Resumo em 30 segundos
Destaques
- Assimetria bem equilibrada
- Arte e produção
- A ameaça vale mais que a luta
Atenção
- Não é jogo de guerra
- Primeiras partidas lentas
- Encontros com sorte
6 vitórias em prêmios, incluindo As d'Or 2017 · Jeu de l’Année Expert
Para quem: gosta de eurogames de economia com interação; joga com 3 a 5 pessoas ou sozinho.
Como funciona Scythe
Escolha uma seção do tabuleiro, faça a ação de cima e pague a de baixo.
- 1
Escolha a seção
Na sua vez, mova o peão para uma das quatro seções do seu tabuleiro, sempre diferente da escolhida no turno anterior.
- 2
Ação de cima
Mova unidades, produza recursos, negocie recursos ou popularidade, ou reforce o poder militar. É ela que alimenta o seu motor.
- 3
Ação de baixo
Pague recursos para melhorar o tabuleiro, construir mechs, erguer estruturas ou recrutar. Cada compra deixa o seu motor mais forte.
- 4
Dispute o mapa
Ao entrar num território rival há combate: cada lado escolhe poder em segredo e soma cartas de combate. Encontros dão bônus pelo caminho.
- 5
Ganhe estrelas
Objetivos como colocar os quatro mechs dão estrelas. Na sexta estrela o jogo acaba; vence quem tiver mais moedas.
Ler as regras completas
Cada jogador comanda uma facção, com um herói, um território inicial e uma habilidade própria, e recebe um tabuleiro de jogador sorteado que define o custo e o efeito das ações. A combinação de facção e tabuleiro muda a cada partida, e isso torna cada começo diferente.
O tabuleiro de jogador tem quatro seções. Na sua vez, você move um marcador para uma delas, sempre diferente da usada no turno anterior, e faz até duas ações: a de cima e a de baixo daquela seção. Não há rodadas nem fases, então os turnos são rápidos.
As ações de cima geram coisas: mover trabalhadores, mechs e o herói, produzir trigo, metal, óleo e madeira nos territórios ocupados, negociar recursos ou popularidade e reforçar o poder militar. As ações de baixo gastam esses recursos para melhorar o tabuleiro, construir mechs, erguer estruturas e recrutar aliados, que dão bônus permanentes.
Quando unidades de duas facções se encontram num território, há combate: cada lado escolhe em segredo quanto poder gastar e pode somar cartas de combate. Quem perde recua para a base, sem eliminação. Fichas de encontro espalhadas pelo mapa dão ao herói pequenas escolhas narrativas com recompensas.
Cumprir objetivos rende estrelas: colocar os quatro mechs, construir todas as estruturas, vencer combates, chegar ao máximo de poder ou de popularidade, entre outros. Quando alguém coloca a sexta estrela, o jogo acaba na hora. Vence quem tiver mais moedas, somando estrelas, territórios e recursos, com valores definidos pelo nível de popularidade.
Como é jogar Scythe
“A ameaça de combate move o jogo mais do que o combate em si.”
Punchboard (tradução livre)
Os primeiros turnos parecem um quebra-cabeça solitário: cada um organiza a própria economia, produz recursos e calcula quando cada ação de baixo vai render mais. Aos poucos os mechs saem para o mapa e o clima muda, porque cada facção passa a vigiar a fronteira da outra. A Saxony, por exemplo, pode posicionar dois mechs perto da Fábrica, no centro do mapa, só para obrigar o vizinho a gastar poder se quiser disputá-la.
Continuar lendo
A Punchboard resume bem: a ameaça de combate move o jogo mais do que a luta em si, e a Board Game Quest descreve cada partida como um enigma divertido de resolver. O fim costuma chegar de repente, quando alguém coloca a sexta estrela, e quem cuidou da popularidade sai na frente na contagem.
O que funciona muito bem
Assimetria bem equilibrada
Por quê?Cada facção tem herói, habilidade e território próprios, e o tabuleiro de jogador muda o custo das ações. Mesmo assim, a Board Game Quest e a Punchboard não encontraram combinação dominante; a Punchboard chama o jogo de muito bem equilibrado. Só algumas combinações são desaconselhadas pelo FAQ da editora.
Arte e produção
Por quê?As pinturas de Jakub Różalski, que misturam camponeses e mechs gigantes em paisagens do Leste Europeu, deram identidade ao jogo. A Board Game Quest chama a arte de belíssima e elogia as miniaturas e os tabuleiros de dupla camada, em que os cubos de madeira encaixam sem escorregar.
A ameaça vale mais que a luta
Por quê?O combate é raro, mas está sempre no ar: um mech na fronteira obriga o vizinho a guardar poder e cartas. A Punchboard destaca que esse risco move o jogo mais do que as batalhas, o que cria tensão sem eliminar ninguém.
