Resumo em 30 segundos
Uma campanha inteira dentro de uma caixa.
Destaques
- Combate tático com escolhas difíceis
- Monstros que jogam sozinhos
- Campanha para meses
Atenção
- Preparação demorada
- Caixa enorme e cara
- Exige grupo fixo
6 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2017 · Jogo do Ano
Para quem: gosta de RPG e combate tático; tem um grupo fixo ou joga sozinho.
Como funciona
Combate tático cooperativo em campanha: cada carta é uma ação e também o seu fôlego.
- 1
Escolha duas cartas
Todo turno, cada jogador escolhe em segredo duas cartas da mão. A iniciativa de uma delas define quando o herói age na rodada.
- 2
Cima e baixo
Use a ação de cima de uma carta e a de baixo da outra: ataques, movimentos, curas, armadilhas e efeitos elementais.
- 3
Monstros automáticos
Os inimigos agem sozinhos, guiados por cartas de comportamento. Ninguém precisa ser o mestre, por isso dá para jogar até sozinho.
- 4
Cuide do fôlego
As cartas são o seu tempo no cenário. Descansar recupera a mão, mas custa uma carta; se elas acabarem, o herói fica exausto.
- 5
Evolua na cidade
Entre os cenários, compre itens, suba de nível e cumpra a sua missão pessoal. Ao se aposentar, o herói libera uma classe nova.
Ler as regras completas
O grupo forma uma companhia de mercenários na cidade de Gloomhaven. Cada cenário é uma missão num mapa de hexágonos montado com peças de cenário: limpar uma masmorra, proteger alguém, alcançar uma saída. Os heróis são miniaturas de plástico e os monstros, marcadores de papelão. A campanha liga os cenários numa história ramificada, e as escolhas do grupo destravam caminhos diferentes.
Não há dados. Cada herói tem uma mão de cartas de habilidade, e cada carta traz duas ações: uma na metade de cima e outra na de baixo. No começo da rodada, todos escolhem em segredo duas cartas. Uma delas define a iniciativa, o número que diz a ordem em que heróis e monstros agem.
No seu turno, você usa a ação de cima de uma carta e a de baixo da outra: atacar, mover, curar, armar uma armadilha, invocar um aliado. O dano de cada ataque passa por um baralho de modificadores, que substitui os dados e pode aumentar, reduzir ou anular o golpe. Algumas cartas carregam elementos, como fogo e gelo, que outras habilidades consomem para ficar mais fortes.
Os monstros agem sozinhos: a cada rodada, uma carta de comportamento diz como cada tipo de inimigo se move e ataca. Por isso ninguém precisa ser o mestre do jogo, e Gloomhaven funciona até sozinho.
As cartas também são o seu fôlego. As usadas vão para o descarte, e para recuperá-las é preciso descansar, o que faz perder uma carta para o resto do cenário. As ações mais fortes queimam a carta na hora. Se a mão acabar, o herói fica exausto e sai da missão.
Entre os cenários, o grupo volta à cidade para comprar itens, subir de nível e escolher cartas novas. Cada herói tem uma missão pessoal secreta; ao cumpri-la, ele se aposenta e destrava uma das 11 classes guardadas em caixas lacradas. Ao todo, são 17 classes.
Como é jogar
“Um RPG numa caixa.”
Tabletop Gaming (tradução livre)

Uma rodada típica começa em silêncio, com cada um estudando a própria mão. O grupo pode combinar planos, mas a regra proíbe revelar números e nomes exatos das cartas, então a coordenação sai em frases como "vou agir cedo e segurar o corredor". O Brute, por exemplo, joga uma carta de iniciativa baixa para agir antes dos monstros e usa a metade de baixo de outra para avançar e bloquear a passagem, enquanto a Spellweaver espera os inimigos se juntarem para soltar um ataque em área.
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A tensão vem do relógio escondido nas cartas: gastar uma habilidade poderosa agora pode significar ficar exausto três rodadas antes do fim. A Tabletop Gaming resume a sensação como a de um RPG numa caixa. A duração anunciada é de 90 a 115 minutos por cenário, mais a preparação, e a campanha inteira ocupa meses de sessões.
O que funciona muito bem
Combate tático com escolhas difíceis
Por quê?O sistema de duas cartas por turno obriga a decidir, a cada rodada, entre agir cedo ou agir forte, entre gastar fôlego agora ou guardar para depois. O baralho de modificadores varia o dano, mas não há dado para culpar: o plano é seu. Para a Tabletop Gaming, é um RPG inteiro numa caixa.
