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Dorfromantik: The Board Game: partida em andamento
Imagem: Pegasus Spiele · edição alemã

Dorfromantik: The Board Game

Nota BGG

2022 (edição alemã, novembro) · Michael Palm e Lukas Zach

Melhor para: primeiro jogo moderno

Paz no campo, com meta de produtividade. E a meta é a melhor parte.

Recomendado

  • 1–6Jogadores
  • 30–60 minDuração
  • 8+Idade
  • 1,6 / 5Peso BGG

Dorfromantik: The Board Game é a versão de mesa do videogame de mesmo nome: um cooperativo de 1 a 6 jogadores em que todos montam juntos uma paisagem de peças hexagonais. Venceu o Spiel des Jahres 2023. O júri disse que ele tira a pressão do dia a dia. Tira mesmo. E devolve em forma de planilha: no fim de cada partida, você arredonda os pontos e pinta bolinhas para abrir caixas. A gente adorou a planilha. Isso diz mais sobre a gente do que sobre o jogo.

Resenha publicada em · Redação Elite Boardgamers · com base em 17 fontes

Resumo em 30 segundos

Destaques

  • Regra que se ensina com a peça na mão
  • Caixas fechadas que pedem mais uma partida
  • Um solo de primeira linha

Atenção

  • Não dá para perder. Nunca.
  • O sossego vem com planilha
  • Mais gente, menos graça
Peso BGG1,6/5
a partir de R$ 251,81 · consulta em 30/10/2026

1 vitória em prêmios, incluindo Spiel des Jahres 2023 · Spiel des Jahres

Para quem: joga sozinho ou em dupla e gosta de bater o próprio recorde; tem filhos a partir de 8 anos e quer um cooperativo sem choro.

Como funciona Dorfromantik: The Board Game

Montem juntos uma paisagem de hexágonos, cumpram tarefas e usem os pontos para abrir caixas novas.

  1. 1

    Mantenha três tarefas

    Com menos de três tarefas abertas, revele uma peça de tarefa, sorteie o marcador da mesma cor e coloque-a no mapa.

  2. 2

    Revele a paisagem

    Com três tarefas na mesa, revele uma peça de paisagem e encaixe-a encostada em ao menos um lado da paisagem já montada.

  3. 3

    Respeite rios e trilhos

    Campos, florestas e vilas podem mudar na borda, mas rios e trilhos precisam continuar. Discutam juntos onde cada peça rende mais.

  4. 4

    Cumpra no número exato

    A área do terreno ligada à tarefa precisa ter exatamente as peças do marcador, de 4 a 6. Cumprida, o marcador vira ponto.

  5. 5

    Some e abra caixas

    Sem peças de paisagem, a partida acaba. Some tarefas, bandeiras, maior rio e maior trilho, e avance no bloco de campanha.

Ler as regras completas

Dorfromantik é cooperativo: todos jogam contra o próprio recorde, montando juntos uma única paisagem com peças hexagonais de campos de trigo, florestas, vilas, prados, rios e trilhos. Não há tabuleiro; o mapa cresce a partir da primeira peça.

No seu turno, você faz uma coisa só. Se houver menos de três tarefas abertas na mesa, revela uma peça de tarefa, sorteia um marcador da mesma cor e a coloca no mapa. Se já houver três, revela uma peça de paisagem e a encaixa encostada em pelo menos um lado de outra peça. Os terrenos não precisam combinar nas bordas, mas rios e trilhos não podem ser interrompidos.

O marcador de tarefa diz um número de 4 a 6: é quantas peças daquele terreno precisam formar uma área contínua com a peça de tarefa. Quando a área chega exatamente a esse número, a tarefa está cumprida e o marcador vira ponto; quanto maior o número, mais pontos. Algumas peças trazem bandeiras, que pontuam no fim se a área daquele terreno estiver toda fechada, sem bordas abertas.

A partida acaba quando as peças de paisagem terminam. Contam pontos as tarefas cumpridas, as áreas com bandeira fechadas, o rio mais longo e o trilho mais longo.

