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Gloomhaven: mesa montada vista de cima
Imagem: Cephalofair Games · foto da 2ª edição; a resenha trata da edição original de 2017

Gloomhaven

2017 · Isaac Childres

Recomendado para público específico

Uma campanha inteira dentro de uma caixa.

  • 1–4Jogadores
  • 90–115 min por cenárioDuração
  • 14+Idade
  • 3,9 / 5Peso BGG
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Gloomhaven é um jogo cooperativo de exploração de masmorras com uma campanha de 95 cenários, em que cada herói luta com um baralho próprio de habilidades e evolui ao longo de meses de partidas. Venceu seis Golden Geek em 2017, incluindo Jogo do Ano, foi o número 1 do BoardGameGeek por cerca de cinco anos e tem edição em português da Galápagos. É uma referência para quem ama combate tático, desde que aceite uma caixa de quase 9 kg e muito compromisso.

Resumo em 30 segundos

Recomendado para público específico

Uma campanha inteira dentro de uma caixa.

Destaques

  • Combate tático com escolhas difíceis
  • Monstros que jogam sozinhos
  • Campanha para meses

Atenção

  • Preparação demorada
  • Caixa enorme e cara
  • Exige grupo fixo
Peso BGG3,9/5
R$ 1.128 a R$ 1.350 · consulta em 27/10/2026

6 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2017 · Jogo do Ano

Para quem: gosta de RPG e combate tático; tem um grupo fixo ou joga sozinho.

Como funciona

Combate tático cooperativo em campanha: cada carta é uma ação e também o seu fôlego.

  1. 1

    Escolha duas cartas

    Todo turno, cada jogador escolhe em segredo duas cartas da mão. A iniciativa de uma delas define quando o herói age na rodada.

  2. 2

    Cima e baixo

    Use a ação de cima de uma carta e a de baixo da outra: ataques, movimentos, curas, armadilhas e efeitos elementais.

  3. 3

    Monstros automáticos

    Os inimigos agem sozinhos, guiados por cartas de comportamento. Ninguém precisa ser o mestre, por isso dá para jogar até sozinho.

  4. 4

    Cuide do fôlego

    As cartas são o seu tempo no cenário. Descansar recupera a mão, mas custa uma carta; se elas acabarem, o herói fica exausto.

  5. 5

    Evolua na cidade

    Entre os cenários, compre itens, suba de nível e cumpra a sua missão pessoal. Ao se aposentar, o herói libera uma classe nova.

Ler as regras completas

O grupo forma uma companhia de mercenários na cidade de Gloomhaven. Cada cenário é uma missão num mapa de hexágonos montado com peças de cenário: limpar uma masmorra, proteger alguém, alcançar uma saída. Os heróis são miniaturas de plástico e os monstros, marcadores de papelão. A campanha liga os cenários numa história ramificada, e as escolhas do grupo destravam caminhos diferentes.

Não há dados. Cada herói tem uma mão de cartas de habilidade, e cada carta traz duas ações: uma na metade de cima e outra na de baixo. No começo da rodada, todos escolhem em segredo duas cartas. Uma delas define a iniciativa, o número que diz a ordem em que heróis e monstros agem.

No seu turno, você usa a ação de cima de uma carta e a de baixo da outra: atacar, mover, curar, armar uma armadilha, invocar um aliado. O dano de cada ataque passa por um baralho de modificadores, que substitui os dados e pode aumentar, reduzir ou anular o golpe. Algumas cartas carregam elementos, como fogo e gelo, que outras habilidades consomem para ficar mais fortes.

Os monstros agem sozinhos: a cada rodada, uma carta de comportamento diz como cada tipo de inimigo se move e ataca. Por isso ninguém precisa ser o mestre do jogo, e Gloomhaven funciona até sozinho.

As cartas também são o seu fôlego. As usadas vão para o descarte, e para recuperá-las é preciso descansar, o que faz perder uma carta para o resto do cenário. As ações mais fortes queimam a carta na hora. Se a mão acabar, o herói fica exausto e sai da missão.

Entre os cenários, o grupo volta à cidade para comprar itens, subir de nível e escolher cartas novas. Cada herói tem uma missão pessoal secreta; ao cumpri-la, ele se aposenta e destrava uma das 11 classes guardadas em caixas lacradas. Ao todo, são 17 classes.

Como é jogar

“Um RPG numa caixa.”