Monstros que jogam sozinhos
Por quê?As cartas de comportamento movem e atacam pelos inimigos, com regras claras de quem eles perseguem. Ninguém fica de fora como mestre do jogo, todo mundo joga junto, e o mesmo sistema faz o jogo funcionar de 1 a 4 pessoas.
Campanha para meses
Por quê?São 95 cenários ligados por uma história ramificada, com escolhas que abrem caminhos diferentes e eventos de cidade e de estrada entre as missões. Um grupo fixo tem conteúdo para muitos meses, e as caixas lacradas guardam surpresas até o fim da campanha.
Heróis que evoluem de verdade
Por quê?Cada personagem ganha experiência, compra itens e escolhe cartas novas a cada nível. A missão pessoal secreta dá um fim para a história de cada herói: ao cumpri-la, ele se aposenta e destrava uma classe nova, das 11 guardadas em caixas lacradas.
Ótimo sozinho
Por quê?O modo solo usa as mesmas regras, com o jogador controlando dois ou mais heróis. A Opinionated Gamers avalia a experiência solo como muito boa, e Gloomhaven venceu o Golden Geek de melhor jogo solo em 2017.
Reconhecimento raro
Por quê?Além dos seis Golden Geek de 2017, Gloomhaven foi o número 1 do ranking geral do BoardGameGeek por cerca de cinco anos, segundo a Kotaku, até ser superado por Brass: Birmingham. Também foi finalista do As d'Or Expert 2020, na França.
Pontos de atenção
Preparação demorada Moderada
Por quê?Montar o mapa e separar monstros, cartas e marcadores leva de 15 a 20 minutos por cenário, segundo a Hexagamers. Organizadores de caixa ajudam muito, como mostra a série de diários da Giant Brain, mas o tempo antes da primeira jogada continua alto.
Caixa enorme e cara Moderada
Por quê?A caixa pesa cerca de 9 kg e ocupa muito espaço na estante e na mesa. A edição nacional aparece acima de R$ 1.100 nas lojas consultadas, um investimento alto para quem ainda não sabe se vai gostar do gênero.
Exige grupo fixo Moderada
Por quê?A campanha rende mais com o mesmo grupo por muitas sessões. Quem joga com pessoas diferentes a cada semana perde a evolução dos heróis e o fio da história, ou acaba jogando sozinho para não travar a campanha.
Curva de aprendizado alta Moderada
Por quê?Com peso 3,9 de 5 no BoardGameGeek, segundo a Opinionated Gamers, é um jogo pesado. As primeiras partidas pedem consultas ao manual sobre linha de visão, movimento dos monstros e uso dos elementos.
História pouco marcante Leve
Por quê?A Tabletop Gaming acha a escrita familiar e a história pouco memorável. O enredo existe e as escolhas importam, mas quem procura uma narrativa forte pode se decepcionar e deve olhar para campanhas mais centradas na história.
Dependência de idioma alta Leve
Por quê?A Ludopedia classifica a dependência de idioma como alta: cartas, livro de cenários e eventos têm muito texto. A edição da Galápagos resolve isso, mas edições importadas exigem que toda a mesa leia bem em inglês.
Infográfico para o Instagram
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Para quem é
Perfil do jogo
Com quantos jogar
- SozinhoÓtimo
Funciona muito bem: o jogador controla dois ou mais heróis, e o jogo levou o Golden Geek de melhor solo em 2017.
- 2 jogadoresBom
Cada pessoa controla um herói; os cenários colocam menos monstros, e a partida fica mais curta e fácil de coordenar.
- 3 ou 4 jogadoresÓtimo
O formato mais completo: mais combinações de classes e mais conversa sobre planos, com mais espera entre um turno e outro.
- Sozinho: Funciona muito bem: o jogador controla dois ou mais heróis, e o jogo levou o Golden Geek de melhor solo em 2017.
- 2 jogadores: Cada pessoa controla um herói; os cenários colocam menos monstros, e a partida fica mais curta e fácil de coordenar.
- 3 ou 4 jogadores: O formato mais completo: mais combinações de classes e mais conversa sobre planos, com mais espera entre um turno e outro.
