Resumo em 30 segundos
Destaques
- O vestiário é o jogo
- Oito pessoas em 45 minutos
- Uma final que muda a noite
Atenção
- Você assiste ao próprio jogo
- O embaralhamento tem a última palavra
- Prêmio de experiente, sucesso entre crianças
2 vitórias em prêmios, incluindo Kennerspiel des Jahres 2023 · Kennerspiel des Jahres
Para quem: reúne seis ou oito pessoas e nunca sabe o que pôr na mesa; joga com crianças a partir de 8 anos e com quem não joga.
Como funciona Challengers!
Monte seu time de cartas entre as rodadas e torça enquanto o duelo se resolve sozinho.
- 1
Veja o chaveamento
A carta de plano diz contra quem você joga nesta rodada e em qual dos quatro parques de neoprene da mesa.
- 2
Reforce o time
Veja cinco cartas da pilha da rodada, fique com uma ou duas e tire do seu baralho o que estiver atrapalhando.
- 3
Embaralhe e duele
Quem defende vira uma carta com a bandeira; o rival vira cartas, somando força, até igualar ou superar e tomar a bandeira.
- 4
Cuide do banco
Cartas derrotadas vão para um banco de seis espaços. Sem espaço livre ou sem carta para virar, você perde o duelo.
- 5
Chegue à final
Cada vitória dá um troféu com fãs. Depois de sete rodadas, os dois com mais fãs decidem tudo num último duelo.
Ler as regras completas
Challengers! simula um torneio de pega-bandeira entre equipes de personagens improváveis, de magos e gângsteres a alienígenas. São sete rodadas, e em cada uma os jogadores se enfrentam em duelos de um contra um, todos ao mesmo tempo. Uma carta de plano, a placa de partida do torneio, diz quem enfrenta quem e em qual dos quatro parques, os tapetes de neoprene espalhados pela mesa.
Todos começam com o mesmo baralho de seis cartas fracas. Antes de cada duelo vem a fase de baralho: você vê cinco cartas de uma das pilhas A, B ou C, com cartas mais fortes conforme o torneio avança, fica com uma ou duas e pode tirar do seu baralho quantas cartas quiser. É a construção de baralho (montar o próprio monte ao longo do jogo), onde estão as decisões.
No duelo, ninguém escolhe carta. Cada um embaralha o próprio monte. Quem defende vira a carta do topo e põe a bandeira nela; o adversário vira cartas, uma a uma, somando a força, até igualar ou passar. Então a bandeira muda de lado, as cartas derrotadas vão para o banco de reservas e quem perdeu a bandeira passa a atacar. Algumas cartas têm efeitos especiais.
O banco tem seis espaços, e cartas com o mesmo nome dividem um espaço. Perde o duelo quem precisa mandar uma carta ao banco sem espaço livre ou quem precisa virar uma carta com o monte vazio. O vencedor leva o troféu da rodada, com uma quantidade secreta de fãs no verso, que cresce ao longo do torneio: 2 ou 3 fãs na primeira rodada, 9 ou 10 na sétima.
Depois da sétima rodada, os dois jogadores com mais fãs disputam a final. Eles não ganham cartas novas, só podem tirar cartas do baralho, e quem vence a final vence o jogo, não importa quantos fãs acumulou. Com número ímpar de pessoas, um robô com baralho próprio completa a chave, mas não vai à final. A dois e sozinho não há final: ganha quem tiver mais fãs, e quem abrir 11 fãs de vantagem vence na hora.
Como é jogar Challengers!
“Para o meu gosto, é simplesmente diversão numa caixa.”
Simon Weinberg, Opinionated Gamers (tradução livre)

Na fase de baralho, você é técnico. Vê cinco cartas, pensa na combinação, corta do elenco aquela carta de força 1 que só ocupa vaga no banco. É bom. Dá a sensação de prancheta na mão. Aí começa o duelo e você vira torcedor. Embaralha, vira a carta de cima, soma. O adversário vira, soma. Ninguém decide nada. A Board's Eye View compara com Super Trunfo. A gente acrescenta que o Super Trunfo pelo menos deixa você escolher o atributo.