Tabletop Gaming (tradução livre)
Gloomhaven: cartas e componentes
Imagem: Cephalofair Games · foto da 2ª edição; a resenha trata da edição original de 2017

Uma rodada típica começa em silêncio, com cada um estudando a própria mão. O grupo pode combinar planos, mas a regra proíbe revelar números e nomes exatos das cartas, então a coordenação sai em frases como "vou agir cedo e segurar o corredor". O Brute, por exemplo, joga uma carta de iniciativa baixa para agir antes dos monstros e usa a metade de baixo de outra para avançar e bloquear a passagem, enquanto a Spellweaver espera os inimigos se juntarem para soltar um ataque em área.

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A tensão vem do relógio escondido nas cartas: gastar uma habilidade poderosa agora pode significar ficar exausto três rodadas antes do fim. A Tabletop Gaming resume a sensação como a de um RPG numa caixa. A duração anunciada é de 90 a 115 minutos por cenário, mais a preparação, e a campanha inteira ocupa meses de sessões.

O que funciona muito bem

  • Combate tático com escolhas difíceis

    Por quê?

    O sistema de duas cartas por turno obriga a decidir, a cada rodada, entre agir cedo ou agir forte, entre gastar fôlego agora ou guardar para depois. O baralho de modificadores varia o dano, mas não há dado para culpar: o plano é seu. Para a Tabletop Gaming, é um RPG inteiro numa caixa.

  • Monstros que jogam sozinhos

    Por quê?

    As cartas de comportamento movem e atacam pelos inimigos, com regras claras de quem eles perseguem. Ninguém fica de fora como mestre do jogo, todo mundo joga junto, e o mesmo sistema faz o jogo funcionar de 1 a 4 pessoas.

  • Campanha para meses

    Por quê?

    São 95 cenários ligados por uma história ramificada, com escolhas que abrem caminhos diferentes e eventos de cidade e de estrada entre as missões. Um grupo fixo tem conteúdo para muitos meses, e as caixas lacradas guardam surpresas até o fim da campanha.

  • Heróis que evoluem de verdade

    Por quê?

    Cada personagem ganha experiência, compra itens e escolhe cartas novas a cada nível. A missão pessoal secreta dá um fim para a história de cada herói: ao cumpri-la, ele se aposenta e destrava uma classe nova, das 11 guardadas em caixas lacradas.

  • Ótimo sozinho

    Por quê?

    O modo solo usa as mesmas regras, com o jogador controlando dois ou mais heróis. A Opinionated Gamers avalia a experiência solo como muito boa, e Gloomhaven venceu o Golden Geek de melhor jogo solo em 2017.

  • Reconhecimento raro

    Por quê?

    Além dos seis Golden Geek de 2017, Gloomhaven foi o número 1 do ranking geral do BoardGameGeek por cerca de cinco anos, segundo a Kotaku, até ser superado por Brass: Birmingham. Também foi finalista do As d'Or Expert 2020, na França.

Pontos de atenção

  • Preparação demorada Moderada

    Por quê?

    Montar o mapa e separar monstros, cartas e marcadores leva de 15 a 20 minutos por cenário, segundo a Hexagamers. Organizadores de caixa ajudam muito, como mostra a série de diários da Giant Brain, mas o tempo antes da primeira jogada continua alto.

  • Caixa enorme e cara Moderada

    Por quê?

    A caixa pesa cerca de 9 kg e ocupa muito espaço na estante e na mesa. A edição nacional aparece acima de R$ 1.100 nas lojas consultadas, um investimento alto para quem ainda não sabe se vai gostar do gênero.

  • Exige grupo fixo Moderada

    Por quê?

    A campanha rende mais com o mesmo grupo por muitas sessões. Quem joga com pessoas diferentes a cada semana perde a evolução dos heróis e o fio da história, ou acaba jogando sozinho para não travar a campanha.

  • Curva de aprendizado alta Moderada

    Por quê?

    Com peso 3,9 de 5 no BoardGameGeek, segundo a Opinionated Gamers, é um jogo pesado. As primeiras partidas pedem consultas ao manual sobre linha de visão, movimento dos monstros e uso dos elementos.

  • História pouco marcante Leve

    Por quê?

    A Tabletop Gaming acha a escrita familiar e a história pouco memorável. O enredo existe e as escolhas importam, mas quem procura uma narrativa forte pode se decepcionar e deve olhar para campanhas mais centradas na história.

  • Dependência de idioma alta Leve

    Por quê?

