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Heat: Pedal to the Metal: mesa montada vista de cima
Imagem: Days of Wonder

Heat: Pedal to the Metal

Nota BGG

2022 · Asger Harding Granerud e Daniel Skjold Pedersen

Melhor para: dar o próximo passo

Acelerar custa calor; frear custa a corrida.

Recomendado

  • 1–6Jogadores
  • cerca de 60 minDuração
  • 10+ na Days of Wonder; 14+ na edição nacional, segundo as lojas; 8+ na WikipediaIdade
  • 2,2 / 5Peso BGG

Heat: Pedal to the Metal é uma corrida de carros dos anos 1960 jogada com cartas, para 1 a 6 pessoas, de Asger Harding Granerud, autor de Flamme Rouge, e Daniel Skjold Pedersen. Venceu o Golden Geek de Jogo do Ano médio e de Temático em 2022 e ficou em 3º no Deutscher Spiele Preis 2023. Saiu em português pela Asmodee. É para quem quer um jogo de grupo de uma hora com decisão de verdade em cada curva, e a crítica especializada é quase unânime a favor.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 17 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Cada curva é uma conta de risco
  • O vácuo cola os carros
  • Seis jogadores sem esperar a vez

Atenção

  • A adrenalina pode soar como ajuda demais
  • Sem módulos, a pergunta se repete
  • Os módulos sobem a régua
Peso BGG2,2/5
R$ 449 a R$ 580 · consulta em 29/10/2026

2 vitórias em prêmios, incluindo Golden Geek 2022 · Jogo do Ano médio

Para quem: quer um jogo de uma hora que funcione bem com 5 ou 6 pessoas; gosta de calcular risco: frear agora ou pagar caro na curva.

Como funciona Heat: Pedal to the Metal

Acelere o máximo que der sem estourar o motor nas curvas e cruze a linha primeiro.

  1. 1

    Escolha a marcha

    Todos ao mesmo tempo mantêm, sobem ou descem uma marcha; pular duas custa uma carta de calor do motor.

  2. 2

    Jogue as cartas

    Baixe viradas tantas cartas quanto a marcha: uma em primeira, quatro em quarta. A soma é quanto o carro anda.

  3. 3

    Pegue o vácuo

    Parou ao lado ou logo atrás de outro carro? Ande duas casas extras, que não contam no limite da curva.

  4. 4

    Pague nas curvas

    Passou do limite de velocidade da curva, pague uma carta de calor por ponto; sem calor, o carro rodopia e volta.

  5. 5

    Resfrie e reponha

    Em primeira ou segunda, devolva calor da mão ao motor, descarte o que não quer e compre até ter sete cartas.

Ler as regras completas

Cada jogador pilota um carro numa corrida dos anos 1960. Tem um baralho próprio com cartas de velocidade, um câmbio de quatro marchas no seu painel e um motor, onde ficam as cartas de calor. Vence quem cruzar primeiro a linha de chegada depois das voltas indicadas na pista.

No começo da rodada, todos escolhem a marcha ao mesmo tempo: mantêm, sobem ou descem uma (descer ou subir duas custa 1 calor). Depois, baixam viradas tantas cartas quanto a marcha: uma em primeira, quatro em quarta. A partir do carro da frente, cada um revela as cartas, soma e anda exatamente aquele número de casas.

O coração do jogo são as curvas. Cada uma tem um limite de velocidade, e quem passa acima dele paga uma carta de calor do motor por ponto de excesso. O calor vai para o descarte e volta à mão como carta morta, que ocupa espaço e não pode ser jogada. Sem calor para pagar, o carro rodopia: volta para antes da curva, cai para primeira e recebe cartas de estresse, que viram uma carta aleatória do baralho quando jogadas.

