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Century: Spice Road: cartas e componentes
Imagem: Next Move Games (Plan B Games)

Century: Spice Road

Nota BGG

2017 · Emerson Matsuuchi

Melhor para: primeiro jogo moderno

Uma casa de câmbio com cheiro de canela. Tire a canela e o câmbio continua ótimo.

Recomendado com ressalva: sem oferta nova no Brasil

  • 2–5Jogadores
  • 30–45 minDuração
  • 8+Idade
  • 1,8 / 5Peso BGG

Century: Rota das Especiarias, o Century: Spice Road de Emerson Matsuuchi, é um jogo de cartas de 2 a 5 pessoas sobre comprar, trocar e vender especiarias. Venceu o Golden Geek de melhor jogo de cartas de 2017. A especiaria, porém, é a única peça que dá para tirar sem quebrar nada: a Plan B lançou o mesmo jogo com cristais e golens, e as regras continuaram iguais. Sobra uma casa de câmbio muito bem feita. A gente recomenda. Mas não pela canela.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 12 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Ensina antes do café esfriar
  • Mais caminhos que o Splendor
  • O pedágio do mercado

Atenção

  • A loja tem o volume dois
  • Especiaria de enfeite
  • Cada um no seu extrato
Peso BGG1,8/5
sem oferta no Brasil · consulta em 03/11/2026

1 vitória em prêmios, incluindo Golden Geek 2017 · Cartas

Para quem: gosta de fazer conta no turno e ver a sequência de cartas fechar; precisa de um jogo premiado para ensinar à família em dez minutos.

Como funciona Century: Spice Road

Transforme cubos amarelos em canela com as cartas certas e entregue os pedidos antes dos rivais.

  1. 1

    Jogue uma carta

    Use uma carta da mão para ganhar cubos, subir a cor de cubos que já tem ou trocar um grupo de cubos por outro.

  2. 2

    Compre no mercado

    Pegue uma das seis cartas da fila, deixando um cubo em cada carta à esquerda dela. A primeira carta sai de graça.

  3. 3

    Descanse na hora

    Gaste um turno para recolher todas as cartas jogadas. Sem descansar, a mão acaba e você fica sem o que fazer.

  4. 4

    Cumpra um pedido

    Devolva os cubos pedidos por uma carta de ponto e fique com ela. As duas primeiras da fila ainda dão ouro ou prata.

  5. 5

    Feche a rodada

    Na quinta carta de ponto de alguém (sexta com 2 ou 3), termina a rodada. Cubos não amarelos valem 1 ponto.

Ler as regras completas

Cada jogador lidera uma caravana na rota das especiarias. As especiarias são cubos de quatro cores, do menos ao mais valioso: amarelo (cúrcuma), vermelho (açafrão), verde (cardamomo) e castanho (canela). O objetivo é juntar os cubos pedidos pelas cartas de ponto e trocá-los por pontos. Todos começam com duas cartas na mão, Criação 2 e Melhoria 2, e alguns cubos na caravana, que variam conforme a ordem de jogo.

No seu turno, você faz uma única ação entre quatro: jogar uma carta da mão, adquirir uma carta de mercador, descansar ou reivindicar uma carta de ponto.

As cartas de mercador são de três tipos. As de especiaria dão cubos da tigela. As de melhoria sobem cubos um nível na escala de cores (a Melhoria 2 faz isso duas vezes). As de troca devolvem certos cubos e dão outros, quantas vezes você puder pagar. Carta jogada fica na mesa até você descansar, ação que devolve todas para a mão. É uma construção de baralho: a sua mão cresce a cada compra.

O mercado é uma fila de seis cartas. A primeira é de graça; para pegar outra, você deixa um cubo qualquer em cada carta à esquerda dela, e quem levar uma carta com cubos fica com eles. A caravana comporta no máximo dez cubos: o excesso volta para as tigelas no fim do turno.