Ótimo sozinho
Por quê?A caixa traz o Automa, um oponente artificial criado por Morten Monrad Pedersen, com cartas que decidem os movimentos dele. A Board Game Quest o chama de ótimo oponente, embora seja preciso se acostumar com o jeito como ele salta pelo mapa.
Muito jogo na caixa
Por quê?Cinco facções, cinco tabuleiros de jogador, cartas de objetivo e de encontro e várias formas de ganhar estrelas fazem cada partida seguir um caminho diferente. A Punchboard fala em muito conteúdo pelo preço, e as três expansões oficiais ampliam ainda mais as combinações.
Ninguém é eliminado
Por quê?Unidades derrotadas voltam para a base e não são destruídas, segundo a própria Stonemaier. Quem fica para trás ainda pode crescer na economia e disputar a contagem final, o que mantém todos envolvidos até a sexta estrela.
Pontos de atenção
Não é jogo de guerra Moderada
Por quê?A capa mostra mechs gigantes e o mapa lembra um jogo de conquista, mas a Punchboard alerta que é um eurogame de economia e território. Quem compra esperando batalhas constantes de miniaturas pode se frustrar, porque o combate é raro, sobretudo com poucos jogadores.
Primeiras partidas lentas Moderada
Por quê?A Punchboard descreve explicações demoradas e primeiras partidas truncadas, e recomenda conduzir o grupo na estreia. A Board Game Quest acrescenta que novatos sofrem contra veteranos, porque o quebra-cabeça de eficiência recompensa muito quem já conhece os caminhos.
Encontros com sorte Leve
Por quê?As cartas de encontro dão escolhas narrativas ao herói, mas a Board Game Quest as achou fracas com o tempo e diz que a sorte delas destoa de um jogo quase sem aleatoriedade. Para alguns grupos, viram só um bônus sorteado.
Fraco com dois Leve
Por quê?A Board Game Quest achou a partida a dois solta e sem tensão, porque sobra espaço no mapa e quase não há disputa de fronteira. O jogo cresce com três ou mais, quando cada território passa a ser vigiado.
Facções ausentes no mapa Leve
Por quê?O tabuleiro tem espaços para facções que só chegam na expansão Invaders from Afar, o que a Board Game Quest sentiu como sinal de jogo incompleto. Não atrapalha as regras, mas lembra o tempo todo que existe conteúdo vendido à parte.
Contagem trabalhosa Leve
Por quê?Acompanhar as estrelas de cada jogador e as condições de fim exige atenção: a Punchboard lembra que controlar tantas categorias de objetivos é mais difícil do que parece, embora toda a informação fique aberta na mesa.
Infográfico para o Instagram
A resenha inteira em uma imagem: salve na galeria ou copie a legenda pronta.
Não colou? Toque em “Compartilhar legenda” e escolha “Copiar”, ou segure o dedo no texto acima.
Para quem é
Perfil do jogo
Com quantos jogar
- Sozinho (Ótimo): O Automa simula um rival com cartas próprias e é elogiado pela Board Game Quest como ótimo oponente.
- 2 jogadores (Fraco): Funciona, mas a Board Game Quest achou a partida solta e com pouca tensão, porque sobra espaço no mapa.
- 3 a 5 jogadores (Ótimo): O formato em que o jogo brilha: fronteiras disputadas, ameaça constante e mais interação entre as facções.
É para você se…
- Gosta de eurogames de economia com interação
- Joga com 3 a 5 pessoas ou sozinho
- Valoriza arte e produção caprichadas
- Gosta de planejar uma economia a longo prazo
- Prefere tensão e ameaça a batalhas constantes
Pense duas vezes se…
- Quer combate frequente de miniaturas
- Joga quase sempre a dois
- Tem um grupo que não gosta de partidas longas
- Prefere jogos de sorte e partidas rápidas
- Não gosta de aprender muitas regras
Dica para a primeira partida
Reserve uma sessão longa para a estreia: a Stonemaier anuncia cerca de 10 minutos de preparação e 115 minutos de partida, e a primeira costuma ser mais lenta. Use as cartas de início rápido e evite as combinações de facção e tabuleiro que o FAQ desaconselha. A Punchboard recomenda que alguém que já conhece as regras conduza o grupo nas primeiras rodadas, mostrando com exemplos como as ações de cima pagam as de baixo.
Edição nacional e preço
R$ 581 a R$ 649

A Ludofy publicou Scythe em português no Brasil, segundo o catálogo da analog.games e as listagens da Ludopedia. Nas lojas e anúncios consultados em 27/10/2026, o jogo novo aparecia entre R$ 581 e R$ 649, com disponibilidade variável; há também cópias usadas a partir de R$ 487 no mercado da Ludopedia.