    A Ludopedia classifica a dependência de idioma como alta: cartas, livro de cenários e eventos têm muito texto. A edição da Galápagos resolve isso, mas edições importadas exigem que toda a mesa leia bem em inglês.

Infográfico para o Instagram

A resenha inteira em uma imagem: salve na galeria ou copie a legenda pronta.

Infográfico Elite Boardgamers sobre o jogo Gloomhaven
Toque para ver o infográfico em tamanho cheio.

Para quem é

Perfil do jogo

  • Combate tático5
  • Campanha e progressão5
  • Modo solo5
  • Cooperação4
  • Facilidade de ensinar1
  • Preparação rápida1

Com quantos jogar

  • SozinhoÓtimo

    Funciona muito bem: o jogador controla dois ou mais heróis, e o jogo levou o Golden Geek de melhor solo em 2017.

  • 2 jogadoresBom

    Cada pessoa controla um herói; os cenários colocam menos monstros, e a partida fica mais curta e fácil de coordenar.

  • 3 ou 4 jogadoresÓtimo

    O formato mais completo: mais combinações de classes e mais conversa sobre planos, com mais espera entre um turno e outro.

  • Sozinho: Funciona muito bem: o jogador controla dois ou mais heróis, e o jogo levou o Golden Geek de melhor solo em 2017.
  • 2 jogadores: Cada pessoa controla um herói; os cenários colocam menos monstros, e a partida fica mais curta e fácil de coordenar.
  • 3 ou 4 jogadores: O formato mais completo: mais combinações de classes e mais conversa sobre planos, com mais espera entre um turno e outro.

É para você se…

  • Gosta de RPG e combate tático
  • Tem um grupo fixo ou joga sozinho
  • Quer um jogo para meses
  • Gosta de ver o personagem evoluir ao longo de muitas sessões
  • Não se incomoda com preparação e organização

Pense duas vezes se…

  • Quer abrir a caixa e jogar em minutos
  • Tem pouco espaço
  • Busca uma história marcante
  • Joga com grupos diferentes a cada vez
  • Não quer investir mais de R$ 1.000 num jogo
Dica para a primeira partida

Separe uma sessão inteira para a primeira partida: entre ler as regras, montar o primeiro cenário e jogar, o tempo passa fácil da duração anunciada. Os pontos que mais confundem são a iniciativa, o movimento dos monstros e a hora de descansar. Dica prática: comece pelo cenário 1 com as classes iniciais e, enquanto o grupo aprende, jogue com as mãos abertas na mesa. Quem quer uma entrada mais gradual pode começar por Presas do Leão.

Edição nacional e preço

R$ 1.128 a R$ 1.350

Lojas consultadas em 27/10/2026 · várias lojas sem estoque

Gloomhaven: caixa do jogo
Imagem: Cephalofair Games · caixa da 2ª edição

A Galápagos publicou Gloomhaven em português, com o conteúdo da caixa original: 18 miniaturas, 504 cartas de habilidade, 30 peças de mapa e uma caixa de cerca de 9 kg. Em 27/10/2026, as lojas consultadas mostravam preços entre R$ 1.128 (no Pix) e R$ 1.350, e várias estavam sem estoque. Vale acompanhar as reposições e o mercado de usados da Ludopedia.

Expansões e versões

Presas do Leão (Jaws of the Lion), lançado no Brasil pela Galápagos em 2022, é uma versão menor e mais barata, pensada como porta de entrada. A expansão Círculos Esquecidos (Forgotten Circles) também saiu em português em 2022. Há versão digital oficial para PC desde 2021 e para consoles desde 2023, com cooperativo online para até 4 jogadores, e a Cephalofair lançou uma segunda edição revisada do jogo.

Se você gosta de Gloomhaven…

Veredito Elite Boardgamers

Recomendado para público específico

Gloomhaven entrega o combate tático cooperativo mais rico do tabuleiro: cada rodada é um quebra-cabeça de duas cartas, os monstros jogam sozinhos e os heróis evoluem por meses de campanha, inclusive no modo solo. O preço disso é alto em todos os sentidos: caixa de 9 kg, 15 a 20 minutos de preparação por cenário, regras pesadas, grupo fixo e edição nacional acima de R$ 1.100. Para quem ama o gênero e tem com quem jogar, ou joga sozinho, é compra de coleção e uma das experiências mais completas do hobby. Para quem ainda tem dúvida, Presas do Leão e a versão digital são o melhor teste.

Uma campanha inteira dentro de uma caixa.

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Fontes (17)

Consulta às fontes em 27/10/2026.