Há quatro saídas para o aperto. O resfriamento devolve calor da mão ao motor, mas só em primeira (três cartas) ou segunda (uma). O turbo paga 1 calor para virar mais uma carta de velocidade. O vácuo dá duas casas extras a quem para ao lado ou logo atrás de outro carro, sem contar na curva. E a adrenalina dá uma casa e um resfriamento a mais ao último colocado (aos dois últimos com cinco carros ou mais).

A caixa traz módulos para depois das primeiras partidas: Garagem, com cartas de melhoria para montar o carro; Clima e condições de pista; Lendas, pilotos automáticos para jogar sozinho ou completar o grid; e Campeonato, uma temporada de várias corridas numa noite, com eventos e patrocínios.

Como é jogar Heat: Pedal to the Metal

“Uma obra-prima das corridas de tabuleiro.”

Polygon (tradução livre)
Heat: Pedal to the Metal: cartas e componentes
Imagem: Days of Wonder

Uma cena típica: você vem em terceira marcha, a duas casas de uma curva com limite 5. Na mão, um 4, um 3 e um 2. Jogar os três dá 9, quatro acima do limite, e custa quatro cartas de calor que vão voltar entupindo a mão. Outra saída é descer para segunda, jogar 3 e 2, entrar na curva no limite e ainda resfriar uma carta. Só que o carro da frente para logo adiante, e o vácuo daria duas casas extras de graça. A rodada inteira é esse tipo de conta, feita por todos ao mesmo tempo.

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Como as escolhas são simultâneas, as rodadas correm rápido mesmo com seis carros, e a tensão está em revelar as cartas e ver quem arriscou. David Norris, do Roll to Review, conta que um amigo fã de automobilismo reconheceu na mesa o comportamento real dos carros: todos juntos nas curvas e espalhados nas retas. A chegada costuma ser apertada, em parte por causa da adrenalina dada a quem está atrás.

O que funciona muito bem

  • Cada curva é uma conta de risco

    Por quê?

    O limite de velocidade transforma a aproximação de cada curva num cálculo: frear antes e perder posição, ou entrar rápido e queimar calor que vai entupir a mão nas próximas rodadas. Para David Norris, do Roll to Review, esse empurra e puxa entre risco e recompensa é o que faz o jogo se destacar entre os de corrida.

  • O vácuo cola os carros

    Por quê?

    As duas casas de graça para quem para atrás de outro carro fazem o pelotão andar junto e disputar posição a cada reta. Norris escreve que o vácuo captura muito bem a sensação de corrida roda a roda, e conta que um amigo que acompanha automobilismo notou os carros se juntando nas curvas e se espalhando nas retas, como na pista.

  • Seis jogadores sem esperar a vez

    Por quê?

    A escolha de marcha e de cartas é simultânea, então ninguém fica parado vendo o outro pensar, mesmo com o grid cheio. Por isso a partida anunciada fica em cerca de uma hora até seis pessoas. A Gameshub destaca justamente a facilidade de jogar e o ritmo rápido como o que torna a experiência tão boa.

  • Muito conteúdo na caixa básica

    Por quê?

    Quatro pistas em dois tabuleiros dupla face, 114 cartas de melhoria, clima, pilotos automáticos e um modo campeonato completo vêm na caixa, sem expansão. Os quatro críticos do Dice Tower deram nota 9 e chamaram o jogo de luxuoso e cheio de conteúdo; Norris também elogia a quantidade de material.

  • Crítica e jogadores na mesma direção

    Por quê?

    Para a Polygon, é uma obra-prima das corridas de tabuleiro; a IGN deu 9 de 10 e disse que talvez seja o melhor jogo de corrida já criado. A nota segue alta entre jogadores: 8,0 no BoardGameGeek e 8,8 na Ludopedia, com mais de 1.300 avaliações de brasileiros.

Pontos de atenção

  • A adrenalina pode soar como ajuda demais Moderada

    Por quê?

    O bônus para o último colocado mantém a corrida apertada, mas Norris, do Roll to Review, acha esse mecanismo de recuperação um pouco pesado: chegadas muito disputadas podem parecer fabricadas, e há momentos em que a habilidade do piloto parece pesar menos do que o empurrão dado a quem está atrás.