É para você se…
- Gosta de RPG e combate tático
- Tem um grupo fixo ou joga sozinho
- Quer um jogo para meses
- Gosta de ver o personagem evoluir ao longo de muitas sessões
- Não se incomoda com preparação e organização
Pense duas vezes se…
- Quer abrir a caixa e jogar em minutos
- Tem pouco espaço
- Busca uma história marcante
- Joga com grupos diferentes a cada vez
- Não quer investir mais de R$ 1.000 num jogo
Dica para a primeira partida
Separe uma sessão inteira para a primeira partida: entre ler as regras, montar o primeiro cenário e jogar, o tempo passa fácil da duração anunciada. Os pontos que mais confundem são a iniciativa, o movimento dos monstros e a hora de descansar. Dica prática: comece pelo cenário 1 com as classes iniciais e, enquanto o grupo aprende, jogue com as mãos abertas na mesa. Quem quer uma entrada mais gradual pode começar por Presas do Leão.
Edição nacional e preço
R$ 1.128 a R$ 1.350

A Galápagos publicou Gloomhaven em português, com o conteúdo da caixa original: 18 miniaturas, 504 cartas de habilidade, 30 peças de mapa e uma caixa de cerca de 9 kg. Em 27/10/2026, as lojas consultadas mostravam preços entre R$ 1.128 (no Pix) e R$ 1.350, e várias estavam sem estoque. Vale acompanhar as reposições e o mercado de usados da Ludopedia.
Expansões e versões
Presas do Leão (Jaws of the Lion), lançado no Brasil pela Galápagos em 2022, é uma versão menor e mais barata, pensada como porta de entrada. A expansão Círculos Esquecidos (Forgotten Circles) também saiu em português em 2022. Há versão digital oficial para PC desde 2021 e para consoles desde 2023, com cooperativo online para até 4 jogadores, e a Cephalofair lançou uma segunda edição revisada do jogo.
Se você gosta de Gloomhaven…
- Gloomhaven: Presas do LeãoA mesma base de combate numa caixa bem menor, com campanha mais curta e regras ensinadas aos poucos. É o melhor jeito de testar o sistema antes de investir na caixa grande.
Pandemic Legacy: Season 1Outra campanha cooperativa que muda a cada sessão, mas mais curta, com regras leves e uma história mais marcante. Troca o combate tático pela tensão de conter doenças pelo mundo.Ler a resenha →
Lost Ruins of ArnakPara quem gosta de exploração e de fazer o baralho do personagem render, mas quer partidas de uma noite, sem campanha e com bem menos preparação.Ler a resenha →
Veredito Elite Boardgamers
Recomendado para público específicoGloomhaven entrega o combate tático cooperativo mais rico do tabuleiro: cada rodada é um quebra-cabeça de duas cartas, os monstros jogam sozinhos e os heróis evoluem por meses de campanha, inclusive no modo solo. O preço disso é alto em todos os sentidos: caixa de 9 kg, 15 a 20 minutos de preparação por cenário, regras pesadas, grupo fixo e edição nacional acima de R$ 1.100. Para quem ama o gênero e tem com quem jogar, ou joga sozinho, é compra de coleção e uma das experiências mais completas do hobby. Para quem ainda tem dúvida, Presas do Leão e a versão digital são o melhor teste.
Uma campanha inteira dentro de uma caixa.
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Fontes (17)
- Cephalofair – Gloomhaven página da editora
- Wikipedia – Gloomhaven designer, editora, regras, cenários
- Kotaku – Gloomhaven perde o 1º lugar no BGG ranking
- Opinionated Gamers – Gloomhaven peso, solo
- Hexagamers – Is Gloomhaven worth it preparação, caixa
- Tabletop Gaming – Gloomhaven crítica
- The Giant Brain – Gloomhaven diaries organização
- Brechó Lúdico – Gloomhaven (Galápagos) componentes da edição nacional, peso da caixa
- Portal RPG e Jogos – Gloomhaven (Galápagos) edição em português, preço de referência
- Magazine Luiza – Gloomhaven (Galápagos) preço de referência
- Ludopedia – Gloomhaven dependência de idioma
- Game Rules – Gloomhaven idade, componentes
- PC Gamer – Gloomhaven sai do acesso antecipado versão digital para PC
- Cephalofair – Gloomhaven nos consoles versão para consoles, cooperativo online
- Ludopedia – Análise Gloomhaven: Presas do Leão Presas do Leão pela Galápagos
- Ludopedia – Gloomhaven: Círculos Esquecidos expansão em português
- Ludopedia – Gloomhaven 2ª edição segunda edição
Consulta às fontes em 27/10/2026.