Depois vem a campanha. O grupo arredonda a pontuação para baixo, até a dezena, e pinta no bloco de campanha as bolinhas correspondentes. Ao completar trechos, abre uma das cinco caixas fechadas, com peças especiais, cartas de conquista e novas formas de pontuar, que entram nas partidas seguintes. Segundo a Wikipedia, o conteúdo acaba em 15 a 20 partidas; depois, dá para recomeçar a campanha ou seguir jogando sem novidades.

Como é jogar Dorfromantik: The Board Game

“Um quebra-cabeça cooperativo acessível, charmoso e surpreendentemente rico, com garantia de zero estresse.”

Wargamer (tradução livre)

Confissão: a gente entrou achando que ia descansar. A primeira partida é isso mesmo. Ninguém ataca ninguém, não existe derrota, e a pior coisa que pode acontecer é uma floresta ficar torta. O júri do Spiel des Jahres chamou de jogo para se sentir bem. Na terceira partida, alguém já está com uma calculadora mental ligada.

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O turno típico é um comitê decidindo onde vai uma árvore. Há uma tarefa de floresta pedindo 5 peças, e a área já tem 4. A peça revelada tem floresta de um lado e um trecho de rio do outro. Encaixar ali fecha a tarefa, mas o rio vai bater numa vila, e rio não pode ser interrompido. Outro lugar salva o rio e deixa a floresta com 4. O grupo discute. Ninguém está bravo. Todo mundo só quer, muito, os 5 pontos.

No fim, vocês somam tudo, arredondam para baixo e pintam bolinhas. A sensação de abrir uma caixa lacrada é real; a Meeple Mountain compara esse gancho ao dos videogames roguelite, em que cada tentativa destrava algo para a próxima. É o campo europeu mais bonito que já virou relatório trimestral. E funciona.

O que funciona muito bem

  • Regra que se ensina com a peça na mão

    Por quê?

    Pegue uma peça, coloque a peça. A Co-op Board Games resume assim o fluxo e o coloca entre os cooperativos que mais andam sem travar, e a Tabletop Gaming elogia a preparação relâmpago. Com peso perto de 1,6 no BGG, é dos raros premiados que dá para explicar enquanto o café esfria.

  • Caixas fechadas que pedem mais uma partida

    Por quê?

    As cinco caixas lacradas são o motor do jogo. Para a Co-op Board Games, abrir cada uma e marcar conquistas é genuinamente empolgante, e a Meeple Mountain diz que a campanha cria vontade de jogar de novo na mesma hora. Cada caixa traz peças especiais ou formas de pontuar que mudam as tarefas que o grupo persegue.

  • Um solo de primeira linha

    Por quê?

    Mesmo sem regras próprias para jogar sozinho, o solo é onde o jogo brilha para boa parte da crítica. A Reich der Spiele chama o solo de inacreditavelmente bom, e a Tabletop Gaming diz que ele é tão bom quanto em grupo, se não melhor. Uma partida solo levou de 20 a 25 minutos na Meeple Mountain.

  • Calmo, mas não raso

    Por quê?

    Para a Wargamer, o custo de um erro nunca é alto a ponto de acelerar o coração, e mesmo assim o quebra-cabeça é surpreendentemente rico. David Fox, do Boards Eye View, descreve um equilíbrio de pratinhos em clima zen: três tarefas abertas, rios e trilhos que não podem parar, e bandeiras esperando a área fechar.

  • Cooperativo de família sem choro

    Por quê?

    Como ninguém perde, a Tabletop Gaming destaca que não há lágrimas antes da hora de dormir. A idade indicada é 8 anos, as decisões ficam todas à vista na mesa e uma criança pode sugerir a jogada certa sem precisar entender estratégia de longo prazo.

  • Mais focado que o videogame

    Por quê?

    O videogame da Toukana Interactive é só para um jogador e premia encaixar bordas iguais. Michael Palm e Lukas Zach soltaram essa regra: no tabuleiro, só rios e trilhos precisam continuar, e o resto vale pelas tarefas. David Fox, que achou o videogame arrastado, chama o tabuleiro de releitura mais focada.

Pontos de atenção

  • Não dá para perder. Nunca. Moderada

    Por quê?