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Um exemplo. Na quarta rodada você pega uma carta forte da pilha B e corta duas cartas iniciais para ela aparecer mais cedo. No duelo, ela sai por último. Você perde a bandeira três vezes, o banco enche e o troféu vai para o outro lado. O plano estava certo. O embaralhamento discordou. E acontece a coisa curiosa: oito adultos rindo alto de uma derrota que ninguém causou. A Meeple Mountain chama isso de diversão grande e boba, e o júri do Spiel des Jahres fala num clima de torneio que transforma a noite em evento. É uma pelada de cartas: o placar importa até o apito final, e depois ninguém lembra dele.
O que funciona muito bem
O vestiário é o jogo
Por quê?Escolher uma ou duas cartas entre cinco e cortar o que atrapalha é onde mora a estratégia. Simon Weinberg, da Opinionated Gamers, chama a montagem do baralho de muito variada, cheia de sinergias e combinações, e a Tabletop Gaming diz que o draft dá bastante em que pensar. Cortar a carta de força 1 para a nova aparecer mais cedo é decisão de técnico.
Oito pessoas em 45 minutos
Por quê?Construção de baralho para até oito jogadores, com os quatro duelos acontecendo ao mesmo tempo, então ninguém fica parado esperando a vez. O júri do Spiel des Jahres destacou que grupos grandes se divertem com o clima de torneio, e Justin Bell, da Meeple Mountain, diz que é com oito que o jogo realmente brilha.
Uma final que muda a noite
Por quê?Sete rodadas de fãs acumulados terminam num duelo único entre os dois primeiros colocados, com a mesa inteira assistindo. O júri do Spiel des Jahres descreve um jogo emocionante e turbulento até o duelo final, e é esse fechamento que transforma uma sequência de partidinhas de cinco minutos num campeonato.
Explica-se em minutos
Por quê?O manual é curto e a iconografia é pouca. A Meeple Mountain diz que o jogo é fácil de ensinar, e a Board's Eye View elogia o livro de regras e o design gráfico claros. Na prática, a regra do duelo cabe numa frase: vire cartas até igualar a força do adversário e tomar a bandeira.
Produção acima do preço
Por quê?Tapetes de neoprene para os parques, organizadores de cartas e a arte bem-humorada de Jeff Harvey, com magos, gângsteres e alienígenas. A Meeple Mountain elogia a produção, o GeekTyrant destaca a arte e os tapetes, e a Opinionated Gamers considerou a caixa um bom negócio pelos cerca de 40 euros cobrados na Europa.
Funciona com quem não joga
Por quê?A Board's Eye View relata que o jogo fez sucesso com crianças e com quem não costuma jogar, e o GeekTyrant viu até quem não gosta de construção de baralho se divertir. Como ninguém escolhe carta no duelo, ninguém é culpado pela derrota, o que tira peso da mesa quando há iniciantes.
Pontos de atenção
Você assiste ao próprio jogo Moderada
Por quê?Durante o duelo, a única decisão é nenhuma. Simon Weinberg, da Opinionated Gamers, avisa que quem quer controle total vai se frustrar, e a Board's Eye View diz que a escolha se resume ao draft e encolhe quando as cartas oferecidas não ajudam. É um jogo de cartas que dá para jogar com a outra mão no saco de pipoca.
O embaralhamento tem a última palavra Moderada
Por quê?Justin Bell, da Meeple Mountain, admite que a queixa mais comum dos jogadores é válida: quem manda é a sorte da compra. A Board's Eye View compara com Super Trunfo e com Batalha, o velho jogo de virar cartas. Você monta o baralho perfeito e vê a melhor carta sair por último. Acontece no futebol também, e lá pelo menos dá para culpar o juiz.
Prêmio de experiente, sucesso entre crianças Moderada
Por quê?O Kennerspiel é o prêmio alemão para quem já tem estrada nos jogos. A Board's Eye View viu o jogo encantar crianças e não jogadores, enquanto os adultos do grupo saíram pouco impressionados, e chamou o prêmio de absurdo. A Tabletop Gaming acha o jogo ralo para quem procura cálculo pesado. Quem compra pelo selo esperando uma noite de cálculo vai ganhar uma noite de torcida.
A dois, o torneio vira amistoso Leve
Por quê?Sem final e com vitória antecipada para quem abre 11 fãs de vantagem, a partida a dois pode acabar no meio, o que a Meeple Mountain diz não ser um bom jeito de sair do jogo. O GeekTyrant achou viável, mas longe do ideal, e o solo é, para a Meeple Mountain, uma longa partida de Batalha contra um baralho robô.
