: cada um pega um personagem e uma carta de local, e o resto fica nos livros. A Stonemaier anuncia dois minutos de preparação, e é dos raros números de marketing que não precisam de asterisco.

  • Produção caprichada

    Por quê?

    As ilustrações em primeira pessoa de Valentina Filić, Sören Meding e Emilien Rotival são a vitrine do jogo. O Tabletop Games Blog, que não gostou do resto, elogia a produção e as conversas que essa perspectiva provoca na mesa.

Pontos de atenção

  • Cooperativo, tecnicamente Grave

    Por quê?

    Vocês estão no mesmo time. Vocês só não estão no mesmo lugar, na mesma conversa nem, às vezes, no mesmo jogo. O Tabletop Games Blog chama de paciência multijogador, e Ben B., do Opinionated Gamers, concorda. E olha, a gente gosta de paciência. Só não sabia que dava para jogar em seis.

  • Até seis jogadores, diz a caixa Grave

    Por quê?

    A caixa diz seis. A crítica diz três. Alguém está mentindo, e não é a crítica. A Board Game Quest não passa de três, e a Meeple Mountain conta que a partida com quatro foi a primeira e a última. A gente não está dizendo que a caixa mente. Está dizendo que a caixa é otimista. Como um anúncio de apartamento.

  • A terceira hora Moderada

    Por quê?

    Para o Tabletop Games Blog, o encanto vai sumindo ao longo da partida. A Punchboard diz que o jogo para para cheirar as flores quando quer. É lindo. É poético. São onze e meia da noite e você trabalha amanhã.

  • Peso médio, segundo quem Moderada

    Por quê?

    O BGG diz peso médio. A AV Club diz que há termos, peças e restrições demais, e o Tabletop Games Blog achou o livro de regras confuso. Os dois podem estar certos. O jogo é médio. O manual é que fez musculação.

  • Começa do zero, sempre Moderada

    Por quê?

    Não é campanha: tudo o que você conquistou some quando a caixa fecha, como aponta a CO-OP Gestalt. Oito livros, quase 800 locais e nenhuma memória. É como um peixinho dourado, só que ocupa a estante inteira.

  • Quase R$ 900 Moderada

    Por quê?

    Em 29/10/2026, o menor preço em lojas brasileiras era R$ 873,63 no Pix, segundo o ComparaJogos. Lá fora, US$ 90. A crítica recomenda testar antes de comprar. A gente também recomenda. Não porque o jogo é ruim. Porque é caro.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Sensação de descoberta5
  • Componentes e arte5
  • Modo solo4
  • Facilidade de ensinar3
  • Partida curta1
  • Interação entre jogadores2

Com quantos jogar

  • Sozinho (Ótimo): O melhor jeito de jogar: sem espera, no seu ritmo, e premiado como melhor solo no Golden Geek 2025.
  • 2 ou 3 jogadores (Ótimo): Ponto ideal para a Board Game Quest e a Meeple Mountain: ainda dá para combinar estratégias sem esperar demais.
  • 4 a 6 jogadores (Fraco): A crítica desaconselha: a espera entre turnos cresce e a partida arrasta.

É para você se…

  • Joga sozinho e quer um planeta inteiro só para si
  • Prefere descobrir a vencer
  • Não precisa de meta clara para ser feliz
  • Lê bem e sente falta dos livros-jogo
  • Joga em dupla com alguém que escuta

Pense duas vezes se…

  • Joga cooperativo para discutir com os amigos
  • Reúne quatro ou mais pessoas toda semana
  • Precisa saber o que está otimizando
  • Quer que algo fique para a próxima partida
  • Tem um amigo que descreve cogumelos
Dica para a primeira partida

Separe três horas para a primeira partida, como relatou a Board Game Quest, e siga a sugestão do próprio livro de regras: ignore a missão e só explore. Use a referência de regras online da Stonemaier para tirar dúvidas no meio do caminho. Na estreia, jogue no máximo em três pessoas; com mais, a primeira impressão vai ser de espera, não de descoberta.

Edição nacional e preço

a partir de R$ 873,63

Lojas consultadas em 29/10/2026 · menor preço no Pix em lojas brasileiras, segundo o ComparaJogos

Vantage: caixa do jogo
Imagem: Stonemaier Games

A edição em português é da Asmodee (Galápagos) e chegou às lojas em outubro de 2026. Em 29/10/2026, o ComparaJogos listava 13 ofertas, a menor por R$ 873,63 no Pix. O jogo tem muito texto e exige português: a versão em inglês só serve para quem lê com folga, já que a história inteira está nos livros.

Expansões e versões

Não há expansões, e a Stonemaier diz que não pretende lançar nenhuma. Há acessórios vendidos à parte, como moedas de metal e fichas de madeira, e uma referência oficial de regras online, com os livros de história. O jogo não depende de aplicativo.

Se você gosta de Vantage…

Veredito: Vantage vale a pena?

Recomendado com ressalva: só de 1 a 3 jogadores

Olha, a gente não vai fingir que Vantage é ruim. Não é. Sozinho, é o melhor jogo solo do ano, e não somos nós que dizemos, é o Golden Geek. A ação que nunca falha é a ideia mais esperta que alguém teve num tabuleiro em muito tempo. Stegmaier passou oito anos nisso, e dá para ver. O problema é que ele passou oito anos fazendo um jogo maravilhoso para uma pessoa e depois imprimiu seis na caixa. Em grupo, vira reunião de condomínio: você paga quase R$ 900 para ouvir amigos lerem parágrafos. Você já faz isso de graça no grupo da família. Compre se joga sozinho. Se joga em seis, compre outro jogo. Ou outros amigos.

Não é um jogo ruim. É um ótimo jogo solo com cinco cadeiras sobrando.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Vantage?

    Nosso selo: Recomendado com ressalva. Olha, a gente não vai fingir que Vantage é ruim. Não é. Ressalva: só de 1 a 3 jogadores.

    Para quantos jogadores é Vantage e quanto tempo dura?

    Vantage é para 1 a 6 jogadores, com duração anunciada de 120 a 180 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: sozinho, 2 ou 3 jogadores.

    Vantage tem edição em português?

    A edição em português é da Asmodee (Galápagos) e chegou às lojas em outubro de 2026.

    Quanto custa Vantage no Brasil?

    Em 29/10/2026, a partir de R$ 873,63 (menor preço no Pix em lojas brasileiras, segundo o ComparaJogos).

    Para quem é Vantage?

    Para quem joga sozinho e quer um planeta inteiro só para si; prefere descobrir a vencer; não precisa de meta clara para ser feliz.

    Vantage ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2025 (Inovação), Golden Geek 2025 (Solo), Dice Tower Awards 2025 (Mais inovador).

    Quais jogos são parecidos com Vantage?

    Na resenha comparamos Vantage com Scythe, O Senhor dos Anéis: Sina da Sociedade e Gloomhaven. Scythe: Do mesmo autor e com a mesma ambição de mundo, mas competitivo, com mapa à vista e disputa direta.

    Fontes (14)

    Consulta às fontes em 29/10/2026.

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