  • Sem módulos, a pergunta se repete Moderada

    Por quê?

    No jogo básico, cada turno gira em torno da mesma dúvida: quanto acelerar antes da próxima curva. Norris considera que, sem Garagem, Clima ou Campeonato, as corridas podem ficar um pouco repetitivas. A boa notícia é que esses módulos já estão na caixa, mas é preciso apresentá-los ao grupo aos poucos.

  • Os módulos sobem a régua Moderada

    Por quê?

    Garagem e Campeonato acrescentam cartas de melhoria, patrocínios e eventos, e o Roll to Review avisa que eles empurram o jogo para um território mais avançado, que pode intimidar quem está começando. Com um grupo misto, vale manter as primeiras partidas no básico, só com a pista e as cartas iniciais.

  • Quem dispara perde o vácuo Leve

    Por quê?

    O vácuo só funciona com outro carro por perto. Norris observa que o líder isolado e quem fica muito para trás perdem essas duas casas extras, então uma corrida que se espalha cedo tende a ficar menos emocionante para os extremos do grid, justamente quem mais precisaria de ajuda ou de pressão.

  • Mão entupida tira a rodada Leve

    Por quê?

    Calor e estresse ocupam a mão. Se não houver cartas jogáveis suficientes para a marcha escolhida, o carro não anda naquela rodada e volta para primeira, uma punição que pega quem abusou do turbo e das curvas rápidas. É regra, não falha, mas pode frustrar iniciantes que ainda não sabem dosar o calor.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Tensão nas curvas5
  • Jogo para grupos5
  • Facilidade de ensinar4
  • Partida curta4
  • Interação entre jogadores4
  • Controle sobre a sorte3

Com quantos jogar

  • Sozinho (Bom): O módulo Lendas coloca pilotos automáticos na pista e permite correr sozinho contra eles; a Roll to Review elogia a inteligência desses rivais.
  • 2 ou 3 jogadores (Bom): Funciona, mas com pouca gente o vácuo aparece menos; as Lendas ajudam a encher o grid e manter os carros próximos.
  • 4 jogadores (Bom): Pista movimentada e disputa por posição nas curvas, ainda abaixo do número preferido nas enquetes.
  • 5 ou 6 jogadores (Ótimo): O melhor número segundo a enquete da Ludopedia (6) e o BGG (5 a 6): grid cheio, vácuo o tempo todo e jogadas simultâneas.

É para você se…

  • Quer um jogo de uma hora que funcione bem com 5 ou 6 pessoas
  • Gosta de calcular risco: frear agora ou pagar caro na curva
  • Procura um passo além dos jogos de entrada, com peso leve-médio
  • Quer variar com campeonato, clima e garagem sem comprar expansão
  • Joga com grupos que gostam de disputa direta por posição

Pense duas vezes se…

  • Não suporta mecanismo que ajuda quem está em último
  • Joga quase sempre a dois e não quer usar pilotos automáticos
  • Busca um jogo de estratégia longo e pesado
  • Quer zero sorte na compra de cartas
  • Não gosta de interação direta e de ser ultrapassado no fim
Dica para a primeira partida

O manual recomenda começar pela pista dos Estados Unidos, com uma volta só em vez das duas impressas no tabuleiro e sem módulos. O tempo de explicação não foi confirmado nas fontes consultadas. O que mais confunde é a diferença entre calor e estresse e o fato de o vácuo não contar na velocidade da curva. Dica prática: se alguém já conhece o jogo, a regra permite que novatos tirem uma ou duas cartas de calor do motor no início, o que equilibra a primeira corrida.