Para reivindicar uma carta de ponto, você devolve os cubos que ela pede. Há cinco à vista, e as duas primeiras levam fichas de ouro (3 pontos) e de prata (1 ponto) enquanto durarem. Quando alguém pega a quinta carta de ponto (a sexta, com 2 ou 3 jogadores), a rodada termina e a partida acaba. Somam-se cartas, fichas e 1 ponto por cubo que não seja amarelo. No empate, vence quem jogou por último.

Como é jogar Century: Spice Road

“Spice Road é estilo e substância, combinados à perfeição.”

Matt Jarvis, Tabletop Gaming (tradução livre)

Dez minutos depois de abrir a caixa, ninguém mais fala de açafrão. A mesa fala em cores. Você tem três amarelos. Joga a troca que vira dois amarelos num verde. Joga a melhoria e o último amarelo vira vermelho. Faltam dois turnos para a carta de 14 pontos. O vizinho da esquerda pega a carta de 14 pontos. Você descansa, que é o nome bonito para recolher os cacos.

Continuar lendo

E é bom. Muito bom. Cada turno é uma única ação, então a vez gira rápido, e o cérebro faz conta o tempo todo: compro a carta de troca agora, pagando três cubos de pedágio, ou espero alguém deixar cubos em cima dela? A graça é a corrida, não a rota da seda. A Plan B sabe disso: lançou o Century: Golem Edition com cristais no lugar das especiarias, e a Zatu conferiu que ele se joga exatamente igual. Um jogo de comércio que sobrevive ao transplante do próprio tema. Poucos sobrevivem.

O que funciona muito bem

  • Ensina antes do café esfriar

    Por quê?

    O manual da Devir tem duas páginas, e a ação do turno é uma só. Martyn Poole, da Zatu, conta que aprendeu as regras em cerca de dez minutos e que a parceira, que normalmente não gosta de jogos, se divertiu. É um dos raros jogos premiados que dá para explicar enquanto alguém embaralha.

  • Mais caminhos que o Splendor

    Por quê?

    A comparação é inevitável, e a crítica a fez. Para Matt Jarvis, da Tabletop Gaming, Century é um sucessor superior ao Splendor, com mais opções interessantes no turno. Pauline Belford, do Meeple Like Us, vê estratégias mais flexíveis e variadas: dá para apostar em cartas de troca, em melhorias ou numa mão curta que descansa pouco.

  • O pedágio do mercado

    Por quê?

    Pegar a quarta carta da fila custa três cubos, um em cada carta à esquerda, e esses cubos viram isca para o próximo jogador. É a principal fonte de tensão do jogo: a Tabletop Gaming lembra que os rivais podem lucrar com as cartas que você deixa, e o Meeple Like Us conta que as boas cartas de produção somem rápido.

  • Descansar é uma decisão

    Por quê?

    Recolher a mão custa um turno inteiro, então montar uma sequência de cartas que se encaixam antes de descansar é onde mora a habilidade. Para o Guardian, a velocidade e a simplicidade escondem uma profundidade real. A Tabletop Gaming fala no fluxo satisfatório de trocar cubos e cartas, que aparece justamente nesse ritmo de jogar, jogar e recolher.

  • Produção acima do preço

    Por quê?

    Tigelas para os cubos, fichas de metal para ouro e prata e cartas grossas. A Zatu deu nota máxima à qualidade dos componentes e chamou as moedas de metal de joia escondida; o Meeple Like Us também destaca as cartas e as fichas.

  • Nenhuma palavra nas cartas

    Por quê?

    Tudo se lê por ícones e cores, e o ComparaJogos classifica o jogo como sem dependência de idioma. Na prática, qualquer edição serve, inclusive a importada, e dá para jogar com quem ainda não lê, desde que saiba contar cubos.

Pontos de atenção

  • A loja tem o volume dois Grave

    Por quê?