Número ímpar convoca o robô Leve
Por quê?Com três, cinco ou sete pessoas, alguém enfrenta a cada rodada o robô, um baralho automático que não compra cartas, não ganha fãs e não vai à final. A Board's Eye View recomenda ficar nos números pares. O robô ocupa uma cadeira, não pontua e não ajuda a arrumar a mesa: é o convidado que só veio comer.
Oito pessoas, quatro tapetes Leve
Por quê?Os duelos são simultâneos e os pares mudam a cada rodada, então o GeekTyrant avisa que o jogo pede espaço, e a Tabletop Gaming descreve gente trocando de lugar como num torneio de verdade. A Meeple Mountain notou lentidão na fase de compra com oito. Antes de convidar, confira se a sala comporta quatro tapetes e uma final com plateia.
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Para quem é
Perfil do jogo
Com quantos jogar
- Sozinho (Fraco): Uma longa partida contra um baralho robô, segundo a Meeple Mountain. Serve para testar combinações, não para a noite.
- 2 jogadores (Fraco): Sem final e com vitória antecipada por 11 fãs de vantagem. O GeekTyrant achou viável, mas longe do ideal.
- 3, 5 ou 7 jogadores (Bom): Funciona, mas a cada rodada alguém enfrenta o robô, que não pontua. A Board's Eye View prefere números pares.
- 4 jogadores (Bom): Para o GeekTyrant, as partidas a quatro foram ótimas: já há final e rodízio de adversários.
- 6 ou 8 jogadores (Ótimo): O auge: a Meeple Mountain diz que o jogo brilha com oito, com mais variedade de rivais a cada rodada.
É para você se…
- Reúne seis ou oito pessoas e nunca sabe o que pôr na mesa
- Joga com crianças a partir de 8 anos e com quem não joga
- Gosta de montar baralho e ver no que deu
- Acha que a melhor parte do futebol é a resenha depois do jogo
- Prefere rir da derrota a analisar a derrota
Pense duas vezes se…
- Joga quase sempre a dois ou sozinho
- Precisa sentir que perdeu por culpa própria
- Comprou pelo selo de Kennerspiel esperando uma noite de cálculo
- Tem mesa pequena e oito convidados
- Não suporta assistir enquanto as cartas decidem
Dica para a primeira partida
A explicação é curta: a Meeple Mountain e a Board's Eye View elogiam o manual enxuto e claro. O ponto que mais pede atenção é o banco: cartas com o mesmo nome dividem um espaço, e a sétima carta diferente encerra o duelo, então lembre todos disso antes da primeira rodada. Dica prática: corte do baralho as cartas iniciais mais fracas assim que tiver substitutas, porque baralho menor traz as cartas boas mais cedo, mas não exagere, já que monte vazio também perde. E monte a mesa com número par de pessoas, para ninguém passar a noite contra o robô.
Edição nacional e preço
a partir de R$ 180

A edição em português é da Asmodee, lançada em 2023 sob o nome Galápagos, segundo o ComparaJogos, que classifica o texto das cartas como moderado, com necessidade de consulta. Em 30/10/2026, o ComparaJogos listava oito ofertas de jogo novo entre R$ 180 e R$ 280; a menor era R$ 180 no Pix, na Overrun Geek Store. Como as cartas têm efeitos escritos, a edição nacional ajuda bastante quem joga com crianças.
Expansões e versões
Challengers! Beach Cup (2023) é um jogo independente, com cartas novas e 16 treinadores que dão a cada jogador um poder próprio; a Meeple Mountain sugere ter as duas caixas para torneios de 16 pessoas. Não encontramos edição nacional de Beach Cup até 30/10/2026. O ComparaJogos lista ainda as fichas bônus Lucky Coins!. No digital, Challengers! está no Board Game Arena desde junho de 2023, e Beach Cup chegou lá em novembro de 2025.