    O próprio júri do Spiel des Jahres avisa: o jogo traz metas novas a cada partida, mas você nunca pode perder. A Wargamer registra que há quem diga que isso nem é jogo, e acha a crítica dura demais, mas não totalmente errada. Para a Tabletop Gaming, quem gosta de tensão e de decisões de roer unhas deve procurar outra caixa.

  • O sossego vem com planilha Moderada

    Por quê?

    Tirando a paisagem, sobra o que a Reich der Spiele descreve, friamente, como um sistema puro de otimização de pontos. Cada partida termina com soma, arredondamento e bolinhas pintadas num bloco. A gente gosta. Mas quem procurava fugir de metas no fim de semana acabou de encontrar uma nova, com rio e trilho.

  • Mais gente, menos graça Moderada

    Por quê?

    A caixa vai até seis, mas a Reich der Spiele diz que a diversão cai bastante em grupo e que aparece o problema clássico do cooperativo: o jogador que manda em todo mundo. A Co-op Board Games também alerta para isso. David Fox testou com dois a quatro e concluiu que a melhor companhia é ele mesmo e o gato.

  • A ordem das tarefas tem sorte Leve

    Por quê?

    A pontuação não depende só de resolver bem o quebra-cabeça. David Fox mostra o problema: tarefas que saem numa ordem ruim podem pedir quinze peças para o mesmo resultado que, noutra ordem, sairia mais barato. Em jogo cooperativo de recorde, isso mexe direto no avanço da campanha.

  • A campanha tem prazo de validade Leve

    Por quê?

    Segundo a Wikipedia, o conteúdo das caixas acaba em 15 a 20 partidas; a Co-op Board Games fechou a dela em 18. Depois, resta recomeçar o bloco ou caçar recorde. Justin Bell, da Meeple Mountain, gostou e mesmo assim diz que não deve voltar ao jogo, porque desafio de pontuação máxima não é a praia dele.

  • Mesa cheia no fim da campanha Leve

    Por quê?

    Com as caixas abertas, o mapa enche de símbolos. A Co-op Board Games diz que fica difícil achar as peças com bandeira e queria ícones mais visíveis, e a Reich der Spiele acha que a paisagem fica confusa rápido e que o manual nem sempre é claro.

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Para quem é

Perfil do jogo

  • Facilidade de ensinar5
  • Clima tranquilo5
  • Modo solo5
  • Progressão de campanha4
  • Partida curta4
  • Tensão e risco1

Com quantos jogar

  • Sozinho (Ótimo): Para a Reich der Spiele, a Tabletop Gaming e o Boards Eye View, é o melhor jeito: sem discussão, no seu ritmo, em menos de meia hora.
  • 2 jogadores (Ótimo): Sites que replicam o BGG apontam 1 e 2 como as melhores contagens: dá para conversar sobre cada peça sem que ninguém fique sobrando.
  • 3 ou 4 jogadores (Bom): Funciona, e a Co-op Board Games jogou quase sempre em três; o risco é um jogador decidir todas as peças pelos outros.
  • 5 ou 6 jogadores (Fraco): Cada pessoa coloca uma peça a cada cinco ou seis turnos, e nenhuma crítica consultada recomenda essa contagem.

É para você se…

  • Joga sozinho ou em dupla e gosta de bater o próprio recorde
  • Tem filhos a partir de 8 anos e quer um cooperativo sem choro
  • Gosta de pintar bolinha em planilha e não tem vergonha disso
  • Jogou o videogame e queria dividir a paisagem com alguém
  • Prefere uma partida de meia hora a uma noite inteira

Pense duas vezes se…

  • Precisa de risco de derrota para sentir que jogou
  • Reúne seis pessoas que gostam de opinar sobre tudo
  • Já tem um amigo que decide a jogada de todo mundo
  • Quer uma caixa para jogar cem vezes sem enjoar da pontuação
  • Foge de metas no fim de semana, por princípio
Dica para a primeira partida

As regras cabem em poucos minutos, e a Tabletop Gaming elogia a preparação rápida. O que confunde no começo é a tarefa: a área precisa ter exatamente o número do marcador, e rio e trilho não podem ser interrompidos. Dica prática da Co-op Board Games para não virar monólogo: em grupo, cada jogador propõe duas ou três posições para a peça antes de decidirem juntos. E não abra as caixas fechadas antes da hora; a graça é destravar uma por vez.