Expansões e versões
Três expansões ampliam a caixa base: Invaders from Afar, com duas facções novas; The Wind Gambit, com dirigíveis, vencedora do Golden Geek de expansão em 2017; e The Rise of Fenris, com campanha e modo cooperativo, vencedora em 2018. Há ainda Scythe: Digital Edition na Steam desde 2018 e no celular desde 2020, e a sequência independente Expeditions, de 2023.
Se você gosta de Scythe…
Terraforming MarsOutro motor de economia premiado, com mais cartas e menos mapa. Troca a disputa de fronteira por uma corrida para terraformar Marte, com interação mais indireta.Ler a resenha →
Dune: ImperiumPara quem gosta de disputa direta com economia por trás: mistura construção de baralho e alocação de trabalhadores numa briga por Arrakis, em partidas mais curtas.Ler a resenha →
Ark NovaSe o que agrada é o quebra-cabeça de eficiência, Ark Nova vai mais fundo na otimização, com cartas e um zoológico para montar, mas quase sem confronto.Ler a resenha →
Veredito: Scythe vale a pena?
RecomendadoScythe junta economia de eurogame, cinco facções assimétricas bem equilibradas e uma das produções mais bonitas do tabuleiro, com um modo solo que a crítica elogia. A guerra quase nunca acontece, e é justamente a ameaça dela que cria a tensão. Os pontos fracos são as primeiras partidas lentas, as cartas de encontro com sorte e a partida a dois, que perde força. Para grupos de três a cinco que gostam de estratégia, a edição nacional vale o investimento; para quem quer batalhas de miniaturas o tempo todo, há opções melhores.
Expanda, produza e intimide: a guerra quase nunca acontece.
Conhece alguém que joga Scythe?
Mande esta resenha para a turma.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a comentar.
Notícias sobre Scythe
Continue lendo
Outras resenhas da Elite Boardgamers.
FlamecraftO próximo passo
WerewordsFesta e grupos grandes
SintoniaFesta e grupos grandes
Brass: BirminghamEstrategistas
Return to Dark TowerCooperativo
Sleeping GodsCampanha com grupo fixo
Gostou da resenha?
A Elite Boardgamers publica resenhas de jogos premiados todos os dias. Entre no grupo para conversar sobre jogos e siga no Instagram.
Perguntas frequentes
Vale a pena comprar Scythe?
Nosso selo: Recomendado. Scythe junta economia de eurogame, cinco facções assimétricas bem equilibradas e uma das produções mais bonitas do tabuleiro, com um modo solo que a crítica elogia. A guerra quase nunca acontece, e é justamente a ameaça dela que cria a tensão.
Para quantos jogadores é Scythe e quanto tempo dura?
Scythe é para 1 a 5 jogadores, com duração anunciada de 90 a 115 minutos (preparação de cerca de 10 minutos). Na nossa avaliação, funciona melhor com: sozinho, 3 a 5 jogadores.
Scythe tem edição em português?
A Ludofy publicou Scythe em português no Brasil, segundo o catálogo da analog.games e as listagens da Ludopedia.
Quanto custa Scythe no Brasil?
Em 27/10/2026, R$ 581 a R$ 649 (usados a partir de R$ 487).
Para quem é Scythe?
Para quem gosta de eurogames de economia com interação; joga com 3 a 5 pessoas ou sozinho; gosta de planejar uma economia a longo prazo.
Scythe ganhou prêmios?
Sim: venceu As d'Or 2017 (Jeu de l’Année Expert), Golden Geek 2016 (Jogo do Ano), Golden Geek 2016 (Arte), Golden Geek 2016 (Solo), Golden Geek 2016 (Estratégia), Golden Geek 2016 (Temático).
Quais jogos são parecidos com Scythe?
Na resenha comparamos Scythe com Terraforming Mars, Dune: Imperium e Ark Nova. Terraforming Mars: Outro motor de economia premiado, com mais cartas e menos mapa.
Fontes (10)
- Stonemaier Games – Scythe página da editora, componentes, duração
- Wikipedia – Scythe regras, idade, vendas, versão digital, expansões
- Board Game Quest – Scythe crítica
- Punchboard – Scythe crítica
- analog.games – Scythe editoras, incluindo a brasileira
- Ludopedia – Scythe edição nacional
- Golden Geek 2015–2025 (consulta) Golden Geek
- Wikipedia – As d'Or As d'Or
- Ludopedia – anúncios de Scythe preços de novos e usados
- Homo Ludicus – Scythe preço de referência
Consulta às fontes em 27/10/2026.