    Em 03/11/2026, o ComparaJogos não mostrava nenhuma oferta, nova ou usada, da edição da Devir. A sequência, Maravilhas do Oriente, saía a partir de R$ 307,10 no Pix. É como a livraria ter o segundo livro da trilogia e jurar que você não precisa do primeiro.

  • Especiaria de enfeite Moderada

    Por quê?

    O Meeple Like Us diz que o tema é em grande parte colado por cima, como no Splendor, e a Zatu afirma que em nenhum momento você se sente um comerciante de especiarias. A prova é a Golem Edition: trocaram canela por cristais e ninguém precisou mudar uma regra. O tempero é opcional. A receita é que salva.

  • Cada um no seu extrato Moderada

    Por quê?

    A Zatu aponta que não há interação de verdade entre jogadores e que a partida pode parecer um jogo solo. O contato com o rival se resume a roubar a carta que ele queria. Quatro pessoas na mesa, cada uma conferindo os próprios cubos como quem confere o saldo no caixa eletrônico.

  • Cinco é gente demais Moderada

    Por quê?

    Para o Meeple Like Us, com cinco jogadores há muita espera entre turnos, e é preciso ser bem mais flexível, porque as boas cartas de produção somem antes de voltar a sua vez. A caixa diz cinco. A conta de quanto tempo você fica olhando para o teto também.

  • Motor que engasga Leve

    Por quê?

    Pauline Belford, do Meeple Like Us, considera Century inferior ao Splendor como jogo de construir motor: o progresso vem aos trancos, e não naquela aceleração em que cada compra deixa a próxima mais barata. Quem joga pela sensação de bola de neve vai sentir falta dela aqui.

  • Mercado de pouca escolha Leve

    Por quê?

    A Zatu observa que a falta de opções de cartas pode deixar a partida desequilibrada: se a fila não oferece nada útil para você e entrega uma carta ótima ao vizinho, a sorte da reposição pesa. Com seis cartas à vista, às vezes a melhor jogada é torcer.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Facilidade de ensinar5
  • Componentes5
  • Partida curta4
  • Profundidade3
  • Interação entre jogadores1
  • Tema1

Com quantos jogar

  • 2 jogadores (Bom): Partidas rápidas, segundo o Meeple Like Us, com o mercado mudando devagar e mais tempo para planejar a sequência de cartas.
  • 3 ou 4 jogadores (Ótimo): O melhor jeito: 3 lidera a enquete do BoardMatch, e a Tabletop Gaming recomenda 3 ou 4 para a interação mais interessante na fila do mercado.
  • 5 jogadores (Fraco): Funciona, mas o Meeple Like Us relata muita espera entre turnos e cartas boas sumindo antes da sua vez.

É para você se…

  • Gosta de fazer conta no turno e ver a sequência de cartas fechar
  • Precisa de um jogo premiado para ensinar à família em dez minutos
  • Achou o Splendor bom, mas curto de escolhas
  • Joga em três ou quatro e quer partidas de menos de uma hora
  • Não liga se a canela é canela, cristal ou golem

Pense duas vezes se…

  • Quer sentir o cheiro do bazar, e não só contar cubos
  • Gosta de atrapalhar o rival além de roubar a carta dele
  • Joga sempre em cinco e odeia esperar a vez
  • Busca aquela aceleração de motor em que cada compra rende mais
  • Precisa comprar uma cópia nova amanhã numa loja brasileira
Dica para a primeira partida

A explicação leva cerca de dez minutos, segundo a Zatu, e o BoardMatch fala em ensino de quinze. O que mais confunde é o pedágio do mercado: lembre que a primeira carta da fila é grátis e que os cubos deixados nas cartas vão para quem as pegar. Outro tropeço comum é esquecer que descansar ocupa o turno inteiro. Dica: na estreia, compre duas ou três cartas de troca baratas logo cedo e só depois corra atrás das cartas de ponto, de olho no limite de dez cubos.