Edição nacional e preço

R$ 449 a R$ 580

Lojas consultadas em 29/10/2026 · CaldeirãoJogos (Pix, via ComparaJogos), Bravo Jogos e Taverna Real; edição da Asmodee em estoque

Heat: Pedal to the Metal: caixa do jogo
Imagem: Days of Wonder

A Asmodee lançou Heat em português em 2024. Em 29/10/2026, o ComparaJogos listava 21 ofertas novas; o menor preço era R$ 449,10 no Pix na CaldeirãoJogos, e o maior entre as lojas consultadas, R$ 579,99 na Taverna Real (R$ 549,90 na Bravo Jogos). As expansões Chuva Forte e Visão em Túnel também saíram pela Asmodee.

Expansões e versões

Chuva Forte (Heavy Rain) traz pistas do Japão e do México, trechos alagados e um carro extra, para até 7 pilotos; Visão em Túnel (Tunnel Vision) traz pistas da Espanha e da Holanda, com túneis. A Days of Wonder lista ainda Rocky Roads. No Board Game Arena, Heat é gratuito desde 27/09/2023, com as duas primeiras expansões. Há uma versão para Steam da Mipmap Digital, sem data e sem português.

Se você gosta de Heat: Pedal to the Metal…

Veredito: Heat: Pedal to the Metal vale a pena?

Recomendado

Heat entrega o que poucos jogos de corrida conseguem: cada curva vira uma decisão de verdade entre acelerar e guardar o motor, e o vácuo mantém o pelotão colado até a bandeirada. Joga bem com seis pessoas em cerca de uma hora, ensina-se rápido e traz na caixa campeonato, clima, garagem e pilotos automáticos. Pesa contra a adrenalina, que alguns críticos acham ajuda demais para quem está atrás, e corridas que podem repetir a mesma pergunta sem os módulos. Para grupos que procuram o passo seguinte aos jogos de entrada, e com preço entre R$ 449 e R$ 580 na edição da Asmodee, vale a compra.

Acelerar custa calor; frear custa a corrida.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Heat: Pedal to the Metal?

    Nosso selo: Recomendado. Heat entrega o que poucos jogos de corrida conseguem: cada curva vira uma decisão de verdade entre acelerar e guardar o motor, e o vácuo mantém o pelotão colado até a bandeirada. Joga bem com seis pessoas em cerca de uma hora, ensina-se rápido e traz na caixa campeonato, clima, garagem e pilotos automáticos.

    Para quantos jogadores é Heat: Pedal to the Metal e quanto tempo dura?

    Heat: Pedal to the Metal é para 1 a 6 (solo com o módulo Lendas) jogadores, com duração anunciada de cerca de 60 minutos (Days of Wonder); 30 a 60 minutos segundo a Wikipedia. Na nossa avaliação, funciona melhor com: 5 ou 6 jogadores.

    Heat: Pedal to the Metal tem edição em português?

    A Asmodee lançou Heat em português em 2024.

    Quanto custa Heat: Pedal to the Metal no Brasil?

    Em 29/10/2026, R$ 449 a R$ 580 (CaldeirãoJogos (Pix, via ComparaJogos), Bravo Jogos e Taverna Real; edição da Asmodee em estoque).

    Para quem é Heat: Pedal to the Metal?

    Para quem quer um jogo de uma hora que funcione bem com 5 ou 6 pessoas; gosta de calcular risco: frear agora ou pagar caro na curva; procura um passo além dos jogos de entrada, com peso leve-médio.

    Heat: Pedal to the Metal ganhou prêmios?

    Sim: venceu Golden Geek 2022 (Jogo do Ano médio), Golden Geek 2022 (Temático).

    Quais jogos são parecidos com Heat: Pedal to the Metal?

    Na resenha comparamos Heat: Pedal to the Metal com Flamme Rouge, Colt Express e Flip 7. Flamme Rouge: Do mesmo Asger Harding Granerud, Flamme Rouge (2016) é uma corrida de ciclismo inspirada no Tour de France e o antecessor direto de Heat: boa escolha para quem quer a ideia de corrida com cartas numa caixa mais simples.

    Fontes (17)

    Consulta às fontes em 29/10/2026.

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