Edição nacional e preço

a partir de R$ 251,81

Lojas consultadas em 30/10/2026 · menor preço no Pix em lojas brasileiras, segundo o ComparaJogos; na Across the Board, R$ 311,60 no Pix

A edição brasileira é da Across the Board, editora do grupo Best Mark, de São Paulo, com o título Dorfromantik: O jogo de tabuleiro e componentes em português do Brasil. Em 30/10/2026, a própria editora vendia por R$ 328,00 (R$ 311,60 no Pix), e o menor preço no ComparaJogos era R$ 251,81 no Pix, na Alquimistas dos Jogos. A Guilda dos Jogos tinha a última unidade a R$ 259,12 no Pix.

Expansões e versões

Há duas miniexpansões: The Great Mill (2023), com um moinho de papelão e duas cartas, e Die Wetterau (2024), com três peças de pontos turísticos da região alemã. Depois vieram jogos independentes: The Duel (2023), competitivo para dois e com material extra para o jogo base; Sakura (2024), no Japão, com seis caixas e 40 conquistas; e Light Luggage (2025), versão compacta lançada em alemão. A Across the Board vende The Duel e Sakura no Brasil. O videogame da Toukana Interactive, de 2022, é só para um jogador.

Se você gosta de Dorfromantik: The Board Game…

Veredito: Dorfromantik vale a pena?

Recomendado

Dorfromantik vende paz no campo e entrega uma planilha de metas. E a planilha é a melhor parte. O júri do Spiel des Jahres disse que ele tira a pressão do dia a dia, e tira: ninguém perde, a regra se ensina com a peça na mão e o solo é elogiado por quase toda a crítica consultada. Mas o que faz a gente voltar é pintar bolinha e abrir caixa lacrada. É o único lugar onde bater meta relaxa. Pesa o que vem junto: nenhuma tensão, um grupo grande que dilui a graça e uma campanha que acaba em 15 a 20 partidas. Por pouco mais de R$ 250, sozinho, em dupla ou com criança, a gente compra. Só não conte para o seu chefe que você gosta de metas.

Paz no campo, com meta de produtividade. E a meta é a melhor parte.

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    Perguntas frequentes

    Vale a pena comprar Dorfromantik?

    Nosso selo: Recomendado. Dorfromantik vende paz no campo e entrega uma planilha de metas. E a planilha é a melhor parte.

    Para quantos jogadores é Dorfromantik e quanto tempo dura?

    Dorfromantik é para 1 a 6 jogadores, com duração anunciada de 30 a 60 minutos. Na nossa avaliação, funciona melhor com: sozinho, 2 jogadores.

    Dorfromantik tem edição em português?

    A edição brasileira é da Across the Board, editora do grupo Best Mark, de São Paulo, com o título Dorfromantik: O jogo de tabuleiro e componentes em português do Brasil.

    Quanto custa Dorfromantik no Brasil?

    Em 30/10/2026, a partir de R$ 251,81 (menor preço no Pix em lojas brasileiras, segundo o ComparaJogos; na Across the Board, R$ 311,60 no Pix).

    Para quem é Dorfromantik?

    Para quem joga sozinho ou em dupla e gosta de bater o próprio recorde; tem filhos a partir de 8 anos e quer um cooperativo sem choro; gosta de pintar bolinha em planilha e não tem vergonha disso.

    Dorfromantik ganhou prêmios?

    Sim: venceu Spiel des Jahres 2023.

    Quais jogos são parecidos com Dorfromantik?

    Na resenha comparamos Dorfromantik com Cascadia, Harmonies e Sky Team. Cascadia: Também é colocação de peças hexagonais com natureza, mas competitivo: cada um monta o próprio mapa e disputa animais e habitats.

    Fontes (17)

    Consulta às fontes em 30/10/2026.

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