Edição nacional e preço

sem oferta no Brasil

Lojas consultadas em 03/11/2026 · nenhuma oferta nova ou usada da edição da Devir no ComparaJogos; a sequência Century: Maravilhas do Oriente saía a partir de R$ 307,10 no Pix

Century: Spice Road: caixa do jogo
Imagem: Next Move Games (Plan B Games)

A edição em português, Century: Rota das Especiarias, é da Devir, que anunciou o lançamento em 29/08/2017 e diz que o jogo foi indicado ao Prêmio Ludopedia 2017 de jogo família. Em 03/11/2026, o ComparaJogos não listava nenhuma oferta, nova ou usada, e o site da Devir não mostra preço nem venda direta. As cartas não têm texto, então a edição importada funciona igual. A sequência, Century: Maravilhas do Oriente, também da Devir, saía a partir de R$ 307,10 no Pix.

Expansões e versões

Há dois pacotes de cartas bônus (2017 e 2018) e a expansão Golden Deals (2024). A Century: Golem Edition é o mesmo jogo com tema de fantasia, cristais e golens. A trilogia continua em Maravilhas do Oriente e Um Novo Mundo, ambos da Devir no Brasil, que podem ser combinados com o primeiro (a combinação com o segundo se chama From Sand to Sea). Existe ainda a Century: Big Box, e o jogo está no Board Game Arena.

Se você gosta de Century: Spice Road…

Veredito: Century: Rota das Especiarias vale a pena?

Recomendado com ressalva: sem oferta nova no Brasil

Century: Rota das Especiarias é um jogo de comércio de especiarias em que a especiaria é a única peça descartável. A prova está na prateleira: a Golem Edition troca a canela por cristais e se joga exatamente igual. Century é uma casa de câmbio com cheiro de canela, e é por isso que funciona. O que fica quando o tema sai é uma corrida de cubos que se ensina em dez minutos, com um mercado de pedágio esperto, a ação de descansar no centro das decisões e o Golden Geek de jogo de cartas de 2017. O que pesa: pouca interação, espera com cinco e, hoje, nenhuma cópia nova à venda no Brasil. Se você achar uma, usada ou importada, leve. As cartas não têm uma palavra. Nem de especiaria.

Uma casa de câmbio com cheiro de canela. Tire a canela e o câmbio continua ótimo.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Century: Rota das Especiarias?

    Nosso selo: Recomendado com ressalva. Century: Rota das Especiarias é um jogo de comércio de especiarias em que a especiaria é a única peça descartável. A prova está na prateleira: a Golem Edition troca a canela por cristais e se joga exatamente igual. Ressalva: sem oferta nova no Brasil.

    Para quantos jogadores é Century: Rota das Especiarias e quanto tempo dura?

    Century: Rota das Especiarias é para 2 a 5 jogadores, com duração anunciada de 30 a 45 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: 3 ou 4 jogadores.

    Century: Rota das Especiarias tem edição em português?

    A edição em português, Century: Rota das Especiarias, é da Devir, que anunciou o lançamento em 29/08/2017 e diz que o jogo foi indicado ao Prêmio Ludopedia 2017 de jogo família.

    Quanto custa Century: Rota das Especiarias no Brasil?

    Em 03/11/2026, sem oferta no Brasil (nenhuma oferta nova ou usada da edição da Devir no ComparaJogos; a sequência Century: Maravilhas do Oriente saía a partir de R$ 307,10 no Pix).

    Para quem é Century: Rota das Especiarias?

    Para quem gosta de fazer conta no turno e ver a sequência de cartas fechar; precisa de um jogo premiado para ensinar à família em dez minutos; joga em três ou quatro e quer partidas de menos de uma hora.

    Century: Rota das Especiarias ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2017 (Cartas).

    Quais jogos são parecidos com Century: Rota das Especiarias?

    Na resenha comparamos Century: Rota das Especiarias com Splendor Duel, Azul e Wingspan. Splendor Duel: O derivado a dois do Splendor, o jogo com que Century é sempre comparado.

    Fontes (12)

    Consulta às fontes em 03/11/2026.

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