Se você gosta de Challengers!…
Flip 7Também é sorte de virar cartas para mesa cheia, mas em 20 minutos e com uma decisão real a cada carta: parar ou arriscar. Se a sua parte favorita é gritar com o baralho, é mais direto.Ler a resenha →
CodenamesOutro campeão de grupo grande, até oito pessoas, só que a disputa é de cabeça, em equipes, e cada pista tem um responsável. Bom para quem prefere culpar um amigo em vez do embaralhamento.Ler a resenha →
The CrewOutro Kennerspiel de cartas, de 2020, e o oposto de Challengers!: cada carta jogada é uma decisão pensada, em silêncio e em cooperação, para três a cinco pessoas. Mais cálculo, menos arquibancada.Ler a resenha →
Veredito: Challengers! vale a pena?
RecomendadoChallengers! é Super Trunfo com pré-temporada, e a pré-temporada é ótima. Montar o time entre as rodadas tem escolha de verdade, a final transforma a noite num campeonato e o jogo se explica em minutos para oito pessoas. Depois, o embaralhamento assume e você vira torcida. A crítica concorda com as duas metades: a Meeple Mountain chama de diversão grande e boba, a Board's Eye View, de “fluff” bem projetado, que a gente traduz como algodão-doce. Acontece que algodão-doce é bom. Por R$ 180, ou R$ 22,50 por cabeça numa mesa de oito, é o jogo que a gente leva quando o grupo é grande e a paciência é curta. Só não chame de jogo para experientes. O prêmio já fez isso por você.
Você escala o time, as cartas jogam a partida e a sorte apita a final.
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Perguntas frequentes
Vale a pena comprar Challengers!?
Nosso selo: Recomendado. Challengers! é Super Trunfo com pré-temporada, e a pré-temporada é ótima.
Para quantos jogadores é Challengers! e quanto tempo dura?
Challengers! é para 1 a 8 jogadores, com duração anunciada de cerca de 45 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: 6 ou 8 jogadores.
Challengers! tem edição em português?
A edição em português é da Asmodee, lançada em 2023 sob o nome Galápagos, segundo o ComparaJogos, que classifica o texto das cartas como moderado, com necessidade de consulta.
Quanto custa Challengers! no Brasil?
Em 30/10/2026, a partir de R$ 180 (menor preço no Pix (Overrun Geek Store) entre 8 ofertas de jogo novo listadas pelo ComparaJogos, que iam até cerca de R$ 280).
Para quem é Challengers!?
Para quem reúne seis ou oito pessoas e nunca sabe o que pôr na mesa; joga com crianças a partir de 8 anos e com quem não joga; gosta de montar baralho e ver no que deu.
Challengers! ganhou prêmios?
Sim: venceu Kennerspiel des Jahres 2023, As d'Or 2023 (Jeu de l’année Initié).
Quais jogos são parecidos com Challengers!?
Na resenha comparamos Challengers! com Flip 7, Codenames e The Crew. Flip 7: Também é sorte de virar cartas para mesa cheia, mas em 20 minutos e com uma decisão real a cada carta: parar ou arriscar.
Fontes (18)
- Spiel des Jahres – Challengers! prêmio, ficha, avaliação do júri, idade
- Wikipedia – Spiel des Jahres Kennerspiel des Jahres 2023 e indicados
- Wikipédia (fr) – As d'Or As d'Or Initié 2023
- Board Game Arena – regras de Challengers! regras, banco, fãs, robô, final
- Tabletop Gaming – Challengers! review crítica, draft, profundidade
- Meeple Mountain – Challengers! crítica, sorte, contagem de jogadores, produção
- Opinionated Gamers – Simon Weinberg crítica, montagem do baralho, controle, citação
- Board's Eye View – Challengers! crítica, sorte, público, prêmio
- GeekTyrant – Challengers crítica, espaço, dois jogadores
- The Dice Tower – Challengers! notas dos críticos
- Meeple Mountain – Challengers! Beach Cup expansão independente, treinadores, 16 jogadores
- Board Game Arena – Challengers! (notícia) versão digital
- Board Game Arena – Beach Cup (notícia) Beach Cup no digital
- BoardGameMatcher – Challengers! nota e peso do BGG
- ComparaJogos – Challengers! edição nacional, componentes, preço no Brasil
- ComparaJogos – Challengers! Beach Cup Beach Cup sem oferta no Brasil
- BoardGameOracle – Challengers! nota do BGG (consulta em 31/10/2026)
- Asmodee Canadá – Challengers! componentes da caixa (consulta em 31/10/2026)
Consulta às fontes em 30/10/2026.

